Com o objetivo é reforçar o discurso de que a reforma da Previdência combate privilégios, o governo passou a defender que, se alguma concessão for feita ao funcionalismo, a mesma deverá valer para trabalhadores da iniciativa privada acima dos 50 anos de idade, que estão mais próximos de se aposentar.

Por isso, a equipe econômica tenta negociar com o relator da reforma, Samuel Moreira, regras de transição mais suaves para trabalhadores do INSS caso as alterações passem também a contemplar servidores públicos que ingressaram até 2003.

De acordo com o texto original da reforma enviado ao Congresso, para continuar a receber o último salário na aposentadoria e ter direito aos mesmos reajustes dos trabalhadores da ativa, homens e mulheres passarão a ter a idade mínima para aposentadoria de 65 e 62 anos, respectivamente. Mas o funcionalismo resiste às mudanças e busca se aposentar com as vantagens sem exigência de idade mínima.


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Uma idade um pouco superior à atual chegou a ser cogitada para o funcionalismo, de 60 anos para homens e 55 anos para mulheres, com pedágio de 100% sobre o tempo que falta para a aposentadoria, mas a proposta foi recusada.

O impasse é um dos principais motivos do atraso na conclusão do relatório, previsto para ser apresentado na próxima semana.

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