Dor abdominal, náuseas, vômitos e falta de apetite são alguns dos sintomas do câncer de estômago. Conhecido também como câncer gástrico, ele afeta cerca de 20 mil brasileiros a cada ano, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), sendo o terceiro tipo de câncer mais frequente entre homens e o quinto entre as mulheres no país.

Existem três tipos de câncer de estômago: o adenocarcinoma, responsável por 95% dos casos; o linfoma, diagnosticado em cerca de 3% dos casos; e o sarcoma, tumor raro iniciado nos tecidos que dão origem aos músculos, ossos e cartilagens. Cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com o tipo adenocarcinoma têm mais de 50 anos e, na maioria dos casos, são homens por volta dos 70 anos de idade. A boa notícia é que, segundo as Estimativas de Incidência de Câncer, relatório publicado pelo INCA, as taxas de ocorrência da doença apresentarão decréscimos anuais.

Causas 

O câncer de estômago ocorre devido a um erro no DNA da célula. Essa mutação faz com que a célula cresça e se multiplique de forma acelerada, podendo se espalhar para todo o organismo. “A infecção pela bactéria H. pilory, o consumo de alimentos mal conservados, carnes processadas e a ingestão de sal em excesso são as causas mais prováveis para o desenvolvimento da doença”, aponta o oncologista da Clínica da Oncologia Médica (Clinonco) Ramon de Mello.

câncer de estomago

Crédito: Peterschreiber.media/Shutterstock

No entanto, o especialista lembra que também há outros fatores de risco para a formação do tumor, como a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, o tabagismo, o excesso de peso e a obesidade, dietas pobres em frutas e legumes, consumo de água com alta concentração de nitrato e o histórico familiar.

Sintomas do câncer de estômago

Segundo o oncologista, o câncer de estômago não apresenta sintomas específicos, inclusive alguns sinais da doença podem até ser confundidos com outros problemas gástricos, como a úlcera e a gastrite.  “Porém, na maioria dos casos, os pacientes desenvolvem sintomas como perda de peso, náuseas, dor abdominal, fadiga e falta de apetite”, conclui Mello.


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Além disso, em cerca de 10% a 15% dos casos, os pacientes notam a presença de sangue ao vomitar. A aparência das fezes também pode corroborar o diagnóstico: geralmente elas ficam escurecidas, pastosas e/ou com odor intenso. Já nos estágios avançados da doença, ocorre o aumento do tamanho do fígado, o desenvolvimento de massa palpável na parte superior do abdômen, nódulos ao redor do umbigo e íngua na área inferior esquerda do pescoço.

Detecção precoce

“Quando diagnosticado na fase inicial, a probabilidade de cura é muito maior”, garante o especialista. Por isso, pessoas que sofrem com dor na parte superior do abdômen, refluxo, perda de peso e de apetite devem fazer exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos o mais breve possível. Em geral, esses sinais não são indicativos de câncer, mas é extremamente importante consultar um oncologista para prevenir o problema.

Diagnóstico do câncer de estômago

O diagnóstico é feito através da endoscopia digestiva alta. Nesse exame, o médico aplica um anestésico na garganta do paciente e, em seguida, introduz um tubo flexível em sua boca para realizar a biopsia (retirada de pedaços pequenos do tecido) e visualizar as condições do aparelho digestivo. Caso o resultado da biopsia revele o desenvolvimento do câncer, a etapa seguinte prevê a realização de uma tomografia computadorizada para avaliar a extensão do tumor.

Tratamento 

As opções de tratamento variam conforme o estágio da doença. Quando o tumor está restrito ao órgão e aos gânglios linfáticos, o tratamento mais comum é a cirurgia. Nesses casos, o paciente pode se submeter à cirurgia endoscópica (procedimento em que uma parte do estômago é retirada) ou à cirurgia radical (técnica em que o médico retira alguns fragmentos do esôfago e do intestino e, caso necessário, realiza uma reconstrução do trato digestivo para substituir o estômago).

A realização da quimioterapia e da radioterapia, antes e/ou após a cirurgia, é muito importante, pois pode aumentar as chances de cura da doença (exceto quando os tumores ainda estão em desenvolvimento).

Prevenção 

Segundo Mello, a melhor forma de prevenir o câncer de estômago é manter um estilo de vida saudável. “Evitar o tabagismo e a ingestão de bebidas alcoólica, reduzir o consumo de alimentos salgados e processados, manter o peso corporal dentro dos limites da normalidade e praticar uma atividade física são hábitos importantes para afastar a doença”, afirma.


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