Cientistas parecem ter vislumbrado uma luz no fim do extenso túnel que levará à cura para uma doença que afeta mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo: o Alzheimer. A luz vem da Universidade de Manchester, no Reino Unido, onde um grupo de pesquisadores, após revisar mais de 150 publicações, encontrou fortes evidências de que a causa do Alzheimer tem relação com o vírus causador da herpes.

De acordo com Ruth Itzhaki, professora de Neurobiologia Molecular e coordenadora do estudo, o HSV1, vírus mais comum da herpes simples (labial), também está relacionado à causa do Alzheimer. Ao infectar as pessoas ainda na infância, o HSV1 permanece adormecido na parte do sistema nervoso que não contempla o cérebro e a medula espinhal, conhecido como periférico.

Em 1991, o grupo coordenado por Ruth descobriu que, ao contrário do que se acreditava, o HSV1 também podia se alojar no cérebro de muitas pessoas já em idade avançada, devido à redução do sistema imunológico. Seis anos mais tarde, a presença do vírus foi identificada como um forte fator de risco para o Alzheimer quando presente no cérebro de pessoas que têm o gene APOE4.


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Os cientistas acreditam que, da mesma forma que o vírus no sistema nervoso periférico se torna ativo várias vezes ao longo da vida causando feridas nos lábios dos pacientes, ele também pode se tornar ativo várias vezes no cérebro, causando danos cumulativos.

Novas pesquisas identificaram que a infecção por HSV1 das culturas celulares faz com que proteínas anormais beta-amiloides e tau se acumulem no cérebro, forte característica da doença de Alzheimer.

Com isso, os cientistas acreditam que agentes antivirais podem ser usados no tratamento do Alzheimer, por impedirem a formação de novos vírus e limitarem os danos virais. Uma das drogas testadas foi o “Aciclovir”, que bloqueou a replicação do DNA do HSV1 e reduziu os níveis de beta-amiloide e tau.

A pesquisadora declarou que os dados ainda não são conclusivos e que mostram apenas uma associação entre o vírus da herpes e a causa do Alzheimer. Ainda serão necessários novos testes.

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