Algumas vezes é difícil controlar a vontade de urinar, não é mesmo? Muito provavelmente você já passou por essa situação desconfortável em algum momento da vida. Números mostram que 35% de pessoas com mais de 70 anos possuem bexiga hiperativa. A porcentagem representa 4 a cada 10 pessoas dessa faixa etária. Quem nos traz essa informação é o professor de urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e diretor do Departamento de Disfunções Miccionais da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Cristiano Mendes Gomes. 

Na mesma direção, o urologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP) Rodolfo Anisio explica que a bexiga hiperativa é “a necessidade urgente de urinar e difícil controle que podem estar associados à incontinência urinária, ou seja, perda involuntária de urina”.


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Esse desejo súbito e extremo de urinar normalmente é visto em pacientes com mais de 60 anos, com doença neurológica, doenças na próstata e em pessoas com doenças metabólica, como diabetes. De acordo com Anisio, a condição é mais comum entre as mulheres, incluindo as jovens quando comparadas aos homens da mesma idade.

Como tratar bexiga hiperativa?

Se você apresenta pelo menos um dos sintomas descritos até aqui, é aconselhável buscar ajuda médica para controlar a condição. O urologista da BP comenta que não há cura definitiva, mas existem métodos que vão melhorar e minimizar a bexiga hiperativa. É preciso avaliar caso a caso, considerando a gravidade dos sintomas.

Anisio pontua algumas medidas que podem ser adotas:

  • Mudanças no estilo de vida:  educação a respeito da condição, orientações quanto à ingestão de líquidos, dietas com substâncias irritantes vesicais e interrupção do tabagismo;
  • Treinamento vesical e o treinamento da musculatura do assoalho pélvico: exercícios de contração dos músculos da região. “A prática de exercícios físicos, bem como a perda de peso são fatores importantes para o controle”, afirma;
  • Tratamentos farmacológicos;
  • Cirurgias e aplicações de toxina botulínica (botox).

Além disso, o especialista sugere evitar as “substâncias irritantes para bexiga: café, bebidas gaseificadas, álcool e corantes são exemplos”.  

Bexiga hiperativa pode influenciar na qualidade de vida 

A Unicamp realizou um estudo com mais de 270 mulheres que tinham sintomas de bexiga hiperativa e detectou que quase 60% apresentavam depressão e 62%, quadro de ansiedade. Segundo a pesquisa, as questões emocionais surgem devido aos sintomas de quem tem a condição, que afetam diretamente no trabalho, interações sociais e familiares e nas relações sexuais.

“Além da incontinência e da insegurança quanto a perda de controle do armazenamento da urina, muito comumente há deterioração da qualidade de vida. Estes pacientes experimentam níveis de ansiedade aumentados, impacto na função sexual, piora de suas relações sociais”, explica Anisio.

Cuidados com os possíveis acidentes domésticos

Possíveis acidentes domésticos também podem ter relação com o problema. Tentando chegar a tempo ao banheiro, a pessoa acelera o passo ou até mesmo tenta correr, mesmo sem ter condições para tal.

Já o chão molhado pela urina também pode causar quedas e escorregões. Para minimizar esse tipo de situação é preciso seguir a prescrição médica orientada de acordo com o nível de gravidade. Para se sentir protegido dentro e fora de casa e evitar quedas, uma das soluções é investir no Master Acidentes Domiciliares. Além da cobertura médica, o seguro oferece serviço de assistência ao lar do idoso para prevenção de acidentes.


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