Alimentação

Sorvete faz bem à saúde e é uma delícia, aponta estudo

Você se lembra quando seu filho era pequeno e, na hora do almoço, não queria comer tudo ou fazia alguma malcriação? Você então o repreendia dizendo que por causa daquilo não haveria sobremesa. Pois se, naquele tempo, você tivesse lido essa matéria, certamente não teria dito isso, principalmente se a sobremesa fosse sorvete.


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Há algum tempo, pesquisadores e nutricionistas têm afirmado que o sorvete, quando consumido com moderação, traz inúmeros benefícios à saúde. Considerado um alimento completo e de alto valor nutritivo, ele contém proteínas, carboidratos, cálcio, fósforo, lipídios, vitaminas A, B1, B2, B6, C, D, E e K, além de outros minerais.

Seu consumo também é indicado na dieta de alguns pós-operatórios devido a suas propriedades analgésicas e também por evitar hemorragias. Tratamentos quimioterápicos e cirurgias para retirada de amídalas, refluxo gastroesofágico ou cirurgias ortodônticas são algumas das situações mais comuns em que a dieta gelada é prescrita pelos médicos.

Comprovação científica

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, identificou que o sorvete contém um aminoácido conhecido como triptofano, que atua na produção de serotonina no corpo humano, acalmando e reduzindo a agressividade. Por isso, o sorvete é indicado no combate ao estresse e para pessoas que precisam relaxar e dormir melhor.

Um outro estudo, do Instituto de Psiquiatria de Londres, rastreou a atividade cerebral de pessoas que consumiram sorvete de baunilha e descobriu que o alimento tem efeito imediato em partes do cérebro responsáveis pela sensação de prazer.

Já na Universidade de Harward, 18.555 enfermeiras casadas foram submetidas a testes por oito anos seguidos. Os pesquisadores descobriram que mulheres que consumiam mais de duas porções de sorvete por semana tiveram uma chance 85% maior de não desenvolver problemas na ovulação, quando comparado às enfermeiras que consumiram laticínios com menor teor de gordura. A conclusão foi que produtos com menores taxas de gordura podem interferir negativamente na fertilidade das mulheres.

Em contrapartida, os pesquisadores lembram que o consumo exagerado de sorvetes com alto teor de gordura pode levar à obesidade que, por sua vez, também pode comprometer a fertilidade da mulher.

Sorvetes medicinais

Prometendo tratar inúmeros problemas de saúde, a marca espanhola de sorvetes artesanais Heladerias Llinares desenvolveu uma série com 12 sabores para uso medicinal.

Em sua página na internet (www.heladeriasllinares.com), a empresa cita alguns exemplos, como o sorvete de centelha asiática, que atua no combate à celulite, e a mistura de valeriana, erva-cidreira e tília, indicada no tratamento contra o estresse. O sorvete de erva-doce, além de ser uma delícia, é indicado para o combate a flatulências, garante o fabricante. Mas se o seu problema é dificuldade para emagrecer, você pode se deliciar com o sorvete à base de aloe vera.

Sucesso absoluto em vários países da Europa, a empresa garante que possui outros produtos que ajudam a solucionar problemas como tabagismo e insônia.

Mas como surgiu o sorvete?

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis), a sobremesa já possui 3 mil anos de existência e foi criada na China, quando chineses passaram a misturar neve com frutas e mel. A mania rapidamente se espalhou pela região chegando a outros povos como os árabes e franceses.

Em 1292, a moda chegou à Itália, já com um processo produtivo mais desenvolvido. Logo a sobremesa se espalhou por toda Europa e Estados Unidos. Mas foi só em 1834 que essa maravilha chegou ao Brasil.

Atualmente, no Brasil, existem 8 mil empresas fabricantes de sorvete. Dessas, 92% se enquadram no perfil de micro e pequenas empresas, gerando 75 mil empregos diretos e 200 mil indiretos.

Um levantamento realizado pela Global Data em parceria com a Abis apontou que, em 2016, mais de 1 bilhão de litros de sorvetes foram consumidos, uma média de 4,86 litros/ano por pessoa. A produção atingiu a marca de 675 milhões de litros por ano e o setor faturou pouco mais de R$ 12 bilhões.

O mercado ainda não dispõe de números atualizados para o ano de 2017.

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Redação