O diagnóstico de diabetes ocasiona algumas mudanças no cotidiano das pessoas. Clinicamente falando, é perfeitamente possível continuar a vida, embora sejam necessários alguns novos hábitos e práticas.

Muito se diz sobre um novo plano alimentar e a respeito da prática de atividades físicas. De fato, são aspectos importantes. Porém, realizar o controle glicêmico torna-se fundamental, tanto para a prevenir as complicações como também para acompanhar os resultados do tratamento.


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O monitoramento da glicose mencionado é realizado por meio da glicemia capilar e venosa. Você sabe qual a diferença entre as duas? Continue a leitura e descubra!

Saiba o que é a glicemia 

Em termos gerais, a glicemia é a medida da glicose no sangue. Para que ela seja aproveitada pelas células do corpo e assim seja obtida energia, é necessário um mediador fundamental: a insulina.

Sem a insulina, os níveis de glicose se tornam muito elevados, causando hiperglicemia e cetoacidose. Por outro lado, quando em excesso, pode acontecer o que chamamos de hipoglicemia.

Diante de todas as atividades realizadas no decorrer do dia, há certa oscilação nos valores de glicemia. Por exemplo, ao se alimentar, os níveis costumam subir. Já em caso de atividades físicas de baixa intensidade, os valores podem ser bem inferiores.

Baseando no que é preconizado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os seguintes valores são ideais:

  • glicemia de jejum: até 100 mg/dL;

  • glicemia pós-prandial: até 160 mg/dL;

  • hipoglicemia: abaixo de 70mg/dL;

  • hemoglobina glicada: menor que 7,0%.

Sendo assim, é importante que o indivíduo com diabetes realize algumas checagens no decorrer do dia, a fim de registrar os valores e oferecer um feedback para o médico acerca das respostas ao tratamento. Além disso, a automonitoração constante permite prevenir possíveis episódios de hiperglicemia ou hipoglicemia, buscando condutas imediatas que revertam ou o quadro.

Mas, afinal, existem tipos diferentes de glicemia? Sim, existem, e vamos esclarecer a seguir!

Glicemia venosa

A dosagem da glicemia venosa geralmente é feita no soro ou plasma, mas alguns laboratórios medem-na no sangue total. A glicemia aleatória capilar tende a apresentar valores maiores que os da glicemia aleatória em plasma venoso, devido ao tempo demandado para que as alterações na glicose venosa alcancem os níveis do sangue capilar e também ao tipo de amostra utilizado.

Essa diferença é minimizada quando utilizamos amostras de sangue capilar e venoso de pacientes em jejum. Para que isso seja realizado é preciso que, antes de tudo, o indivíduo vá a um laboratório com o pedido de exame realizado por um profissional.

Glicemia capilar

Ao contrário da glicemia venosa, a glicemia capilar é uma medida que não necessita do deslocamento para o laboratório. Ela pode ser feita pela própria pessoa em sua residência, ou em qualquer outro lugar, desde que esteja com os materiais necessários.

No caso, é preciso ter, principalmente, o glicosímetro e as tiras. Por meio de uma gota de sangue coletada no momento, é indicado o nível glicêmico daquele instante. Sendo assim, possibilita uma visão realista do cotidiano do indivíduo. 

Complementando, a glicemia capilar é essencial para detectar as oscilações do decorrer do dia, ao contrário da hemoglobina glicada, que retrata a média dos 3 meses anteriores. Ressaltamos que os valores de referência dependem do momento do dia, mais precisamente se está em jejum ou não.

Descubra como é feito o monitoramento 

Agora, vamos entender como é feito o monitoramento da glicose. No caso da glicemia venosa, é necessário um pedido de exame e, portando ele, a pessoa vai até um laboratório, que fará a coleta e a detecção dos resultados.

Já no caso da glicemia capilar, como é um procedimento ambulatorial, chamamos a atenção para alguns aspectos. O primeiro deles é a necessidade de ter: glicosímetro, tiras para coleta do sangue e lanceta, a fim de realizar o furo no dedo.

Embora sejam poucos materiais, existem cuidados importantes com eles:

  • entender como funciona o glicosímetro. Ele é fundamental para sucesso na coleta.

  • observar se as tiras estão dentro da validade.

  • não capturar a gota de sangue com os dedos úmidos e sujos. Lave com sabão ou utilize álcool para higienização.

A partir do momento que os valores são obtidos, o indivíduo pode avaliar como está o seu estado glicêmico daquele momento. Complementado, é fundamental registrar os dados, bem como possíveis sintomas associados, alimentação prévia, horário da coleta, dentre outros.

Com o registro devidamente realizado, torna-se viável que o profissional de saúde responsável pelo caso identifique os resultados do tratamento, além de entender melhor, na prática, o perfil daquele paciente.

Entenda a importância das checagens

Embora já tenhamos ressaltado no decorrer do texto alguns benefícios do controle glicêmico, vamos fazer o levantamento da principais vantagens.

Acompanhar os valores de glicemia é a maneira mais efetiva de identificar se o tratamento está resultando em sucesso ou fracasso. Os valores de glicemia variam durante o dia e saber o momento exato em que os resultados não estão como esperado, é importante para que o médico faça as devidas correções de dose de medicamento.

Agora, imagine a situação em que isso não é feito: a pessoa estaria vulnerável a sofrer com os dois extremos, ou seja, hipoglicemia e hiperglicemia. Em ambos os casos as complicações são severas, podendo causar até morte.

Sendo assim, o controle glicêmico permite uma avaliação completa e realista, não se atendo apenas a uma média trimestral. Quando bem feitos os registros, é possível fazer associações do valor obtido com o horário, a alimentação, os medicamentos administrados e demais fatores que implicam na glicemia.

Em suma, as checagens são importantes para:

Por fim, você deve estar se perguntando se existe alguma incompatibilidade entre os resultados, considerando que eles são obtidos por métodos diferentes, certo? Diversos estudos foram realizados a fim de esclarecer isso e concluíram que a glicemia capilar e venosa retratam valores fidedignos e correspondente com o perfil glicêmico geral do indivíduo.

Então, não deixe de consultar com um especialista, para que ele possa fazer o monitoramento, determinar condutas e, assim, prevenir possíveis complicações.

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