Os produtos consumidos por idosos ficaram 4% mais caros nos últimos 12 meses. É o que aponta o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV). O IPC-3i mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por pessoas com mais de 60 anos.

No relatório divulgado nesta terça-feira (13), o índice registrou variação de 1,93% no terceiro trimestre de 2020. No acumulado de 12 meses, a taxa ficou em 4%, superando o índice de Preços ao Consumidor (IPC-BR), que foi de 3,62% no mesmo período.

Segundo a FGV, cinco das oito despesas avaliadas pelo índice tiveram alta: transportes (+2,89%); habitação (+1,72%); educação, leitura e recreação (+4,65%); alimentação (+2,74%) e despesas diversas (+0,86%). Dentre eles, transportes foi o que mais variou, tendo o preço da gasolina como despesa com maior variação, saltando de -10,55% no trimestre anterior para +8,64% no último trimestre.


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Também tiveram grande impacto no resultado itens como a tarifa de eletricidade residencial (variou de -2,09% para +3,91%); passagens aéreas (-19,11% para +49,67%) e carnes bovinas (+2,23% para +8,25%). Por outro lado, saúde e cuidados pessoais tiveram queda na variação de preço, passando de 0,90% para 0,44%. Outro índice a apresentar recuo foi vestuário (de -0,44% para -0,73%).

O IPC-3i é calculado a partir da evolução média dos preços de produtos consumidos por idosos em sete cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília. Segundo a FGV, “além de medir a evolução do custo de vida para indivíduos com mais de 60 anos de idade, o IPC-3i serve de referên­cia para a execução de políticas públicas nas áreas de saúde e previdência”.

Planejamento financeiro para idosos

Estar atento aos índices de preços e números da economia é importante para o planejamento financeiro para idosos. Entender os fluxos dos preços permite equilibrar o seu orçamento tendo uma perspectiva clara do cenário atual combinada com o cenário que você precisa e deseja ter para a realização dos seus sonhos.

Estudo divulgado pela Serasa Experien apontou que, dentre todas as faixas etárias, a inadimplência das pessoas com mais de 60 anos foi a que mais cresceu em 2019. A pesquisa revelou que em um ano 900 mil novos idosos deixaram de pagar suas contas, representando um aumento de 10,1% no período.

É neste sentido que a educação financeira para a longevidade se mostra fundamental, não apenas para quem já passou dos 60 anos, mas também para quem deseja chegar lá com qualidade de vida.

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