Nunca é tarde para abandonar velhos hábitos e adotar novas posturas para viver melhor – até mesmo para quem chegou à maturidade.

"Quando se trata de um indivíduo com mais de 60 anos, falamos de alguém que já teve um longo percurso de vida, trabalho, conquistas e fracassos. É uma pessoa com personalidade marcada por complexos e traumas. Por isso, se quiser viver com melhor qualidade de vida, terá que mudar rotinas e se cuidar mais", argumenta o psicólogo Moisés Luz.


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Para elencar os hábitos para uma longevidade saudável, o portal do Instituto de Longevidade também conversou com Frésia Sá, fisioterapeuta com foco em saúde integrativa da Biointegral Saúde; Lindsey Nakakogue, geriatra e professora na Pontifícia Universidade Católica de Londrina; Mario Louzã, psiquiatra e doutor em medicina pela Universidade de Würzburg, na Alemanha; e Natan Chehter, geriatra do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

15 passos para viver melhor depois dos 60 anos

1. Praticar atividades físicas

Caminhada, hidroginástica, natação, musculação ou mesmo dança: o que vale é não ficar parado. Exercícios garantem um metabolismo mais ativo – e, por consequência, menos riscos de doenças cardíacas e respiratórias – e mantêm a saúde muscular e osteoarticular, entre outros benefícios. O recomendado é realizar, pelo menos, 150 minutos de atividades por semana, somando-se práticas aeróbicas e anaeróbicas.

2. Manter alimentação regrada e balanceada

Somos, literalmente, o que comemos, sobretudo depois de algumas décadas de vida. Para viver melhor, a alimentação deve ser leve, de preferência, com o mínimo de carboidratos, sódio, açúcar, glúten etc.. Dar mais atenção a frutas e verduras, consumir proteínas e fibras e reforçar o cálcio, com leites e derivados, também são atitudes necessárias.

3. Beber mais água

Parece algo simples, mas quem esquece de tomar água durante o dia sente impacto na qualidade de vida. Isso porque o corpo é bastante dependente do líquido, e o consumo ideal melhora a qualidade do sono, a saúde dos ossos e, também, o controle emocional. Para calcular a quantidade ideal de ingestão, a conta é simples: basta multiplicar o peso por 0,04; o resultado é a quantidade de água em litros que deve ser ingerida diariamente. Exemplo: 70 kg x 0,04 = 2,8 litros.

viver melhor

Foto: Singkham/Shutterstock

4. Dormir bem

Verdade seja dita, é comum as pessoas com mais de 60 anos dormirem menos horas do que o recomendado. Se a mudança é pequena (redução de 8 para 6 horas de sono, por exemplo), não quer dizer que a qualidade de vida esteja comprometida. Mas, se for significativa, recomenda-se procurar ajuda especializada. Dormir bem é essencial para regularizar as funções mentais e o cansaço e também para diminuir o risco de descompensação de transtorno bipolar, entre outros benefícios. 

5. Desenvolver a espiritualidade

Não importa a religião, conectar-se com seu espírito, seja meditando ou orando, é sempre bom, pois traz mais calma e paz de espírito, reduz a pressão arterial, melhora o sono, promove bons pensamentos e aumenta a intenção de ajudar mais o próximo. 

6. Aprender algo novo 

Já diz o velho ditado que "mente ocupada não pensa em besteira". Pessoas que mantêm qualquer atividade têm menos depressão e, também, menor risco de Alzheimer. E, sempre que alguém se dispõe a aprender algo novo, está exercitando a mente e estimulando o bom funcionamento cerebral.

7. Aprender a dizer não 

Essa tarefa pode ser difícil, mas extremamente importante para que a saúde pessoal venha em primeiro lugar. Isso pode significar, inclusive, ter de dizer não a um pedido para tomar conta dos netos diariamente. Lembre-se: se você cuidar melhor de si mesmo, terá mais tempo saudável com eles.

8. Controlar o estresse

O estresse é necessário para o corpo funcionar corretamente, mas, quando não sabemos lidar com ele, é necessário aprender a gerenciá-lo, evitando tornar-se refém dele e sofrer apenas as consequências negativas. Meditação, ioga ou outras práticas que envolvam também a mente são as mais indicadas para ajudar o corpo a lidar melhor com ele e, assim, viver melhor.

9. Socializar-se

É sempre importante manter contatos além da família. A interação social ajuda a prevenir doenças como depressão e demências. Além disso, é estimulante para manter em dia a memória, a atenção e outros domínios cognitivos.

10. Fazer sexo 

Apesar de ser comum reduzir a frequência, a maturidade não deve ser assexuada. Nas relações sexuais, são provocadas reações químicas importantes para o organismo, como a troca de endorfina. Todas as manifestações de afeto – abraços e beijos incluídos – também são formas de prazer e devem ser adotadas.

11. Ter contato com a natureza 

Pessoas que mantêm mais contato com a natureza se tornam menos estressadas, têm menos doenças cardíacas e respiratórias e garantem uma melhor saúde emocional. Reservar um tempo para ir a parques ou lugares onde ela seja abundante é uma ótima forma de sair da rotina e colocar a mente para funcionar.

12. Fazer terapia 

Quem faz terapia sempre estará um passo à frente, já que está tratando das questões da alma. Ela proporciona autoconhecimento, ajuda na depressão, ameniza angústias e ansiedades e eleva a autoestima – e isso em qualquer idade.

13. Conhecer-se melhor 

O autoconhecimento, aliás, é peça necessária para viver melhor. Estar ciente das qualidades e defeitos, saber as próprias limitações e o que consegue ou não fazer é um passo necessário para adequar-se ao ritmo pessoal.

14. Ser mais leve

Evitar rancores corrosivos (raivas, mágoas, invejas) e ser leve consigo, sem se cobrar demais, são situações importantes para uma vida mais leve e, consequentemente, sem tantos pesos, responsabilidades e exigências em relação a si.

15. Ir ao médico regularmente

Se até carro tem que fazer revisão todo ano, por que não temos que fazer o mesmo? É a melhor forma de se prevenir de várias doenças, tirar dúvidas e otimizar tratamentos.

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