O avanço da Covid-19, doença causada pelo coronavírus, é uma realidade no Brasil e no mundo. Até o momento, o país já registrou 4.256 casos confirmados e 136 mortes por causa da doença.

Em paralelo às informações a respeito do número de casos suspeitos, casos confirmados e mortes, circulam com muita força na internet inúmeras notícias sobre formas de prevenção, muitas vezes incompletas ou mal-intencionadas. Então, como saber se o conteúdo recebido procede?


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Para esclarecer dúvidas e orientar a população, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) preparou uma lista com 10 perguntas e respostas que envolvem cuidados com a pele, cabelos e unhas neste momento de pandemia e informa o que é mito e o que é verdade.

Confira dúvidas frequentes relativas à prevenção e contaminação pelo novo coronavírus

Água e sabão diminui o tempo de vida do novo coronavírus?

VERDADE. Essa é a principal forma de desinfectar a pele em geral. Portanto, intensifique a lavagem, principalmente, do rosto, mãos e braços.

É necessário retirar toda a barba?

MITO. Retirar a barba facilita a limpeza e higiene na região, no entanto, não é preciso raspá-la. O importante é redobrar a limpeza e higiene da pele e pelo da área com água e sabão.

O álcool em gel 70% é um importante aliado na prevenção?

VERDADE. Porém, apesar da eficácia, seu uso em excesso resseca a pele. Faça uso apenas quando não for possível lavar as mãos e o braço com água e sabão.

Pode-se usar qualquer tipo de álcool na pele para a prevenção?

MITO. A SBD orienta utilizar o álcool em gel 70% medicinal e nunca o de limpeza doméstica. Receitas caseiras também não funcionam.

Existe uma ordem para passar os produtos de cuidados com a pele?

VERDADE. Siga o passo a passo: 1- álcool em gel 70% medicinal; 2- hidratante; 3- protetor solar; 4- repelente; 5- cosméticos.

coronavírus

Crédito: Orawan Pattarawimonchai / Shutterstock

A vacina da gripe previne contra a Covid-19?

MITO. A campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada, mas ela não previne contra o novo coronavírus. Mas a vacinação evita que mais de uma epidemia aconteça ao mesmo tempo no país e garante que menos casos que necessitem de cuidados intensivos, aumentando os leitos para quem contrair a doença. No entanto, a recomendação é manter as vacinas em dia.

Tratamento com isotretinoína oral para acne grave não deve ser suspenso?

VERDADE. Não há, até o momento, relação de uso do medicamento em pacientes com acne e riscos de infecção ou de alteração na evolução do microorganismo causador da Covid-19. Portanto, atualmente, orienta-se a manutenção do tratamento em curso.

Devo cortar o cabelo ou andar sempre de cabelo preso?

MITO. Essa é uma orientação válida para os médicos que, geralmente, colocam a mão no cabelo e, após, na máscara. Para a população a medida não possui eficácia. O importante é manter os fios limpos.

Pacientes com hanseníase não precisam parar protocolo de tratamento?

VERDADE. A orientação da SBD é que o protocolo de tratamento do Programa de Saúde Pública, sob responsabilidade do Ministério da Saúde (MS), seja mantido. Até o momento, não existem conhecimentos científicos disponíveis de interações do coronavírus com os protocolos clínicos da doença.

Manter as unhas curtas não previne a contaminação?

MITO. Cortar as unhas, pelo menos neste momento, facilitará a limpeza, principalmente na parte de baixo, onde é difícil de higienizar adequadamente. Unhas muito longas, sejam naturais ou artificiais, comprometem a limpeza total das mãos, umas das principais regiões do corpo que entram em contato com superfícies.


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A SBD ainda lembra que outras dúvidas podem ser esclarecidas no canal da Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde (OUVSUS), pelo telefone 136. A ligação é gratuita. Outras fontes oficiais são Ministério da Saúde (MS), secretarias municipais de saúde e sociedades médicas de especialidades, como a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

E alerta: Essa é uma medida importante para confirmar a procedência dos conteúdos que você recebe sobre o assunto e evitar o compartilhamento de informações não qualificadas, ou as chamadas fake news, sobre o coronavírus.

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