Números divulgados pelo governo mostram que a contratação de consignado INSS por aposentados e pensionistas apresentou um crescimento de 10,9% se comparado a igual período de 2018. Na mesma medida, o número de brasileiros com idade igual ou superior a 60 anos com dívidas em atraso bateu a casa dos nove milhões e trezentos mil.


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Especialistas em finanças pessoais apontam a maior facilidade dos aposentados em conseguir empréstimo como a principal razão para o problema. O portal de conteúdo do Instituto de Longevidade ouviu alguns especialistas e trouxe seis dicas para você usar o crédito consignado INSS a seu favor.

Confira abaixo!

5 dicas para quem precisa tomar um empréstimo consignado INSS

1) Ao pegar um empréstimo, opte pelo menor número de parcelas

Os juros são aplicados sobre todas as parcelas: quanto maior o parcelamento, maior será a incidência dos juros. Por isso, sempre que possível, antecipe os pagamentos para amortizar a sua dívida e reduzir as taxas.

2) Nunca aceite vendas casadas ao tomar um empréstimo consignado

A prática de condicionar a venda de produtos ou operações à aquisição de serviços é bastante comum entre bancos e instituições financeiras. De acordo com o Procon, a venda casada é crime e expressamente proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

3) Não faça disso um hábito corriqueiro

Pegar empréstimos, só em casos emergenciais, como pagamento de dívidas com taxas mais altas, a compra de um medicamento ou algum reparo emergencial em casa. Também pode ser usado para limpar o nome, mas nunca para despesas corriqueiras do dia a dia.

4) Antes de pegar um empréstimo consignado, verifique se ele caberá no seu orçamento. 

“Mesmo que as taxas sejam as menores do mercado, em torno de 3,5%, ainda assim são taxas de juros que, quando somadas, poderão chegar a 50% ao ano”, avalia o professor de Economia e Finanças do Ibmec, Nelson de Sousa.

consignado inssCréditos: lzf/shutterstock

Lembre-se que as parcelas são debitadas automaticamente, por isso não haverá a opção de não pagar uma parcela em um mês de maior aperto.

5) Foque suas finanças em não precisar de empréstimos, mantendo sempre uma reserva para emergências

“O empréstimo mais barato é sempre aquele que fazemos de nossas próprias reservas, sem precisarmos pedir a ninguém”, explica Ricardo Maila, consultor financeiro e sócio-diretor da Plano Finanças Pessoais.

Separe sempre uma parte dos seus rendimentos mensais para imprevistos e evite gastos desnecessários. Dessa forma, você dificilmente precisará de empréstimos.

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