Estatisticamente, é entre os 50 e os 70 anos de idade que há maior incidência de câncer de mama. Agora, um novo estudo sugere que mulheres na pós-menopausa que perdem peso podem reduzir o risco de desenvolver tumor maligno nos seios.

Para chegar a essa conclusão, 61.335 mulheres na pós-menopausa que tinham exames de mamografia normais tiveram peso corporal e altura medidos e índice de massa corporal calculado, tanto no início da pesquisa quanto três anos depois.

Durante um seguimento médio de 11,4 anos, foram registrados 3.061 incidentes de câncer de mama. As 8.175 mulheres com perda de peso tiveram um risco significativamente menor se comparado às demais, afirma o trabalho publicado no periódico “Cancer”.

“Nosso estudo indica que a redução de peso moderada e de curto prazo foi associada a uma redução estatisticamente significativa no risco de câncer de mama em mulheres na pós-menopausa", diz Rowan Chlebowski, um dos pesquisadores.

Levando em consideração ensaios anteriores do “Women's Health Initiative Dietary Modification”, que estudou o impacto da alimentação de baixa caloria em mulheres, “essas descobertas fornecem fortes evidências correlativas de que um modesto programa de perda de peso pode causar impacto no câncer de mama”.


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 Por que perder peso na pós-menopausa reduz risco de câncer de mama?

Rogério Fenile, doutor em mastologia pela Universidade Federal de São Paulo, explica que, quando a mulher entra na menopausa, a principal fonte de produção hormonal, como o estrogênio, é a gordura periférica (coxas, pernas e glúteos).

“Se você mantiver uma dieta saudável e um emagrecimento, reduzindo a quantidade de gordura periférica, vai reduzir essa produção hormonal e, consequentemente, correr menos risco de desenvolver um câncer de mama.”


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Segundo o mastologista, mulheres na pós-menopausa com sobrepeso ou obesidade “colocam sua saúde em risco sob vários aspectos”, sobrecarregando, principalmente, os sistemas esquelético e cardiovascular.

“O principal problema da mulher climatérica [transição fisiológica do período reprodutivo para o não reprodutivo] é a parte óssea: ela corre um risco grande de desenvolver osteoporose, que pode levar a problemas ortopédicos sérios”, pontua.

Por isso, além de manter a saúde óssea em dia, com uma dieta rica em cálcio e exercícios físicos, o médico recomenda que mulheres com mais de 50 anos se previnam com uma alimentação saudável, controlando o IMC e visitando anualmente um ginecologista.

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