A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, na última terça-feira (14), uma série de recomendações na tentativa de reduzir o impacto global do aumento do número de casos de demência no mundo. Atualmente, mais de 50 milhões de pessoas em todo o planeta vivem com a doença, com dez milhões de novos casos a cada ano. Segundo estimativa da OMS, até 2050 serão 152 milhões de indivíduos com algum quadro de demência. Das mais de 100 formas de demência conhecidas pela medicina, a mais comum é a doença de Alzheimer, que representa 60% a 70% de todos os casos.

Demência

No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), 55 mil novos casos de demência são registrados por ano. Atualmente, 1,4 milhão de pessoas apresentam o problema – a maior parte relacionada à doença de Alzheimer. Em 2050, esse número deverá ultrapassar seis milhões.

Como tratar a demência?

Embora ainda não exista uma cura para o problema, a OMS destaca que muitas medidas podem ser adotadas pela população como forma de inibir o surgimento ou o avanço da doença. Entre as principais recomendações, estão a adoção de uma dieta baseada na alta ingestão de frutas, vegetais, cereais integrais, peixes e azeite de oliva (dieta mediterrânea) e a prática regular de exercícios aeróbicos por adultos a partir de 65 anos (pelo menos 150 minutos por semana com intensidade moderada). A OMS também alerta para a importância da adoção de políticas públicas de combate à hipertensão, à obesidade, ao diabetes e ao consumo excessivo de álcool e tabaco.


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As diretrizes da OMS se baseiam em diversos estudos já realizados sobre o tema, que comprovam que pessoas com uma vida mais ativa apresentam menor risco de desenvolver demências.

A SBGG acrescenta que a baixa escolaridade também é um dos fatores de risco para o surgimento de demência após os 60 anos. Isto ocorre porque o ensino formal contribui para o desenvolvimento de redes neurais mais complexas e de uma maior reserva funcional que será gasta ao longo da vida. E destaca que o aumento do nível de escolaridade pode ser uma eficiente arma de prevenção a casos de demência.

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