Há pelo menos cinco meses, só consumimos informações sobre o coronavírus. Dos noticiários às redes sociais, o assunto está em pauta - e não é para menos. A gravidade da situação nos deixou alertas aos primeiros sintomas, como falta de ar, tosse seca, febre, cansaço físico e coriza. Mas, se tratando de uma doença nova para a ciência, outros indícios podem aparecer com o tempo e ter variações de organismo para organismo. 

O vírus age no corpo como um todo e, em casos mais graves, influência também na oxigenação no sangue. Com menos oxigênio circulando no corpo, algumas pessoas podem apresentar confusão mental, delírios, irritabilidade, agitação, tontura e mal-estar.  

Novos sintomas do coronavírus

Tempestade inflamatória nos órgãos 

Ainda falando sobre situações críticas, uma pequena parcela da população pode desenvolver uma inflamação aguda, também conhecida como tempestade inflamatória, produzida pelo próprio sistema imunológico. Para combater o vírus, o nosso corpo libera uma molécula chamada citocina, que funciona como um sinal vermelho quando há um agente estranho no organismo. Ela acelera o processo inflamatório para que o sistema imunológico identifique e atue mais rápido. O que acontece no caso de pacientes com Covid-19 é um bombardeio dessas moléculas, deixando o organismo fora de controle.


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Cientistas chineses do departamento de cardiologia da Faculdade de Medicina da União de Pequim, identificaram outras maneiras pelas quais o novo coronavírus pode desencadear problemas cardiovasculares. Entre elas, a infecção dos tecidos cardíacos e o agravamento de problemas cardiovasculares existentes. 

Insuficiência renal 

Outro estudo recente, publicado no Journal of the American Society of Nephrology, mostrou que casos severos de Covid-19 estão ligados à alta probabilidade de gerar insuficiência renal aguda, ou seja, quando os rins param de funcionar de repente. Ele explica que os rins são responsáveis em filtrar o sangue e, uma vez que a circulação está cheia de substâncias inflamatórias, elas tomam conta do órgão. 

coronavírus

Crédito: Lightspring/shutterstock

Além da inflamação, as células renais possuem muitos receptores que servem de porta de entrada para o vírus, aumentando a possibilidade de contágio. Esses receptores, chamados de proteína ACE2 (enzima conversora da angiotensina 2), geralmente são mais evidentes em pessoas com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, tornando-as mais vulneráveis. 

Problemas cardiovasculares 

Existe um risco alto na formação de trombos e coágulos sanguíneos. Muitos pacientes apresentaram o quadro, como o conhecido caso do ator Nick Cordeiro, que precisou amputar a perna por complicações da doença. A trombose é a formação de coágulos nas veias e artérias, dificultando a circulação e obstruindo total ou parcialmente os vasos sanguíneos.

Mas você deve estar se perguntando qual é a relação com o coronavírus. Lembra dos receptores chamados ACE2? Eles geralmente são encontrados no endotélio, uma espécie de tecido que reveste os vasos sanguíneos e a parte interna do coração. Esse pode ser o motivo – ou um dos – para o aumento de casos de AVC em pacientes de Covid-19 com menos de 50 anos sem histórico de problemas cardiovasculares ou da presença de microtrombos nos pulmões, já que o ACE2 está presente principalmente no pulmão e nos vasos cardíacos. 


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