Você certamente já deve ter ouvido falar do Cadastro Positivo, serviço que promete trazer um respiro para os “bons pagadores”. Mas como ele funciona?

Trata-se de um banco de dados com informações sobre os hábitos financeiros de consumidores e de empresas. Assim como o já conhecido Cadastro Negativo, que fornece uma lista de consumidores inadimplentes, o Cadastro Positivo atribui uma nota ao consumidor, calculada com base nas operações de crédito em geral. Entram neste grupo de operações financeiras os empréstimos bancários, os financiamentos imobiliários e cartão de crédito, além de pagamentos de serviços continuados, como luz, água e telefone.


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“O problema do Cadastro Negativo é que ele não levava em conta uma situação de emergência ou imprevistos”, informa o economista e especialista em consumo doméstico Mauro Guimarães. “Se o consumidor pagou a vida inteira todas as suas contas em dia e se, em algum momento, ficou desempregado e atrasou uma conta, ele ficava com o nome sujo e tinha seu crédito bloqueado na praça. Isso era injusto”, argumenta o economista.

O Cadastro Positivo chega então para promover uma avaliação mais equilibrada dos consumidores, o que permitirá a concessão de créditos mais justos, com menor risco e custos mais baixos, beneficiando principalmente os bons pagadores de baixa renda e a população que não possui acesso ao crédito.

Com a medida, o Banco Central espera que empresas credoras e bancos aprimorem a avaliação do risco de crédito dos consumidores, levando à queda dos juros cobrados dos bons pagadores e, consequentemente, à redução dos índices de inadimplência. Na mesma direção, a Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) estima que, com o programa, 45% dos endividados consigam se estabilizar financeiramente.

Vantagens de participar do Cadastro Positivo

Num país como o Brasil, em que as taxas de juros e fornecimento de crédito trabalham com uma média de risco, muitas vezes bons pagadores acabam pagando juros mais altos em função dos maus pagadores.

Com o Cadastro Positivo, as empresas poderão ter uma visão mais acertada acerca da conduta de seus potenciais clientes. Assim, os consumidores também poderão receber propostas mais justas e adequadas às suas realidades.

Como funciona?

Antigamente era necessário se cadastrar no sistema. Porém, desde 9 de julho de 2019, a inclusão de CPFs e CNPJs ao Cadastro Positivo tornou-se automática para todos que realizam empréstimos, financiamentos, compras a prazo ou que possuam contas de luz, gás e telefone em seus nomes.

Toda vez que o consumidor realizar uma compra ou fizer um empréstimo, ele fornecerá ao Cadastro Positivo as seguintes informações: valor financiado, quantidade e valor de parcelas previstas, datas de vencimento das parcelas e pagamentos já realizados referentes àquela compra ou empréstimo. Informações particulares, como as características do produto adquirido, não serão compartilhadas no sistema.

Com base nesses dados, o sistema atribuirá uma nota ao consumidor.

Com consultar a sua situação no Cadastro Positivo?

Nome completo, CPF, e-mail e número de telefone. Essas são as informações necessárias para que consumidores consultem seus cadastros no sistema. Em alguns casos, será preciso enviar uma fotografia, como as que constam em documentos de identificação. A validação do cadastro será feita por e-mail ou SMS.

As consultas podem ser realizadas nas páginas ou praças de atendimento dos quatro birôs autorizados pelo Banco Central (BC) a atuar como gestores: Serasa, Boa Vista SCPC, SPC Brasil e Quod.

Quem tem acesso às minhas informações?

Varejo, bancos e demais instituições financeiras podem ter acesso ao sistema. Somente a nota do consumidor estará disponível ao mercado para análise de crédito. As demais informações poderão ser disponibilizadas mediante solicitação do próprio consumidor.

Posso me desvincular do Cadastro Positivo?

Quem quiser sair do sistema, precisará fazer a solicitação a um dos gestores. A exclusão dos dados dos sistemas ocorrerá em até dois dias.

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