Em busca da harmonia entre corpo e mente e uma melhor qualidade de vida, encontramos diferentes técnicas, como os florais, o reiki, a arteterapia e a pet terapia. Se você gosta de terapias alternativas, vale conhecer também a cromoterapia, que tira proveito do potencial das cores para equilibrar o físico, o mental e o emocional.

"A cor está à nossa volta o tempo todo – numa placa, no restaurante, na roupa que vestimos. A cromoterapia faz parte do nosso dia a dia de uma forma integral e tem o dom de mudar os nossos estados emocionais", pontua Ingrid Iribarne, terapeuta holística e consultora metafísica.

Como ela explica, o método é baseado nas sete cores do arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Cada tonalidade tem função e aplicação diferentes, em vários setores e interesses da vida, desde o trabalho e a saúde até a decoração da casa.

"Nosso dia a dia é colorido e nós aplicamos a cromoterapia, mesmo que de forma inconsciente", diz Ingrid. Segundo ela, não é condição obrigatória acreditar na terapia para que faça efeito: as cores agirão de qualquer forma.


Como funciona a cromoterapia? 

É preciso saber que, para cada situação, existe uma cor específica – ou mais de uma – a ser empregada. "Depende muito do estado da pessoa e do que ela precisa naquele momento, dentro de cada setor", observa a especialista.

Além disso, uma mesma tonalidade oferece várias possibilidades para diferentes necessidades. Tome-se o exemplo do laranja: dentro de um ambiente, pode ser usado para estimular o foco e a coragem e aquecer o espaço. Já na saúde, age como desbloqueador e até no tratamento de doenças sérias, como câncer. Emocionalmente falando, é ótimo para melhorar a autoestima de alguém.


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"O azul ajuda a controlar a ansiedade e a acalmar, mas também serve como analgésico no setor da saúde, caso a pessoa sinta muita dor. Tem efeito também em quem está com febre alta. Em ambientes, traz sensação de aconchego e de profundidade, porque é uma cor profunda, cuja onda é mais longa", continua Ingrid.


Cromoterapia no guarda-roupas

As cores ajudam a harmonizar a energia de uma pessoa e podem provocar diferentes sensações. Sabendo usá-las adequadamente, é possível encontrar o equilíbrio no dia a dia.

De acordo com a terapeuta, quando uma pessoa acorda apática e cansada, a tendência é escolher roupas de tons mais escuros (azul, verde, índigo e violeta, por exemplo) para vestir. Mas deveria fazer justamente o contrário, optando por peças mais claras, como amarelo ou vermelho. "Usar uma cor mais escura vai fazer com que este estado de apatia e cansaço aumente", avisa.

Na outra ponta, quem inicia o dia agitado ou eufórico, em vez de escolher uma cor intensa, como vermelho ou laranja, deveria optar por azul, índigo, violeta ou marrom. "Se a pessoa usar uma cor quente, no fim do dia estará 'quebrada' de cansaço. Escolhendo uma cor mais fria, vai continuar com pique, mas de uma forma menos estressante", esclarece.

Outros objetivos menos óbvios também se apoiam na cartela cromática. Para criar um grau de distância das demais pessoas, o segredo é usar roupas escuras. O preto, que é a mistura de todas as cores, tem esse poder de criar um campo de afastamento, passando a mensagem de que os outros não devem se aproximar demais.

O tom negro representa isolamento: nada entra e nada sai dali, inclusive energias ruins. Falando nisso, o laranja também é um bom bloqueador para quem busca se "proteger" em ambientes não tão bons.

"Quer criar aproximação? Use cores claras. Quer trazer foco? Amarelo é a cor das ideias, enquanto o índigo é a concretização disso e ajuda na concentração", acrescenta Ingrid.

Segundo a especialista, não há uma cor ruim, já que todas têm suas propriedades. Mas se fosse para evitar alguma delas, o cinza nem sempre é bem-vindo. Como mistura do preto com branco, sinaliza términos ("das cinzas viemos, às cinzas voltaremos") e representa incerteza e indecisão.


Cromoterapia dentro de casa

Da mesma forma, a aplicação das cores em uma residência ajuda a despertar sensações, estimular relaxamento e trazer tranquilidade, entre outros propósitos. Algumas dicas da especialista são:

Na cozinha ou sala de jantar, adotar o laranja, que desperta a fome. Pode ser em detalhes, como nas toalhas de mesa, jogo americano ou guardanapos. Já o violeta é quase um inibidor de apetite. "Em ambientes com pratos escuros, a tendência é as pessoas comerem menos", comenta Ingrid.

No quarto, são interessantes os tons de azul, que trazem mais tranquilidade, dão um ar de aconchego e possibilitam um sono mais profundo. Ainda ajudam a lidar com a insônia. "O verde também é recomendado no quarto para tratamento de insônia. Já o rosa vai trazer o envolvimento entre o casal, trabalhar o relacionamento", acrescenta a terapeuta. Cores quentes em detalhes podem ser úteis em dias frios, a fim de aquecer o ambiente. Mas devem ser retirados na hora do sono, porque tendem a impedir o relaxamento, por serem muito estimulantes.

No banheiro, é interessante adotar lâmpada amarela perto da pia do banheiro ou no espelho, já que a cor trabalha a pele. "Ajuda tanto as pessoas que têm acne, como também quem quer entrar numa energia de alegria", diz.

No ambiente de trabalho, para ter mais estímulo, peças vermelhas afastam a sonolência. Em exagero, porém, causam irritação. O laranja é indicado para concentração e para tomada de decisões, já que estimula a coragem. Amarelo ajuda a trabalhar a criatividade.


Cuidando da saúde com a cromoterapia

A cromoterapia também é aplicada nos cuidados com a saúde. Segundo Ingrid, para cada órgão do corpo humano, existe uma cor específica (veja abaixo). "Podemos fazer uma análise até psicológica da pessoa pela cor que ela mais gosta de usar", comenta a especialista.

Geralmente, os terapeutas usam uma lanterna de cores, mas o item não é obrigatório em todos os casos. De acordo com Ingrid, em determinadas situações, é possível mentalizar a cor desejada sobre determinado ponto do corpo.

"Se estiver sentindo dor, deve-se colocar a mão em cima do local e mentalizar como se estivesse saindo um azul da mão. O efeito é maior que o da lanterna, porque a cor está vindo da mente, então o poder é muito maior", diz. Para situações complexas, porém, só um terapeuta pode fazer a correta indicação e aplicação.

Mesmo assim, é possível saber que:

Vermelho: é ligado ao fígado, à próstata e ao útero. Deve ser usado de forma moderada e evitado em casos de febre, pressão alta e inflamações.

Laranja: tem a ver com suprarrenais, baço e rins e melhor se evitado em casos de pressão alta, vômito e infecções.

Amarelo: relacionado ao pâncreas e aos intestinos, é bom laxante. Evite-o em casos de excitação mental, delírios, histeria, diarreia, gastrite e úlcera.

Verde: é a cor do coração. Também é mediadora, praticamente uma cor-coringa. Não use em casos de esgotamento.

Azul: associado à tireoide, às cordas vocais e às vias respiratórias. Não deve ser aplicado em casos de contrações musculares, gota, paralisia, resfriados e taquicardia.

Índigo: liga-se à hipófise, aos olhos, ao sistema parassimpático e aos ouvidos. Melhor evitar em casos de doenças causadas pelo frio.

Violeta: tem ligação com a glândula pineal. Recomenda-se não utilizá-la em casos de depressão.


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