Quem passa na frente de algumas das unidades paulistas do Divino Fogão encontra uma recepcionista 60+ na porta. Ela explica o conceito da marca e convida a pessoa a entrar e a experimentar a comida da fazenda. A iniciativa de abrir vagas para mulheres aposentadas é ainda piloto.

Está em experimentação em São Paulo até julho deste ano. Mas o gerente de gastronomia da rede, Luciano Gouveia, garante: “O projeto vai para os demais Estados do Brasil”. O objetivo da rede de franquias de alimentação, que tem 187 lojas distribuídas pelo país, é garantir um atendimento diferenciado e uma melhor experiência ao cliente. “São pessoas comprometidas, que querem conversar e dar atenção ao consumidor”, considera o executivo.

Assíduo como voluntário em projetos sociais, Gouveia diz que há outra motivação para a abertura de vagas para mulheres aposentadas. Muitas, diz ele, querem continuar a trabalhar. “A aposentadoria não é alta e elas não conseguem emprego devido à idade”, explica. E reflete: “Todo mundo quer ajudar criança, mas não idoso”.

Vagas para mulheres em teste

O gerente diz que a descrição de cargo e o perfil de profissional desejado estão prontos. Mas a iniciativa ainda está em experimentação para identificar pontos que possam precisar de alterações.

Necessidade de mais pausas durante o expediente, jornadas mais reduzidas ou adesão das trabalhadoras a escalas nos fins de semana são pontos que estão sendo observados.

Identificado o que precisa de ajuste, o programa será aprimorado. E, a partir daí, estará pronto para ser replicado em outras unidades.


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Segundo a rede, assim que o programa estiver pronto para entrar em atividade no restante do país, será feita uma “divulgação nacional”, com os canais para inscrição. Interessados podem seguir a marca por redes sociais, como Facebook e Instagram. Currículos podem ser enviados para curriculo@divinofogao.com.br.

Entre as primeiras contratações para o projeto-piloto está a aposentada Maria Alice Franco, 70 anos. Depois de trabalhar como secretária em clínicas médicas e na área de processamento de dados, ela decidiu se aventurar pelo segmento de gastronomia.

Cabe a ela ficar na frente de uma loja em Osasco, na Grande São Paulo, para receber os clientes, explicar sobre os pratos do bufê e informar sobre as porções. “Gosto de desafios e estou aberta a novos conhecimentos”, diz ela. E completa: “Faço o que mais gosto: receber bem as pessoas”.

Vagas para aposentados e o projeto de lei RETA

Outras empresas investem em contratação de pessoas com mais de 50 anos. Vão desde companhias aéreas, como a Gol, passando por grupos varejistas como o Cencosud, até farmácias, como o Grupo DPSP. Conheça essas iniciativas, clicando neste link.

Para permitir que aposentados maiores de 60 anos permaneçam no mercado de trabalho, o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon desenvolveu o RETA – Regime Especial de Trabalho do Aposentado, idealizado junto com pesquisadores da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

O projeto de lei é um incentivo para as empresas aproveitarem mais a experiência desses profissionais, que, por sua vez, terão novas oportunidades de seguir ativos gerando renda. A iniciativa coloca em prática preceitos do Estatuto do Idoso e promove a convivência intergeracional.

Clique aqui para apoiar a iniciativa.

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