Desde o início do período de isolamento social, causado pela pandemia do novo coronavírus, pessoas em todo o mundo anseiam pelo momento em que poderão retomar as atividades da vida normal. Mas se, ao contrário disso, a ideia de novamente sair de casa te causa algum tipo de medo, ansiedade ou receio, vale a pena dar uma atenção especial a essa questão, pois você pode estar sofrendo da Síndrome da Cabana.

Os primeiros registros de casos dessa síndrome datam de 1900, no norte dos Estados Unidos da América, quando trabalhadores locais – em sua maioria caçadores – que passavam longos períodos isolados em cabanas esperando o inverno acabar apresentaram dificuldade de retomar o contato social.

Sintomas da Síndrome da Cabana

Embora ainda não seja reconhecida pela ciência como um distúrbio psicológico, os sentimentos atribuídos a essa síndrome são reais e podem comprometer a saúde e o bem-estar de pessoas, alerta a terapeuta Ana Paula Madeira.

“É comum que, ao final desse momento de pandemia, algumas pessoas apresentem sintomas como medo do mundo, medo de encarar as pessoas e acabem se isolando ainda mais”, alerta Ana Paula. “É uma resposta natural do nosso corpo, que geralmente acontece quando precisamos sair da zona de conforto para os adequar a uma nova realidade”.


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Os sintomas mais comuns são falta de motivação, inquietude, dificuldade de concentração, irritabilidade, desesperança, tristeza e distúrbios do sono, como sonolência e insônia.

Para Ana Paula, caso esses sintomas comecem a aparecer, é importante que a pessoa compreenda que “não se trata de um problema exclusivamente dela, que não há nada de errado com ela, que aquilo é uma consequência de um isolamento durante um grande período e que certamente há outras pessoas passando pelo mesmo problema”.

É importante buscar ajuda

Segundo Ana Paula, sem a devida atenção, os sintomas podem evoluir para um quadro mais sério como, por exemplo, uma depressão, agravando ainda mais o estado da pessoa.

“O problema precisa ser tratado com muita seriedade, dando a atenção merecida e pedindo ajuda. Há uma coisa séria acontecendo que merece um olhar de um profissional especializado, um terapeuta”, avalia.

Por não se tratar de um distúrbio, não há um tratamento médico para as pessoas afetadas pela Síndrome da Cabana. Porém, algumas atitudes podem minimizar os impactos no dia a dia de quem estiver enfrentando esse tipo de problema, lembra Ana Paula.

“Meditação e atividades físicas, como caminhada, natação ou corrida. Procure fazer coisas que te deem prazer, uma boa leitura ou dançar”, indica a terapeuta. Outra dica importante é “respeite o seu tempo”. “É importante termos um olhar amoroso sobre nossas questões, em vez de minimizá-las, como muitos poderão indicar. Faça as coisas no seu tempo, estipule uma rotina e comece devagar”.

Mas ela reforça que, mesmo atitudes simples como essas podem ser muito difíceis de serem tomadas, dependendo do estado em que se encontre a pessoa. Nesses casos, é essencial buscar a ajuda de um especialista.

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