Cientistas da Universidade de Hong Kong divulgaram na manhã desta segunda-feira (24) a confirmação do primeiro caso de reinfecção pelo novo coronavírus no mundo.

O estudo foi realizado com um paciente “aparentemente jovem e saudável”, de acordo com o comunicado emitido pelos pesquisadores. Segundo o estudo, o paciente apresentou um segundo caso de infecção pela Covid-19 quatro meses depois do primeiro diagnóstico. 

Ao testarem seu código genético, os cientistas perceberam que o vírus da segunda infecção pertencia a uma linhagem diferente da primeira. Para Kelvin Kai-Wang To, microbiologista clínico da Universidade de Hong Kong, os resultados provam que a segunda contaminação foi causada por um vírus diferente, adquirido recentemente e não por meio de uma disseminação viral prolongada.


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A versão do vírus encontrado no paciente agora é parecida com a que circulou na Europa entre julho e agosto. De acordo com os cientistas, o paciente havia voltado há pouco tempo de uma viagem à Espanha. Já a primeira versão do vírus era semelhante à que circulou em março e abril.

A reinfecção pelo novo coronavírus no mundo

Maria van Kerkhove, líder técnica da Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmou que esse pode ser o primeiro caso confirmado de reinfecção no mundo. No entanto, ainda não é possível tirar conclusões sem considerar todo o cenário mundial.

“Acho que é importante colocar isso em contexto. Houve mais de 24 milhões de casos relatados até agora, e precisamos olhar para isso a nível de população. É muito importante que documentemos isso e, em países que podem fazer isso, que o sequenciamento seja feito. Isso ajudaria muito. Mas não podemos pular para nenhuma conclusão, mesmo que esse seja o primeiro caso documentado de reinfecção”, afirmou.

Van Kerkhove apontou também que, até o momento, sabe-se que todas as pessoas contaminadas pelo novo coronavírus desenvolvem algum nível de imunidade. Apesar disso, ainda não se sabe seu grau de proteção e sua duração.


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