O diagnóstico do câncer de mama é um fator chave para aumentar as chances de cura da doença. Os médicos apontam que a idade é um dos principais fatores de risco desse tipo de neoplasia. É neste sentido que os especialistas recomendam que, a partir dos 40 anos, as mulheres realizem exames periódicos para rastreamento da doença.

"A mamografia e a ultrassonografia das mamas devem ser feitas anualmente a partir dessa idade. Mulheres com algum componente hereditário ou outro fator de risco estabelecido pelo médico também podem realizar o exame mais cedo ou incluir a ressonância magnética das mamas na rotina", afirma Débora Gagliato, oncologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo e especializada nesse tipo de câncer.

A ginecologista Helena Proni Fonseca Saú explica, ainda, que a partir dos 40 anos algumas doenças são mais comuns. Dentre elas, o câncer de mama, câncer de colo de útero e as doenças cardiovasculares. “O câncer de mama, por exemplo, quando diagnosticado nos estágios iniciais, tem uma taxa de sobrevida em 5 anos entre 80 e 99%. Nos estágios mais avançados, essa porcentagem cai para 30%", afirma Helena.

Outros fatores de risco da doença são: familiares de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama, paciente que teve menstruação precoce e menopausa tardia - o que mostra exposição mais prolongada aos hormônios femininos - , sedentarismo, obesidade, uso excessivo de bebidas alcoólicas, além de alguns tipos de terapia de reposição hormonal na mulher pós-menopausa.

Como descobrir o câncer de mama?

Segundo os médicos, o diagnóstico do câncer de mama pode ser mais difícil no início da doença. Isso ocorre porque nessa fase o tumor está localizado e alguns pacientes podem ser assintomáticos. Para descobrir o câncer de mama é preciso estar atento aos sinais do corpo.

"À medida que o tumor evolui, indo para a axila, por exemplo, a paciente pode manifestar outros sintomas como nódulo palpável na mama, alteração do aspecto da pele da mama como vermelhidão, aparência de pele de casca de laranja ou saída de secreção pelo mamilo. Sendo assim, sempre que a mulher tiver algum sintoma, ela deve procurar um médico, de preferência o ginecologista, que deve encaminhá-la a um especialista na área como o mastologista ou o oncologista clínico", ressalta a especialista Débora Gagliato.

Se detectada alguma anomalia, dois exames são padrões para diagnosticar o câncer de mama: a mamografia e o ultrassom das mamas. A mamografia é um exame radiológico que faz a avaliação da mama a partir de um aparelho Raio-X. Denominado mamógrafo, ele permite observar as lesões redondas ou ovais. Já a ultrassonografia das mamas é feita com um aparelho transdutor que possibilita avaliar se a lesão é cística ou sólida.

A importância dos exames periódicos para descobrir o câncer de mama é ressaltada ainda mais no contexto da pandemia da Covid-19. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) em centros hospitalares que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) trouxe dados preocupantes: os atendimentos a mulheres em rastreamento ou tratamento de câncer de mama caiu 75% entre março e abril, em comparação ao mesmo período de 2019.

 Nesse cenário, a tecnologia continua sendo uma grande aliada nos cuidados com a saúde. Para evitar o deslocamento até o consultório, é possível realizar a consulta a distância. "Além de ser possível pegar um encaminhamento para exames, também conseguimos utilizar a ferramenta para discutir e orientar certos problemas que dispensem o exame físico", conta a ginecologista.

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