Condição metabólica que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e pelo aumento do risco de fraturas, a osteoporose está associada ao envelhecimento. Ela pode manifestar-se em ambos os sexos, mas atinge especialmente as mulheres, sendo uma das possíveis consequências da menopausa, em função da queda na produção do estrógeno.

Segundo a geriatra Fania Cristina dos Santos, chefe do Serviço de Doenças Osteoarticulares e Dor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenadora do Comitê de Dor no Idoso na Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, “a osteoporose tem prevalência em 30% das mulheres com até 70 anos de idade e em 70% nas com 80 anos ou mais”.

Compostos de uma matriz na qual se depositam complexos minerais com cálcio, os ossos estão em constante processo de renovação, o que possibilita, por exemplo, sua reconstituição quando ocorrem fraturas. Com o tempo, porém, a absorção das células velhas aumenta, e a formação de novas células diminui. O resultado é que os ossos se tornam mais porosos e perdem resistência.

Perdas mais leves de massa óssea levam à osteopenia, “um sinal de risco para fragilidade dos ossos”, alerta a especialista. Perdas maiores são próprias da osteoporose e podem ser responsáveis por fraturas espontâneas ou causadas por pequenos impactos.

A ausência de sintomas é característica comum da doença, que passa despercebida até que aconteça a primeira fratura. “O diagnóstico é feito por meio da densitometria óssea, um exame simples e indolor”, afirma Fania.

“Para um envelhecimento esquelético bem-sucedido”, a geriatra recomenda o “trinômio do bem”: exercícios físicos, “músculos exercitados e em movimentos levam a ossos mais fortes e, ainda, reduzem o risco de quedas e fraturas”; prevenção de quedas e medidas higienodietéticas (alimentação rica em cálcio e exposição ao sol).

Por meio dos raios do tipo ultravioleta B, nosso organismo obtém a vitamina D e, com ela, melhora a absorção do cálcio, fortalecendo os ossos, explica. A suplementação de cálcio e vitamina D pode ou não ser necessária e só deve ser feita com orientação médica.  Menores índices de vitamina D no sangue “levam a menores níveis de cálcio, que levam a um quadro de hiperparatireoidismo secundário, que leva a perda óssea”, pontua.

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