Num momento em que manchetes revelam milhares de mortes diárias por coronavírus em todo o mundo e hospitais superlotados de doentes, algumas boas notícias surgem em meio à pandemia. No Brasil, doações alcançaram cifras bilionárias; empresas se uniram na fabricação de equipamentos para salvar vidas; e médicos e psicólogos passaram a atender gratuitamente quem foi impactado pela Covid-19. 

Se ficar em casa agora é mandatório, muitas pessoas estão investindo seu tempo em cursos de capacitação online oferecidos gratuitamente. E aproveitam o lado bom da quarentena para respirar fundo, porque, afinal, o ar nunca esteve tão propício para isso.

Confira, a seguir, algumas razões para acreditar que até mesmo uma pandemia revela coisas positivas. 

5 pontos positivos da pandemia

Doações ultrapassam R$ 3,8 bilhões

Doações para fazer frente à pandemia ultrapassaram R$ 3,8 bilhões, marca histórica no Brasil, segundo o Monitor das Doações Covid-19, atualizado diariamente pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR). “É o maior movimento de solidariedade do país”, afirma o diretor-executivo da ABCR, João Paulo Vergueiro. “A quantidade de doações e de doadores em tão pouco tempo é muito expressiva, diferente de tudo o que já se viu por aqui.”

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O maior aporte foi do setor empresarial, com 85% das doações, segundo o Monitor, liderado pelo setor financeiro, com R$ 1,63 bilhão. “Em toda grande crise, quem tem maior capacidade de doar, doa mais. Então, é natural, num primeiro momento, que as empresas sejam as maiores referências de doação. Já nos países desenvolvidos, porém, a referência são os milionários, as pessoas ricas, que fazem as maiores doações.”

Mas, segundo Vergueiro, “tanto lá fora como no Brasil o grande número de doações é de pessoas de classe média, simples. Aqui, já são mais de 158 mil doadores diferentes contabilizados pelo Monitor. A campanha com mais arrecadações foi Na Luta Contra a Covid-19, e a live com maior mobilização foi Fome de Música.

O desafio, agora, avalia a ABCR, é fazer do altruísmo um legado desta pandemia. “A doação realizada nesse momento é importante, mas não é suficiente. Temos que envolver e encantar as pessoas para se tornarem doadoras recorrentes.”

Empresas se unem para fabricar respiradores

Para alavancar a produção de 6.500 respiradores voltados para o atendimento de infectados pelo coronavírus, a empresa brasileira Magnamed fez uma parceria com Fiat, Flextronics, Klabin, Positivo e Suzano, que cederam suas linhas de produção para fabricar os equipamentos. A compra feita pelo Ministério da Saúde, que teve um adiantamento de R$ 129 milhões, foi garantida pela seguradora do BTG Pactual.

Em outra frente, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) formou parceria com onze empresas (ArcerlorMittal, Fiat, Ford, General Motors, Honda, Jaguar, Land Rover, Renault, Scania, Toyota e Vale) para consertar mais de 3.600 que estavam desativados. A estimativa é que até dez pacientes possam ser atendidos por cada aparelho recuperado.

Médicos e psicólogos criam serviço de atendimento online gratuito

Centenas de médicos e psicólogos de todo Brasil estão prestando atendimento gratuito, online, para ajudar pacientes impactados pela pandemia.

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Na Missão Covid, ao fazer um cadastro rápido, a pessoa com sintomas da Covid-19 tem acesso a um dos mais de 300 médicos voluntários, por meio de uma videochamada por WhatsApp. Apesar de o atendimento ser a distância e da ausência de testes, é possível ser avaliado. Em três semanas da criação do serviço, foram realizadas 10 mil consultas, e 10,8% desses pacientes, com sintomas mais graves, receberam orientação de buscar uma unidade de saúde.


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Também é possível receber atendimento psicológico online, por 30 minutos, com mais de 40 profissionais cadastrados na plataforma Relações Simplificadas, e de 60 minutos com um dos 9 psicanalistas da Escuta Viva. “Somos um grupo que decidiu colocar sua escuta com humanidade e compaixão à disposição das pessoas que, neste momento, possam sentir-se mais sensíveis, ansiosas e temerosas”, afirma a psicanalista Mariella Gallo. Em 30 dias, contabilizam 160 horas.

 No Varandas Terapêuticas, do Instituto Gerar de Psicanálise, o atendimento é em grupo,  para que as pessoas exponham seus sentimentos e falem de suas angústias e experiências durante a quarentena (inscrições pelo e-mail atende@institutogerar.com.br). Já para os profissionais de saúde, há um canal exclusivo, a Rede de Apoio Psicológico.

Empreendedores em dificuldades ou pessoas desempregadas também podem buscar orientação com um dos 250 psicólogos voluntários da ONG Cruzando Histórias, que adaptou o projeto Escutação, normalmente oferecido presencialmente e em grupo, para um atendimento online e personalizado. “As pessoas precisam ser ouvidas”, observa Bia Diniz, que oferece também uma linha de atendimento mais focada no tratamento emocional e terapêutico.

