A Sociedade Brasileira de Urologia estima que 6 milhões de brasileiros sofrem com problemas de ereção. Mesmo assim, o tema ainda é tratado como tabu. Segundo o psiquiatra e especialista em Sexualidade Humana Arnaldo Barbieri Filho, isso ocorre porque muitos homens têm dificuldade de falar de sexualidade e medo de ter a masculinidade questionada.

A disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual, pode ter diversas causas. Contudo, a vergonha em abordar o assunto faz com que o indivíduo retarde a procura por ajuda especializada – as avaliações de um urologista e de um profissional de saúde mental são muito importantes para o diagnóstico e o tratamento corretos.

“A perda da ereção pode ocorrer em qualquer homem e é muito comum. A classificação internacional americana (DSM-5) só considera disfunção erétil se esta ocorrer em 75% ou mais das vezes”, revela Barbieri.

“Porém, muitos homens já ficam ansiosos quando falham apenas uma vez. Tal ansiedade gera descarga de adrenalina, que colabora para a perda da ereção”, acrescenta, afirmando que a falta de conhecimento pode influenciar no quadro.

Você sabia, por exemplo, que a perda de ereção não tem relação alguma com a orientação sexual da pessoa? De acordo com Barbieri, que também é sexólogo e palestrante, o problema pode atingir homens heterossexuais, homossexuais ou bissexuais.

Como as crenças e as dúvidas ainda são muitas, o portal do Instituto de Longevidade entrevistou também Emilio Sebe Filho, cirurgião especialista em urologia e diretor médico de uma clínica de saúde sexual masculina.

Confira 10 mitos e verdades sobre os problemas de ereção

A disfunção erétil é causada pela falta de libido?

Mito – Ela pode ser causada por diferentes fatores fisiológicos, como diabetes, pressão alta, doenças cardíacas e neurológicas, excesso de peso, tabagismo e problemas psicológicos.

O diabetes pode contribuir para a impotência sexual?

Verdade – A doença tem como principal sintoma o crescimento da glicose no sangue, dificultando a circulação sanguínea, afetando a irrigação de alguns tecidos e órgãos corporais, como o membro sexual masculino, afetando membros inferiores, inicialmente, pelos dedos dos pés e pernas. Cerca de 80% dos diabéticos têm disfunção sexual.

Disfunção erétil só acontece com pessoas mais velhas?

Mito – Pode ocorrer em diversas faixas etárias, tendo como causa, principalmente, os fatores citados na questão 1.

Sexo oral ajuda na hora da ereção?

Verdade – O estímulo por meio do sexo oral ativa receptores de sensibilidade no membro, aumentando, assim, o prazer e potencializando a ereção.

Masturbação demasiada causa dificuldade de ereção?

Mito – Não há nenhuma comprovação de que a ereção seja prejudicada pela masturbação. O que pode acontecer é o homem que se masturba antes de ter uma relação sexual apresentar dificuldade em ter uma ereção completa no ato.


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Atividade física ajuda na prevenção da disfunção erétil?

Verdade – Pessoas que praticam atividade física regularmente e se alimentam de maneira saudável têm menos chances de sofrer com problemas de ereção. Elas se tornam mais resistentes em vários âmbitos de saúde, não apenas no sexual.

Homens que não conseguem ereções seguidas têm problemas?

Mito – Esse é um grande medo dos homens, mas a possibilidade de se ter uma nova ereção varia muito de pessoa para pessoa. Depende, também, de aspectos psicológicos e físicos.

O uso de certos medicamentos pode causar disfunção erétil?

Verdade – Pacientes com diabetes, hipertensão e depressão que fazem uso contínuo de medicamentos podem apresentar disfunção erétil.

Remédios estimulantes resolvem o problema?

Mito – O uso de medicamento não resolve a impotência em longo prazo. Algumas vezes o remédio é apenas um paliativo para o paciente ter uma noite de sexo satisfatória. Por isso, é importante procurar um médico para entender o problema e iniciar o tratamento adequado.

Existe a possibilidade de a ereção ser “fraca”?

Verdade – Alguns homens têm ereções rígidas e perfeitas para a penetração, mas em outras situações o paciente tem uma boa ereção, mas na hora da penetração perde essa condição.


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