Em função da crise provocada pelo novo coronavírus, muitos profissionais perderam o emprego e agora não possuem uma fonte segura de renda. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23), o mês de agosto terminou com cerca de 12,9 milhões de desempregados em todo o Brasil, 2,9 milhões a mais do que o registrado em maio.

Sem a perspectiva de receber um salário a curto prazo, essas pessoas que acabaram de perder o emprego correm o risco de se endividar ou de não conseguir administrar seu dinheiro da melhor forma possível. Para Richard Guedes, especialista em contabilidade e membro do Fórum 3C, é preciso ter prudência e cautela com os gastos. “O mais importante é ter calma, pois é um período delicado em que milhares de trabalhadores no mundo todo estão enfrentando”, comenta.

Como se organizar a partir da demissão

Após uma demissão, o primeiro passo é estudar suas finanças pessoais e realizar um levantamento dos gastos necessários para a sua sobrevivência, eliminando desperdícios. “Neste momento, a orientação é envolver toda a família para ajudar a diminuir despesas”, pontua Guedes.

Depois disso, é preciso ficar muito atento para seus direitos, principalmente àqueles relacionados a serviços financeiros. “Realizar o saque do FGTS e pedir o seguro desemprego são alguns exemplos”.


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Ele também explica que esta é a hora de aceitar demais oportunidades que aparecerem como fonte de renda. “Caso tenha algum outro recurso, divida pela soma do novo gasto mensal com despesas necessárias para saber o tempo que você vai levar para retomar ao patamar em que estava quando empregado”.

Além disso, é importante não deixar a criatividade de lado na hora de buscar um novo emprego. “Fazer um currículo claro e objetivo para o LinkedIn ou informar aos conhecidos a sua situação atual para futuras indicações. As recomendações pesam muito!”, reforça o especialista.

Dicas para administrar seu dinheiro após perder o emprego

Faz sentido pedir um empréstimo?

Pedir um empréstimo pode ser uma forma de amenizar a falta de renda e conseguir pagar contas emergenciais. No entanto, Guedes lembra que é importante sempre considerar se você terá recursos para pagar as prestações. Caso contrário, o empréstimo não é aconselhado. Se os juros forem reduzidos, vale a pena analisar.

É melhor pagar todas as contas de uma vez ou guardar dinheiro em caso de necessidade?

O especialista aconselha prudência. “Recomendo não acumular duas contas do mesmo fornecedor para pagar”. Uma dívida acumulada pode ser muito pior para pagar no futuro e ainda provocar dores de cabeça se não for quitada.

Vale a pena investir mesmo durante a pandemia?

E se, mesmo desempregada, a pessoa conseguir guardar uma reserva e conseguir investir? Para Guedes, oportunidades para aplicar o dinheiro sempre vão surgir, mas é preciso conhecimento e tranquilidade para aproveitá-las. “Acima de tudo, planejamento e ter ciência do que está fazendo”, aponta. “Além disso, nunca investir mais do que 50% do que possui”.


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