As variações no número de vezes que uma pessoa precisa urinar ao longo do dia caracterizam diferentes sintomas que podem estar relacionados ao diabetes. O mesmo se aplica aos volumes eliminados de cada vez. Um dos sintomas que se destaca é a poliúria, que pode ter origem em causas diversas. 


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Assim, desde um consumo excessivo de água, em razão de um alimento salgado na refeição, até a presença de um diabetes não controlado adequadamente podem ser as causas.

Continue a leitura e entenda o que é poliúria, suas causas e seus sintomas mais comuns.

O que é poliúria?

A poliúria é o nome que se dá à frequência elevada da necessidade de urinar. Essa demanda aumentada para a eliminação de urina é considerada uma poliúria quando excede 3 litros (adultos) ou 2 a 2,5 litros (crianças) eliminados no período de 24 horas.

Essa condição não deve ser confundida com outra parecida, a polaquiúria (ou polaciúria), que também apresenta a necessidade de ida ao banheiro mais vezes durante o dia, mas para eliminação de volumes menores de urina.

De todo modo, a poliúria não é uma doença, mas um sintoma. Como tal, pode resultar de comportamentos da pessoa, assim como da presença de alguma doença. Suas causas, no entanto, devem sempre ser verificadas, a fim de serem corrigidas com orientação médica.

Quais as suas principais causas?

Sempre que surgirem alterações na urina, seja na quantidade produzida, seja na aparência, é recomendável uma consulta médica. Existem distúrbios importantes que podem estar relacionados com essas mudanças, entre eles, o diabetes.

De modo geral, as principais causas para o aumento do volume de urina estão demonstradas a seguir. Por vezes, podem ser apenas comportamentos fáceis de mudar, enquanto em outras situações, há exigência de ações mais sérias.

Consumo maior de água e líquidos em geral

De todas as causas de poliúria, o consumo maior de água e líquidos em geral é a mais comum e menos danosa para a pessoa. O organismo não pode manter todo o volume de água ingerida, por isso busca sempre promover o equilíbrio, de modo a não haver excesso.

Quando parte da ingestão de líquidos envolve princípios ativos diuréticos, como no caso do café, do chá e de bebidas alcoólicas, por exemplo, a diurese é ainda maior. Assim, tanto a quantidade como a qualidade do líquido ingerido podem conduzir à poliúria.

Desequilíbrio de sais no organismo

Alguns elementos, como o sódio e o potássio, são responsáveis pelo equilíbrio hídrico no organismo. Esse balanço hídrico é especialmente importante no fluxo de água entre o sangue e as células por ele banhadas.

Desse modo, mais água no sangue poderá aumentar o volume de urina ao passar pelos rins. Nesse caso, o descarte será maior, mas poderá despertar mais intensamente a sede para compensar, reforçando o ciclo.

Utilização de medicação diurética

A função da medicação diurética é, antes de tudo, promover a diurese. Assim, ao fazer uso desses medicamentos, haverá um aumento nas idas ao banheiro, em razão de maior volume resultante do estímulo da medicação.

Diuréticos são medicamentos que não devem ser utilizados sem indicação médica. É um cuidado a ser observado, sobretudo por conta de seu uso indiscriminado para fins de estética corporal associado a atividades físicas.

Diabetes mellitus

Na diabetes, como ocorre grande concentração de glicose para ser eliminada, há uma demanda maior de água. Por essa razão, o volume para a composição da urina acaba aumentado.

Disso resulta maior frequência e maior quantidade na eliminação. Ao mesmo tempo, a sensação de sede promovida pela maior perda de água conduz a um consumo maior, retroalimentando o ciclo.

Diabetes insipidus

O diabetes insipidus não tem relação com o diabetes mellitus, isto é, com a concentração de glicose no sangue. Trata-se, na verdade, de um distúrbio que pode ter origem em uma alteração hormonal ou uma disfunção renal.

No primeiro caso, ocorre insuficiência na produção do hormônio antidiurético (ADH). Com isso, a quantidade excretada pelos rins não é controlada. No caso da disfunção renal, pode ocorrer uma incapacidade de reabsorção de água para retorno ao sangue. Desse modo, o volume excretado também aumenta.

Qual o sintoma mais comum?

Assim como a poliúria se caracteriza pelo aumento no volume de urina liberada pelo organismo, a polidipsia constitui um consumo excessivo de água, acima do que seria normal para a pessoa. Com certa frequência, observa-se que a poliúria ocorre na sequência de episódios de polidipsia.

Como se faz o diagnóstico?

Como se viu antes, a poliúria é um sintoma e sua verificação se faz pela aferição do volume de urina no período de 24 horas. Esse volume deve alcançar valores acima de 3 litros nesse período para caracterizar o caso.

Para o diagnóstico da poliúria, deve-se diferenciá-la de outro sintoma: a frequência urinária. Esta, por sua vez, consiste na necessidade de urinar várias vezes, tanto ao longo do dia como durante a noite, mas as quantidades eliminadas são pequenas.

Que cuidados tomar após ser diagnosticado?

A própria pessoa pode suspeitar do aumento de volume excretado ao longo de um dia. Do mesmo modo, pode avaliar se as causas residem em situações simples ou hábitos que podem ser corrigidos, por exemplo, o consumo de bebidas diuréticas.

Não encontrando causa aparente, deve procurar uma avaliação médica especializada para diagnóstico. Uma vez diagnosticada a existência de poliúria e percebidas suas causas, o médico definirá as medidas a serem tomadas. Entre as indicações, poderão estar presentes:

  • o controle do diabetes mellitus, se já presente;

  • o ajuste na dosagem de diuréticos, se houver utilização;

  • a avaliação da possibilidade de diabetes insipidus.

A poliúria, portanto, é um sintoma que pode estar associado a um diabetes não controlado ou ao diabetes insipidus, além de outras possibilidades. Em qualquer caso, a orientação médica é imprescindível para se ter certeza de sua origem e providenciar o tratamento.

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