O Brasil ocupa o 4º lugar do ranking de países com o maior número de pessoas com diabetes. Em 2015, aproximadamente 14,3 milhões de indivíduos apresentavam tal diagnóstico. Diante disso, há uma grande preocupação com as complicações da diabetes.

De fato, estamos falando de uma condição repleta de mitos e conhecimentos equivocados que permeiam a sociedade. Pensando nisso, gostaríamos de ressaltar que as complicações ocorrem com uma prevalência muito superior em pessoas que não fazem o controle glicêmico.


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Portanto, antes de continuar a leitura e conhecer as principais complicações, tenha em mente a importância de realizar o acompanhamento médico. Agora, confira algumas complicações que o diabetes não cuidado pode provocar!

Nefropatia diabética

Quando utilizamos o termo “nefro”, estamos nos referindo aos rins. Você sabia que a principal função desse órgão é realizar a filtração do sangue? Sendo assim, são eliminadas na urina as substâncias que o corpo não vai utilizar.

Consequentemente, os compostos retidos serão reaproveitados pelo organismo. Em condições saudáveis, a glicose não é filtrada. Contudo, caso a glicemia esteja descompensada, tal substância será eliminada. Isso não é bom, pois junto a ela também são eliminadas outras moléculas, como as proteínas.

Os sintomas dessa complicação são muito inespecíficos. Então, como é possível detectar a condição? Por meio da consulta médica, realizando exames periódicos que identifiquem se está havendo ou não a eliminação de proteínas na urina.

A albumina é uma das principais proteínas plasmáticas. Dessa forma, o exame em questão é o de microalbuminúria, capaz de detectar a mínima presença dela na urina. Nos casos em que se observa um bom acompanhamento, o risco da complicação é reduzido em 33%.

Porém, caso o problema não seja identificado e o indivíduo evolua para a macroalbuminúria, isso quer dizer que o dano renal é tão severo que será necessário um transplante ou sessões periódicas de hemodiálise.

Doença arterial periférica

As artérias e as veias são os vasos fundamentais para fazer a irrigação e a drenagem sanguínea pelo organismo. Falando especificamente das artérias, elas carregam sangue oxigenado, na grande maioria dos casos, e espalham o elemento pelas demais regiões do corpo.

A doença arterial periférica representa a redução do fluxo sanguíneo para os membros inferiores. Dessa forma, os pés ficam menos irrigados, recebendo poucos nutrientes e oxigênio. O principal motivo disso são as alterações vasculares.

Mas, afinal, o que acontece no chamado pé diabético? Uma vez recebendo menor quantidade de oxigênio, há maior dificuldade para o bom funcionamento metabólico. Em casos de infecções, por exemplo, os elementos responsáveis pela defesa do organismo não conseguem reparar os danos causados pelos agentes invasores.

Esse ciclo de infecções e cicatrização prejudicada pode acometer a saúde de tal forma que a conduta mais indicada será a amputação do membro. Portanto, realizar o acompanhamento glicêmico é importante, bem como registrar o Índice Tornozelo-Braquial (ITB), que identifica a razão entre as pressões arteriais dos membros inferiores e superiores.

Neuropatia diabética

A neuropatia diabética é uma complicação muito associada à doença arterial periférica, inclusive, elas podem se manifestar concomitantemente. Nesse caso, estamos nos referindo aos nervos, ou melhor, aos danos que a diabetes descompensada pode causar neles.

Os nervos são estruturas fundamentais para a transmissão de estímulos nervosos. Por meio deles, as informações do meio são captadas e o corpo apresenta reações externas e internas.

Um nervo danificado pode, por exemplo, perder a capacidade de perceber estímulos dolorosos e associados à temperatura. Os principais sintomas da neuropatia diabética relatados pelos pacientes são:

  • formigamento;

  • sensação dolorosa;

  • ardência;

  • picadas;

  • fraqueza do membro;

  • perda de sensibilidade.

A grande causa disso é o aumento de radicais livres, devido a uma série de reações que tem como principal motivo o excesso de glicose. Sendo assim, reforçamos mais uma vez a importância de realizar o acompanhamento da glicemia.

Complicações oculares

Por fim, vamos falar sobre as 3 principais complicações oculares que podem ser decorrentes da diabetes quando ela não é bem cuidada.

Glaucoma

Para entender o que é o glaucoma, é preciso saber, antes de tudo, que há um semilíquido chamado de humor vítreo responsável por fazer a nutrição das estruturas oculares. Ele se localiza entre o cristalino (mais anterior) e a retina (mais posterior).

Em condições adversas, há o aumento na pressão exercida pelo humor aquoso. Nesse caso, chamamos o fenômeno de glaucoma. Como a diabetes está associada ao aumento da pressão intraocular, a pessoa com essa condição apresenta uma chance 40% maior de desenvolver glaucoma, quando a comparados com indivíduos sem o problema.

A principal causa é a drenagem mais lenta do líquido em questão. Na verdade, o maior perigo está nas consequências geradas por esse fato. Inicialmente, pode haver a compressão de vasos sanguíneos, reduzindo a irrigação ocular e o aporte de oxigênio.

Além dos vasos, pode existir também a compressão do nervo óptico. Desse modo, a visão ficará acometida, considerando que o principal detector do estímulo sensorial estará afetado.

Catarata

No glaucoma, o principal componente da visão associado é o humor vítreo. Já na catarata, a estrutura acometida é o cristalino, que atua como uma lente responsável, principalmente, por focalizar as imagens.

Contudo, nos casos de catarata, ele se torna mais opaco, perdendo a transparência característica. Nessa situação, os sintomas são percebidos pelo indivíduo logo no início e necessitam de atenção imediata, visto que a evolução da condição é muito rápida.

O tratamento inicial pode ser feito apenas com lentes de correção. Contudo, os casos mais avançados requerem intervenção cirúrgica. Por fim, informamos que indivíduos com diabetes, quando comparados aos que não apresentam a condição, têm 60% mais chances de desenvolver a catarata.

Retinopatia

Como o próprio nome sugere, a retinopatia é o acometimento da retina. Isso pode acontecer por causas diferentes, mas vamos explicar as 2 principais. A primeira delas ocorre quando os vasos posteriores à região ocular se incham. Isso pode causar um vazamento, e o conteúdo expelido provocará um edema macular. A consequência mais grave é a perda de visão, que pode iniciar com o embaçamento dos olhos.

A segunda causa é a obstrução dos vasos sanguíneos, de modo que não há passagem de nutrientes e oxigênio. Desse modo, o organismo tenta se recuperar por meio da angiogênese, ou seja, da formação de novos vasos. Contudo, os vasos formados são muito frágeis. Assim, facilmente ocorrem hemorragias. A melhor forma de prevenir complicações oculares é por meio de exames anuais de fundoscopia, a fim de detectar precocemente alterações estruturais.

Viu só como as complicações da diabetes podem afetar os mais diversos sistemas? De fato, cada um deles necessita de exames e métodos próprios para a identificação precoce. Porém, não se esqueça de que a principal forma de prevenção é por meio do acompanhamento médico e o cuidado com a glicemia. Assim, o profissional pode adotar condutas que se encaixem melhor nas devidas particularidades do caso para diminuir as chances de quadros mais severos.

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