Renda vitalícia é uma expressão que aparece especialmente ao pesquisar por planos de previdência privada, também chamada de aposentadoria complementar.

Isso acontece porque estamos falando sobre uma das possibilidades de resgate do valor ao fim do período de acumulação nessa que é uma forma de poupança e de investimento.

Mas há muito mais a saber a respeito.

Por isso, recomendamos a leitura deste texto, que explica o que é a renda vitalícia na previdência privada e traz informações que ajudam a avaliar se esse é o formato que melhor combina com seu perfil e objetivos.

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O que é renda vitalícia?

Renda vitalícia é uma modalidade de resgate do saldo aplicado como aposentadoria complementar e que será sacado mensalmente, até o fim da vida do contratante do plano.

Para que a gente entenda com mais facilidade, é necessário voltar em alguns conceitos.

A previdência privada é uma forma de poupar para a aposentadoria, fazendo investimentos.

Assim, o contratante realiza um depósito único ou periódicos durante o chamado período de acumulação.

Depois que ele se encerra, o investidor poderá resgatar o saldo aplicado de diversas formas. As mais conhecidas são saque total e renda vitalícia.

No saque total, como o termo sugere, o contratante retira todo o dinheiro investido.

Já na renda vitalícia, ele receberá o valor mensalmente, seguindo o acordado com a operadora do plano.

Portanto, renda vitalícia constitui um benefício oferecido pelo plano previdência. E, por ser, vitalícia, cobre o chamado “risco de sobrevivência” do segurado (participante) do Plano.

Ou seja: mesmo que esse participante viva além da média estatística, o recebimento da renda está garantido.

Como funciona a renda vitalícia

Como vimos, a renda vitalícia é o pagamento ao contratante do plano privado de aposentadoria até o fim de sua vida.

Ela pode funcionar de diferentes maneiras, de acordo com o que for contratado com a instituição financeira.

Mas, no geral, ela é uma renda complementar que o titular do plano recebe até o último dia de vida.

Em alguns casos, a operadora pode ficar com o valor residual se o contratante falecer antes de utilizar todo o saldo investido, justamente para financiar o benefício daqueles que sobreviverem após terem consumido todo o saldo.

Logo, seu valor se baseia em cálculos de probabilidades que consideram as expectativas de vida contidas nas tábuas atuariais.

Nesse sentido, é importante entender corretamente como são as condições oferecidas pela instituição quanto ao resgate do investimento - e fazer isso já no momento da contratação.

Dúvidas importantes sobre renda vitalícia

Para você dominar o assunto, apresentamos agora perguntas frequentes sobre renda vitalícia e as respostas para elas.

Vamos conferir?

Como calcular a renda vitalícia (usando uma renda perpétua simples)?

O primeiro passo para calcular a renda vitalícia é considerar o quanto você espera receber ao fazer o resgate.

Em seguida, é preciso entender qual a rentabilidade dos planos de aposentadoria complementar.

Vamos a um exemplo?

Se você quer receber R$ 10 mil ao mês e investe em uma aplicação de previdência privada que remunera a 5% ao ano, o cálculo é o seguinte:

R$ 10 mil / 0,5% = R$ 2.000.000.

Nesse caso - e de forma simplificada - será necessário acumular 2 milhões de reais para receber 10 mil como renda vitalícia mensal.

Esse é um modelo clássico de renda perpétua, onde o valor principal é preservado, apenas em termos nominais, caso os 5% já inclua a inflação. Nesse cenário, o poder de compra dos R$ 10 mil mensais se depreciaria ao longo do tempo.

Para que o poder de compra dos R$ 10 mil se mantivesse íntegro, o resgate deveria se restringir à rentabilidade real, acima da inflação.

Ou seja: se a inflação é de 2% ao ano, o saque deve ser reduzido de R$ 10 mil para R$ 6 mil iniciais, já que a diferença deve ser usada para recompor o valor principal corroído pela inflação.

Como calcular a renda vitalícia com tábua atuarial?

Mas as rendas vitalícias oferecidas pelo mercado consideram um outro fator: a idade do beneficiário no momento da concessão da renda. Desse modo, o cálculo é feito para que o valor seja consumido durante o período de sobrevida estimado pela tábua atuarial.

Exemplo: o participante começa a receber a renda aos 70 anos, tendo uma estimativa de sobrevivência até os 93 anos, por exemplo, de acordo com as tábuas atuariais.

Nesse caso, usando o mesmo exemplo dos 2 milhões acima, a renda seria determinada para que o montante seja consumido integralmente durante os 23 anos de sobrevida. Dada a mesma rentabilidade

Logo, a renda vitalícia derivada seria de cerca de R$ 12 mil reais iniciais, sendo paga até o fim da vida, mesmo que o falecimento ocorra após os 93 anos de idade.

No geral, os contratos de renda vitalícia precisam ter cláusulas de correção monetária (recomposição da inflação), para que o valor da renda inicial não perca poder de compra.

Por outro lado, é fato que é bem difícil encontrar instituições que ofereçam uma taxa real de juros de 5% ano nos dias de hoje.

Quais são os tipos de renda vitalícia?

Existem diferentes formas de resgatar o saldo da previdência. Assim, estes são os principais tipos de renda vitalícia:

Mensal: pagamento periódico até o dia último dia de vida do contratante

Com reversão ao beneficiário indicado: o investidor indica um beneficiário que receberá o saldo residual, caso exista

Com prazo mínimo: mesmo após o falecimento do titular, os beneficiários indicados recebem determinada quantia, por tempo especificado

Reversível ao cônjuge com continuidade aos menores: como o termo sugere, reverte o saldo residual ao parceiro e filhos menores de idade do contratante.

Renda vitalícia ou resgate total na previdência privada?

A escolha pela forma como o titular vai receber o saldo investido deve levar em conta uma série de variáveis. Dentre elas, estão: objetivos, perfil de investidor e condições para o resgate.

Mas fique tranquilo! Os operadores permitem alterar a maneira como o saldo será retirado até alguns meses antes do fim do período de acumulação.

Enquanto isso, você pode ir estudando as formas para fazer o resgate da previdência privada e entender qual delas é a melhor para suas finanças.

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Esse conteúdo foi adaptado para a série Longevidade Financeira de A a Z., publicada especialmente no portal do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.

 

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