A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, no dia 4 de abril, seu relatório anual com estatísticas globais. Diferentemente das edições anteriores, o documento deste ano levou em conta as diferenças de gênero e constatou que a expectativa de vida dos homens no mundo é, em média, 4,4 anos menor que a das mulheres.

Em 2000, a esperança de vida média era de 66,5 anos. Dados de 2016 mostram que essa média subiu para 72 anos (74,2 para as mulheres e 69,8 para os homens). Com isso, a OMS concluiu que é preciso que, ao desenvolverem suas políticas de saúde, governantes comecem a levar em conta as diferenças de gênero, com atenção especial ao sexo masculino. Para a OMS, o fato de os homens se cuidarem menos, consultarem um médico com menor frequência e consumirem em média cinco vezes mais tabaco e álcool que as mulheres, contribui de forma efetiva para sua menor expectativa de vida.


Quer saber quando você vai se aposentar segundo a proposta de reforma da Previdência? Clique aqui e conheça o simulador que desenvolvemos para você.


"Em muitas circunstâncias, os homens têm uma saúde pior que a das mulheres e, embora grande parte seja devido a bases biológicas, essa diferença poderia ser ampliada pelos papéis dos gêneros", avalia o relatório.

O estudo também identificou que as taxas de suicídios e de homicídios são 75% e 400% maiores entre homens que entre mulheres, respectivamente.

A OMS admitiu que as causas desses dados são difíceis de serem sistematizadas porque algumas se devem a fatores biológicos e outros a questões sociais, e deu como exemplo a taxa de mortalidade em acidentes de trânsito, duas vezes maior entre os homens do que entre mulheres. O motivo? A maioria dos postos de emprego ligados ao transporte ainda é ocupada por pessoas do sexo masculino.

"O planejamento em saúde deve levar em conta as diferenças entre homens e mulheres em termos de exposição a fatores de risco, acesso a serviços e diferenças de renda, e se preparar para realizar ações"

Ao analisar sob a ótica das causas biológicas, o documento identificou uma maior mortalidade de meninos menores de cinco anos (41 por mil) do que de meninas (37 por mil). Mas quando o assunto é a Doença de Alzheimer, aí as mulheres lideram o ranking, precisamente por viverem mais.

"O planejamento em saúde deve levar em conta as diferenças entre homens e mulheres em termos de exposição a fatores de risco, acesso a serviços e diferenças de renda, e se preparar para realizar ações", aconselha o documento da OMS.

Expectativa de vida: primeiro mundo vs terceiro mundo

Por também fazer referência a fatores estudados em estatísticas anteriores, como o nível de desenvolvimento de países, o documento denunciou uma diferença de 18,1 anos na esperança de vida entre indivíduos de nações em desenvolvimento (62,7 anos) e desenvolvidas (80,8 anos).

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “dividir os dados por idade, sexo e renda é vital para entender quem está ficando para trás e por quê".


O Saúde Vem oferece a você exames e consultas a preços mais populares do que os planos de saúde tradicionais. Clique aqui e veja as vantagens. 


Outro dado que chamou a atenção da OMS foi a taxa de mortalidade de mães durante o parto: uma em cada 41 mortes de mulheres que vivem em países em desenvolvimento acontece devido a complicações no parto; já em países desenvolvidos, a relação é de uma para cada 3.300 mortes.

No geral, 80% das mortes nos países desenvolvidos acontece entre pessoas com idade superior a 70 anos. Já nos países em desenvolvimento, um terço das mortes é de crianças menores de cinco anos, e uma em cada 14 crianças morrerá antes de seu quinto aniversário.

Compartilhe com seus amigos

Receba os conteúdos do Instituto de Longevidade em seu e-mail. Inscreva-se: