Cardiologista do HCor explica diferenças entre colesterol bom e ruim

Primeiro foi a glicose, agora é a vez do colesterol. Para prevenir doenças do coração, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, seguindo uma recomendação mundial, diminuiu as taxas de referência indicadas nos exames de sangue. A principal mudança é no nível considerado seguro de LDL, o chamado colesterol ruim, e atinge principalmente pacientes com risco cardíaco elevado.

Embora muitas pessoas achem o colesterol uma substância maléfica, ele é um tipo de lipídio primordial para o funcionamento do corpo humano, utilizado para produzir vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras, explica Abrahão Cury, cardiologista do Hospital do Coração (HCor). Isso porque cerca de 70% do colesterol é fabricado pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% vêm da dieta.