O corpo fala. Por isso, fique atento aos sintomas: apresentando fortes dores no tórax, expectoração com secreção amarela e algumas vezes com sangue, falta de ar, febre alta acima de 38 graus e tosse forte por mais de 5 dias, procure um especialista. Você pode estar com pneumonia.

A doença, descoberta em 1881 pelo microbiologista francês Louis Pasteur em parceria com o americano George Sternberg, é uma reação inflamatória dos pulmões causada por vários micro-organismos, como vírus, bactérias e fungos, e algumas vezes por fatores desconhecidos.

O médico infectologista Renato Kfouri é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Ele explica que a doença é mais incidente em pessoas com cardiopatias, diabetes, HIV, câncer ou que tiveram órgãos transplantados, e principalmente nos extremos das idades.

“A gente sabe que as crianças menores de dois anos e as pessoas acima de 60 anos constituem o grupo de maior risco para desenvolver algumas doenças infecciosas, especialmente respiratórias, entre elas a pneumonia. O pequenino pela imaturidade de seu sistema imune, que ainda não responde adequadamente a vários desses agentes infecciosos, e o idoso, pelo envelhecimento dele”, comenta o especialista.

Devido ao grande número de pessoas infectadas, em sua maioria nos países em desenvolvimento, a comunidade global de saúde declarou que 12 de novembro é o Dia Mundial da Pneumonia. A comemoração foi criada em 2009 e tem o objetivo de conscientizar a população e estimular a adoção de políticas de combate à doença. De acordo com levantamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1,6 milhão de pessoas perdem a vida em função da enfermidade anualmente. Estudos internacionais apontam que um em cada seis episódios de hospitalização e 90% de todos os óbitos por pneumonia pertencem à faixa dos 60 anos. No Brasil, de acordo com o Datasus, a pneumonia nesta parcela da população resultou em 181.902 internações e 34.726 mortes durante o ano de 2016.

Crianças menores de dois anos e as pessoas acima de 60 anos constituem o grupo de maior risco para desenvolver algumas doenças infecciosas, especialmente respiratórias, entre elas a pneumonia

Kfouri explica que há dois tipos de vacinas contra pneumonia recomendadas pela SBIm: a "pneumo 13", uma conjugada que deve ser tomada primeiro; e a "pneumo 23", que deve ser tomada após 6 meses de intervalo da primeira. Ele também alerta que ainda existe, no Ministério da Saúde, uma lacuna a ser preenchida na introdução de vacinas aos pacientes 60+.

“Existe uma complexidade maior para a vacinação desse público. É preciso avançar no programa de inclusão de vacinas para a população 60+, mas esse ainda é um assunto em discussão entre outras tantas prioridades em nossos programas”, explicou o vice-presidente.

Outros cuidados são aqueles para prevenir qualquer doença respiratória: boa alimentação, atividade física, evitar cigarro e bebidas alcoólicas, tratar sinusite, rinite, gripes e outros problemas respiratórios, lavar bem as mãos e beber bastante líquido. O infectologista acrescenta que também vale evitar a exposição a grandes contrastes de temperatura.

Uma gripe pode virar pneumonia?

Pode! O vírus da gripe também é um dos causadores da doença que atinge os pulmões, afetando as vias aéreas e comprometendo sua defesa. Quando não tratada adequadamente, a gripe favorece a aspiração de bactérias para os pulmões. Nos primeiros três dias, os sintomas da gripe e da pneumonia são bastante parecidos: febre, tosse e dor no corpo. No entanto, a gripe geralmente dura entre 5 e 7 dias, e a pneumonia leva de 7 a 10 dias para desaparecer.

Por isso, cuide da sua saúde. Uma boa alimentação é fundamental para um organismo forte e sadio.

Compartilhe com seus amigos

Receba os conteúdos do Instituto de Longevidade em seu email. Inscreva-se: