Não é segredo para ninguém que a taxa de inadimplência no Brasil é bem alta. Muitas pessoas sentem dificuldade na hora de pagar as contas, principalmente em meio à crise provocada pelo novo coronavírus. Então o que fazer para não ficar com o nome sujo no Serasa? Negociar dívidas e se planejar financeiramente, apontam especialistas.

Com o nome “sujo” no Serasa

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, a taxa de inadimplência das famílias brasileiras bateu recorde em comparação a anos anteriores. O estudo é realizado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) desde janeiro de 2010 e mostrou que o índice chegou a 10,6% em maio deste ano. O número de famílias que se declaram endividadas também aumentou, chegando a 16%. 


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Para Andrheya Dória, educadora e planejadora financeira, sócia executiva na Efika BPO Financeiro e fundadora da Capital do Bem, é importante que o consumidor fique atento às suas dívidas para que seu nome não seja incluído no cadastro dos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa, o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e o CCF (Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos).

“Tendo uma restrição no CPF, o consumidor perde diversas opções de crédito no mercado. Isso ocorre porque um dos critérios utilizados pelas instituições financeiras na análise de crédito para obter cartões, empréstimos e financiamento é o cadastro nesses órgãos”, explica. Ou seja, se seu nome estiver negativado, seu pedido será recusado.

A melhor forma de negociar dívidas

Caso você se encontre endividado, pode tentar uma uma nova negociação com seus credores. “É muito importante entender as condições da renegociação”, afirma Andrheya. “Ao dar início à negociação, procure saber qual será o desconto sobre a dívida total que está sendo proposta”.

Caso prefira parcelar essa nova conta, não se esqueça dos juros. “Mesmo que o valor mensal seja menor, pode haver o risco de sair mais caro a longo prazo”, explica a especialista. 

Nos casos em que não existe a possibilidade de acordo ou que a parcela negociada não caiba em seu orçamento, o mais recomendado é poupar mensalmente. Assim, é possível assegurar melhores condições de negociação, como a quitação da dívida em valores menores.


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Assim que quitar sua dívida, a empresa credora terá um prazo de cinco dias úteis para regularizar a situação do cliente, retirando seu nome do cadastro dos órgãos de proteção ao crédito. “Até mesmo a renegociação já é o suficiente para ‘limpar’ o nome do consumidor’, afirma Andrheya.

Como organizar sua vida financeira em cinco passos

  1. Faça um levantamento detalhado de todas as suas dívidas;

  2. Priorize o pagamento das contas essenciais para evitar o corte de serviços indispensáveis;

  3. Priorize as dívidas com as taxas de juros mais altas;

  4. Procure linhas de crédito mais baixas;

  5. Na hora de negociar dívidas, tenha certeza de que que as parcelas cabem em seu orçamento.

E para evitar o surgimento de novas dívidas?

Questione-se

Antes de qualquer compra, faça a si mesmo algumas perguntas: 

“Eu realmente preciso deste produto?”

“O que ele vai trazer de benefício para minha vida?”

Vai agregar algum valor?”

Conheça seus números

Para se comprometer com uma compra, é preciso saber como está o seu orçamento. “Parece estranho, mas muitas pessoas não sabem o quanto ganham. Quando isso acontece, não existe um limite nos gastos e, portanto, elas não conseguem fazer um planejamento adequado”, comenta Andrheya.

Anote suas despesas

Somente anotando o quanto gasta é que você poderá saber para onde vai o seu dinheiro. A partir daí, pode analisar quais despesas consegue reduzir ou até mesmo eliminar. “Muitas vezes o desequilíbrio financeiro vem de despesas de menor valor que não costumamos dar importância”, aponta a especialista financeira.

negociar dívidas

Crédito: kitzcorner/shutterstock

Guarde o dinheiro primeiro e compre depois

“Um hábito que a maioria das pessoas não tem é o de guardar para gastar depois”. Por isso, Andrheya recomenda fazer uma pesquisa sobre o produto antes de adquiri-lo, juntar o valor total necessário e, só depois, comprá-lo. 

“Com o dinheiro na mão, você pode negociar e ganhar um desconto”. Além disso, pode evitar o acúmulo de parcelas que podem comprometer seu orçamento financeiro para os meses seguintes. 

Tenha planos, metas e objetivos

Ter um projeto pode ajudar na hora de poupar dinheiro. Sabe aquele curso que você deseja fazer ou a viagem dos seus sonhos? Pensar neles pode ajudar na hora de economizar. “Quando temos objetivos bem definidos, adquirimos foco e disciplina para gastar menos com coisas supérfluas do dia a dia. Tenha um propósito”, finaliza Andrheya.


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