Uma escola primária está obrigando os alunos a limparem suas salas de aula todos os dias. A Grove School, em Devon, na Inglaterra, comprou dez aspiradores de pó – um para cada sala – para que os alunos se revezem na limpeza diária.

A ideia partiu da diretora da escola, Hilary Priest, que decidiu introduzir a política depois de descobrir métodos similares em algumas escolas japonesas. De acordo com Hilary, a medida ensina respeito aos estudantes e também diminui a carga de trabalho do zelador.

"Nós achamos que seria uma boa forma de fazer com que todos, inclusive as crianças, respeitassem nossa escola e o ambiente", declarou a diretora durante uma entrevista à TV local.

Alunos ajudam a manter escola limpa

Com as novas regras, também foi possível economizar ao descartar a necessidade de contratar mais um funcionário para ajudar na limpeza. "Nós não precisamos aumentar a carga horária do zelador. Na verdade, ele não tem tido muito trabalho na limpeza das salas de aula desde que as crianças começaram a aspirar o pó, há cerca de três meses", informou.

O único local da escola que está livre das tarefas de limpeza é a recepção. De resto, todos os ambientes contam com a ajuda dos estudantes na manutenção da ordem e da limpeza.

De acordo com a diretora, os alunos estão entusiasmados com a nova atribuição. Hilary espera que isso inspire as crianças a ajudar seus pais nos serviços domésticos.


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A psicóloga e terapeuta gestaltista Valéria Daumas avalia como muito positiva a iniciativa da escola britânica, mas acredita que essa prática poderia não ter uma boa aceitação por pais e alunos brasileiros.

“Se a potente Inglaterra, com toda a sua organização, está exercendo essa prática com a aprovação dos pais e alunos, o que nós, com todas nossas precariedades, desorganização escolar, social e também familiar, no sentido de não estarmos sabendo lidar com limites, senso de cooperação, senso de justiça, de solidariedade e generosidade, podemos dizer?”, questiona Valéria. “Difícil dizer, se para nossa cultura machista, isso teria tão boa resposta. Quem dera!”

Mas embora se mostre descrente, Valéria considera importante o experimento. “Arriscaria colocar em prática, com a devida aprovação dos pais e com um trabalho de convencimento dos próprios alunos do real significado de tal ato”, avalia a especialista.

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