Buscar uma oportunidade de trabalho no Brasil exige mais do que enviar currículo e participar de processos seletivos. Com a crise e a maior competição por uma vaga, sai na frente quem se sai melhor na entrevista de emprego. Ou seja, demonstra confiança ao falar sobre a trajetória de carreira e ao responder às clássicas perguntas do recrutador, como “por que saiu de seu último trabalho?”.

De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, 5 milhões de brasileiros foram admitidos de janeiro a abril deste ano. Deste total, 7% (359 mil) são profissionais acima de 50 anos.

O percentual é baixo, na avaliação de Daniel de Paiva, sênior partner da consultoria Havik Innovate Executive Search. Mas tende a aumentar com a recuperação da economia, uma vez que as empresas precisam de profissionais mais experientes em suas operações.

Para não perder as oportunidades disponíveis, confira 10 erros fatais na entrevista de emprego.

  1. Demonstrar ansiedade

Chegar muito cedo à entrevista de emprego, falar muito rápido e bater as pernas insistentemente no chão são sinais de ansiedade. “Ainda que o profissional não tenha participado de processos seletivos há muito tempo, o nervosismo precisa ser controlado", afirma Rosana Daniele Marques, gerente de gestão de pessoas da consultoria global Crowe.

  1. Ter preconceito consigo mesmo

Não há idade para um profissional ser produtivo e gerar bons resultados. O candidato, contudo, deve ter essa segurança durante a entrevista, aconselham os especialistas. Ter preconceito com sua própria idade passa insegurança ao recrutador.

  1. Subjugar o talento jovem

Comentários irônicos, como "as empresas hoje são comandadas por meninos", podem acabar com a oportunidade de um profissional experiente. "O candidato tem de chegar ao processo ciente de que vai trabalhar e trocar experiência com jovens – e que isso será bom", reforça Daniel.

  1. Fazer referências excessivas ao passado

A entrevista de emprego é uma oportunidade de o candidato falar sobre sua experiência de trabalho e sobre o que aprendeu com cada uma delas. Fazer referências insignificantes ao passado, contudo, pode tornar o bate papo com o recrutador chato e improdutivo. "O profissional jamais pode fazer da reunião uma terapia", alerta Rosana.


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  1. Prender-se a modelos antigos de trabalho

O candidato que se prende a antigos formatos de trabalho e de contratação perde oportunidades de aprendizado e de regressar ao mercado. "Os salários mudaram e a forma como o profissional recebe [o dinheiro] também. Há quem ganhe bônus e até em bitcoins", cita Daniel.

  1. Errar no look

Blazer, calça preta e sapato social não são mais garantia de traje correto para uma entrevista de emprego. Para não errar na vestimenta, o ideal é pesquisar o perfil da empresa na internet e nas redes sociais. Caso a companhia seja mais moderna, como startups e agências de comunicação, vale usar roupas com cores neutras, como calça jeans e camisa branca. O básico nunca é demais, garantem os especialistas em recrutamento.

  1. Ser apenas ouvinte

Ter capacidade para ouvir é fundamental entre os profissionais. Nos processos seletivos, contudo, também é preciso falar e questionar sobre a vaga. "Antes, a companhia dizia o que o trabalhador tinha de fazer; hoje, ela apenas apresenta seus objetivos. A proatividade é o grande diferencial", destaca o consultor.

  1. Achar que sabe tudo

Ainda que o candidato tenha acumulado experiência e feito inúmeros cursos, "demonstrar prepotência é caminho direto para a eliminação", garante Rosana. O profissional deve estar sempre disposto a aprender e trocar conhecimentos com os colegas do trabalho.

  1. Negar o uso de redes sociais

As redes sociais fazem parte da rotina dos profissionais do mundo todo. No LinkedIn, por exemplo, é possível compartilhar experiências e se candidatar a vagas. O candidato que não está disposto a desbravar essas tecnologias fecha as portas para um mercado conectado.

  1. Estar defasado sobre o mercado

Participar de uma entrevista de emprego desatualizado sobre a própria profissão, como formato de trabalho e tecnologias de produção, demonstra dissonância com o mercado. “Workshops, palestras, artigos e eventos acadêmicos mantêm os profissionais em constante atualização”, indica Daniel.

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