De tempos em tempos, consultorias de inteligência listam áreas de trabalho que devem despontar nos anos seguintes. Em 2010, por exemplo, a britânica FastFuture sinalizou carreiras como gestor de bem-estar em envelhecimento até 2030. Recentemente, a empresa Cognizant elaborou uma lista, da qual fazem parte investigador de dados e coach financeiro. Mas, afinal, quais são as profissões do futuro para os próximos cinco anos?

Para o coach e professor Fellipe Silvester, há algumas áreas que reservam oportunidades – como conselheiro de aposentadoria e gestor de sustentabilidade e ecorrelações. O profissional que passou dos 50 anos de idade “pode ser muito importante dentro da sua área, pois tem como oferecer um papel de mentor dentro das organizações”. A experiência, diz ele, será um ponto-chave para orientar os mais jovens a conquistar resultados.


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Independentemente do campo de atuação, o professor diz que conhecimentos de TI serão fundamentais nas profissões do futuro. “Não precisa ser um expert em tecnologia, mas deve estar atualizado, com seu Wi-Fi interno ligado sempre, para absorver o que a tecnologia pode oferecer de possibilidade em sua profissão”, destaca.

E, para o momento da seleção, a recomendação é tirar vantagem da bagagem profissional. “Considere as vantagens que ganhou com a idade, como maturidade, responsabilidade, experiência, equilíbrio e perspectiva mais realista, e mostre isso para os futuros empregadores.”

Confira, a seguir, as profissões do futuro para os próximos anos.

Gestor de sustentabilidade e ecorrelações: neste campo, é preciso reunir conhecimento técnico ambiental (engenharia ambiental) e de legislação do tema (direito ambiental), além de ser bom em comunicação. Esse profissional, explica Silvester, vai se comunicar com grupos de consumidores, órgãos governamentais e outras empresas. “É a pessoa que vai fazer o meio de campo entre a empresa e os diversos stakeholders em temas relacionados à sustentabilidade.”

Conselheiro de aposentadoria: com as mudanças na legislação previdenciária e o aumento da longevidade, abre-se espaço para um profissional com habilidades de contabilidade, finanças e de gestão de carreira. Silverster adianta que o conselheiro será responsável por ajudar a planejar a aposentadoria dos pontos de vista financeiro e de cuidados em saúde (como planos e seguros) e ajudar no planejamento da segunda carreira. Conhecimentos em administração, contabilidade, economia e gestão de carreira serão úteis para quem quiser ingressar na área.

Gestor de inovação: Silvester aposta que a área de inovação nas corporações se transforme em departamento – isso “já vem acontecendo”. Hoje, diz ele, a área de inovação já existe, mas costuma estar vinculada ao marketing, sob o guarda-chuva de processos, desenvolvimento e produtos. A tendência é que esse campo ganhe mais autonomia e investimento. O profissional terá a “responsabilidade de integrar a inovação em diversas áreas da empresa”. O recomendado é ter formação em marketing e pesquisa de mercado.

Coordenador de desenvolvimento profissional: você já ouviu falar de educação continuada – e é aí que está a área de atuação desse profissional. “É alguém que indica cursos e faz o aconselhamento na formação dos funcionários, tanto na parte formal quanto na parte complementar, sugerindo leituras e viagens também”, sinaliza. E complementa: “As organizações já percebem a importância de seus colaboradores se aprimorarem e percebem que a educação continuada é o caminho”. Conhecimentos em carreiras e educação podem ajudar a ingressar nessa área.

Gestor de resíduos: Direcionamento correto de resíduos e transformação do lixo em fonte de renda são as atividades primordiais do profissional. “É pensar não só em reciclar, mas também em diminuir a produção e o impacto dos resíduos”, indica o professor. A formação do gestor de resíduos, segundo ele, pode variar, indo de engenharia ambiental e engenharia química até biologia e gestão ambiental.


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