A queda é um evento bastante comum e devastador na saúde de pessoas idosas, que ocorre em consequência do envelhecimento, mas que também pode indicar a existência de alguma doença aguda. Estimativas do Ministério da Saúde indicam que, a cada três indivíduos com mais de 65 anos, um sofre uma queda por ano, e que entre vinte idosos vítimas de quedas, um deles tem algum osso fraturado ou necessita de internação.

O quadro se agrava com o avanço da idade: 40% dos idosos com 80 anos ou mais caem a cada ano. Entre os que moram em asilos e casas de repouso, a frequência de quedas chega a 50%.


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A prevenção de quedas é uma tarefa bastante difícil, se considerarmos a variedade de fatores que as predispõem. Para os especialistas, uma atitude que pode ajudar bastante a evitar quedas é o uso de calçados apropriados. Para o ortopedista Alexandre Penna, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, a escolha do calçado para uma pessoa idosa deve passar por algumas prerrogativas.

"Se é uma pessoa idosa que tem dificuldade de mobilização, que tem rigidez de articulação, o sapato deve ser fácil de calçar, principalmente, e fácil de ser removido", descreve o especialista. E complementa: "e que ao mesmo tempo dê firmeza na hora de pisar".

"Aquele que você coloque no seu pé e não tenha partes grossas que machuquem", complementa a fisioterapeuta com especialização em geriatria e gerontologia Eliza Costa. "Sapato tem que ser confortável, bem fixo no pé, que não seja grande e fique saindo do calcanhar ao caminhar".

Sapatos errados podem causar muitos problemas

"Sapatos de salto alto devem ser evitados por mulheres a partir de determinada idade, bem como aqueles com solado de couro mais rígido para pacientes masculinos". De acordo com o ortopedista, a pessoa deve sempre optar por usar sapatos mais confortáveis, principalmente em se tratando de pacientes com deformidades nos pés, calo ou artrose.

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Seguindo esse mesmo raciocínio, uma escolha errada ainda pode trazer problemas mais graves. "O pé diabético não pode ficar totalmente abafado. O paciente com diabetes deve sempre optar por sandálias confortáveis e abertas", afirma Eliza. Por causa de complicações ocasionadas pela condição de saúde desses pacientes, o processo de cicatrização dessas feridas fica comprometido, podendo levar ao surgimento de infecções e, em alguns casos, à amputação do membro.

Risco de quedas

Penna destaca que a escolha do sapato ideal para cada situação deve sempre visar ao bem-estar e à profilaxia antiquedas. "Proporcionar a independência do idoso e evitar problemas no sentido de quedas, de dores e de feridas, principalmente nos diabéticos. E um sapato que não é confortável e que não permite uma marcha fisiológica, não permite o paciente andar tranquilamente sem esses probleminhas, pode gerar quedas e tropeços", garante o especialista.

Além da escolha adequada dos calçados, outra opção para prevenir acidentes é ter um seguro de vida que incentive a prevenção de situações adversas. O Master Acidentes Domiciliares é ideal para quem quer ter segurança e tranquilidade sem gastar muito. 

Tipos de calçados que devem ser evitados

Segundo Eliza, não existe um tipo de sapato que deva ser evitado por pessoas idosas. No entanto, alguns modelos podem trazer problemas, de acordo com problemas pre-existentes do paciente. Para ela, cada caso deve ser analisado separadamente.

Chinelo de dedo

Para o especialista, o chinelo de dedo não é um calçado indicado por não estar firmemente preso ao pé. "Ele é fácil de calçar, é confortável, mas ele não é firme. Então o idoso pode cair", comenta Penna. "É melhor que seja substituído por uma sandália que prenda na parte de trás do pé e que seja igualmente fácil de calçar, confortável, mas que dê mais segurança no ir e vir".

Algumas pessoas optam por usar chinelos de borracha no banho. Segundo Eliza, a medida pode ser benéfica na prevenção de quedas, mas é preciso se atentar para as ranhuras no solado da sandália. "Se a sola estiver lisa, as chances de quedas são enormes. Evite usar calçados com o solado gasto", destaca.

Salto alto

"Conforme vai chegando uma certa idade, os saltos altos não são recomendados também". Penna explica que as articulações tendem a ficar mais frágeis pelo processo de desgaste natural da idade. "Substituir um salto mais alto por uma plataforma ou, se for o caso, por um salto mais baixo, é mais interessante, pensando principalmente nas pessoas mais idosas", recomenta.

"Há marcas muito boas, como a Dr. Scholl, a Total Conforto, que fazem umas anabelas confortáveis, mas sem muito salto. Muitos falam das rasteirinhas como as mais indicadas, mas isso não é garantido, algumas pessoas não se dão bem com elas", aponta Eliza.

Sapatos duros

Um sapato duro e desconfortável, que não permite uma marcha fisiológica, também pode gerar quedas. "A pessoa precisa andar confortavelmente com ele. Tem umas sandálias de couro com fecho em tiras de velcro que facilitam muito o uso. Há outros materiais também, mas o de couro costuma ser mais confortável", explica a fisioterapeuta.

Sapatos soltos ou apertados

"O sapato tem que ser confortável e bem fixo no pé. Se for de um tamanho menor, vai machucar e ser desconfortável. Se for maior, vai ficar saindo do pé, sem proporcionar firmeza e segurança ao caminhar", disse Eliza.

Calçados muito velhos

Quem nunca teve um caso de amor com um sapato velho? Afinal de contas, quanto mais a gente usa o calçado, mais ele se ajusta à nossa pisada e mais confortável ele fica. No entanto, Eliza chama a atenção para o estado do solado. "Um solado gasto, além de não amortecer corretamente, também pode derrapar e causar a queda da pessoa".

Antes de utilizar seu calçado velhinho, a especialista indica dar uma olhadinha na sola. "Se ainda houver ranhuras, ok, ele ainda vai oferecer alguma segurança. Mas evite usar calçados com o solado liso, ou será tombo na certa".

Qual o melhor calçado para evitar quedas?

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"Vou fazer uma confissão: o melhor calçado para um idoso é um tênis desses de enfiar o pé e que fecha com tiras de velcro", opina o ortopedista. "Porque o tênis é confortável, mole, fisiológico, tem boa sustentação do arco do pé, ele não dá dor em deformidade, não machuca o pé diabético e permite firmeza para o paciente andar. Seguindo a normativa técnica, o melhor tipo de sapato seria um tênis, desse tipo de você só colocar o pé, igual a esses que a gente usa para crianças que ainda não sabem amarrar o sapato", garante Penna.

Eliza faz coro: "Tênis é mais confortável e seguro".


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