Centenas de cursos online são oferecidos gratuitamente 

Se ficar em casa passou a ser compulsório nesta fase da pandemia, muitas pessoas estão aproveitando este tempo para se requalificar profissionalmente – e, melhor, sem gastar nada. Fundações, institutos, plataformas educacionais e universidades disponibilizaram gratuitamente cursos online, muitos deles com certificados. Confira uma seleção deles:

Casa do Saber

O app Casa do Saber on Demand liberou o acesso a mais de 120 cursos com temas diversos, como arte; ciências; cinema; filosofia; gestão e negócios; história e atualidades; literatura; música, neurociência; psicanálise e religião, além dos mais contemporâneos, como coronavírus e geopolítica, e os bate-papos com empreendedores de sucesso.

Centro Paula Souza

O Centro Paula Souza tem 12 opções de cursos na modalidade Mooc (Massive Open Online Course). As formações oferecidas são: Autocad; Arduíno; Canvas; design e Photoshop; design thinking; felicidade; gestão de conflitos; gestão de pessoas; gestão do tempo; mediação em EaD; mercado de trabalho e vendas.

FGV

A Fundação Getulio Vargas (FGV) disponibilizou 61 cursos online com duração de 2 a 30 horas. Os conteúdos são nas áreas de administração pública; direito; economia e finanças; educação e humanidades; estratégias e negócios; liderança e pessoas; marketing e vendas; relações internacionais; e tecnologia e ciência de dados.

Google

O Google oferece em sua plataforma 33 conteúdos focados nas habilidades mais procuradas hoje pelo mercado de trabalho. São três frentes: dados e tecnologia (7 cursos); desenvolvimento profissional (9), incluindo produtividade (40 horas) e falar em público (1 hora), e marketing digital (17). 

Instituto de Longevidade Mongeral Aegon

O Instituto de Longevidade Mongeral Aegon tem em sua plataforma 323 cursos online de requalificação: 107 na área de gestão; 49, de comunicação; 44, de tecnologia; 40, de autodesenvolvimento; 32, de saúde e segurança do trabalho; 31, de gestão pública; 11, de liderança; e 9, de criatividade e inovação.

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Fundação Bradesco

A Fundação Bradesco oferece cursos nas áreas de administração, contabilidade e finanças; desenvolvimento pessoal e profissional; educação básica e pedagogia; e informática, incluindo Excel, PowerPoint e Word. No site, é possível também criar um roteiro de estudos para uma formação mais ampla.

Sebrae

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançou o curso online Como Vender na Internet em Tempos de Coronavírus. Outras opções são: Como Captar Recursos para o seu Negócio, Gestão Financeira e Marketing Digital para o Empreendedor, além do jogo A Saga do Herói, sobre o ciclo de vida de um produto.

Senai

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) abriu 100 mil vagas em cursos a distância voltados à indústria 4.0, com temas que desvendam BIM (Building Information Modeling) e Blockchain, ambos de 20 horas. Também é possível entender mais sobre gestão, nos programas de 14 horas sobre empreendedorismo e finanças.

O ar está mais limpo

Com o isolamento social, a qualidade do ar das grandes capitais melhora dia a dia. Imagens de satélite do Instituto Real de Meteorologia dos Países Baixos (KNMI) mostram, na Região Metropolitana de São Paulo, redução de 33% nos níveis de dióxido de nitrogênio (NO2). Esse poluente, que está associado à queima de diesel por veículos e à produção industrial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é fator de risco para casos de asma, bronquite e infecções respiratórias.

Segundo o app CarbonZ, que realiza cálculo da pegada de carbono de empresas, pessoas e eventos, no início da quarentena, entre 21 e 23 de março, houve queda de 65% das emissões atmosféricas no Estado de São Paulo, “principalmente pela redução drástica dos transportes, seja por avião, meio de transporte que mais gera CO2 na atmosfera, seja pela menor circulação dos carros, ônibus e motocicletas”, explica o pesquisador Gabriel Estevam Domingos, idealizador da ferramenta.

“Esse é um dado interessante, pois, se avaliarmos que uma árvore, durante o seu ciclo de crescimento, consome em média 165 kg de CO2, esta redução equivale à de geração de COpor pessoa, durante um mês. Se esses números se mantiverem, em números proporcionais à população de São Paulo, por exemplo, que possui cerca de 12 milhões de habitantes, significará uma redução de 1,3 milhão de toneladas de COno mês, o que seria proporcional a mais de 7,9 milhões de árvores’’, explica.

Levantamento do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), na região metropolitana do Rio de Janeiro, mostrou também uma redução na concentração de NO2: no Distrito Industrial de Santa Cruz, foi de 77%; em Duque de Caxias, de 45%.

No mundo, algumas boas notícias sobre o meio ambiente chegam diariamente. A mais alta cadeia montanhosa do mundo, o Himalaia, voltou a ser visível na Índia, a 160 km de distância. Em Veneza, na Itália, a água dos canais, geralmente turva em função do movimento de barcos e navios, ficou límpida e revelou cardumes de peixes.

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