A teleconsulta caminha para ser uma das mudanças de hábitos que muitos brasileiros querem manter no pós-pandemia. Na rede dr.consultauma das pioneiras em disponibilizar o serviço, em 11 de março, já  foram mais de 45 mil atendimentos, com 7 em cada 10 pacientes dando nota máxima à experiência. 

Apesar de não permitir ausculta direta palpação, a experiência mostra que, para boa parte das doenças, as informações necessárias para o diagnóstico podem ser obtidas virtualmente, segundo o neurologista Felipe Augusto Vigarinho Jorge, gerente médico assistencial da rede e que também faz atendimentos on-line. 

Obviamente, se o médico se depara com um caso em que é primordial examinar fisicamente o paciente, o mesmo é orientado a procurar por uma consulta presencial. Mas, neste momento, esses casos têm sido minoria”, diz ele, com base nas 2.000 consultas disponibilizadas diariamente em 27 especialidades. 


Agora que você está passando mais tempo em casa, pode perceber que os riscos de acidentes estão por todos os lados. Não dê mole! Garanta aqui o seu seguro e tenha cobertura financeira em casos de lesões.  


Diferentemente do que se imagina, a teleconsulta não restringe a percepção de sinais que o médico observa no paciente. “Hoje a tecnologia nos permite ter uma boa resolução de imagem e som, e o médico consegue fazer a maior parte do exame físico a distância. Basta orientar o paciente sobre o que você precisa analisar.  

Consegue-se, por exemplo, avaliar com bom grau de precisão as amígdalas do paciente com ajuda de uma câmera bem posicionada, observa Jorge:A nossa experiência prática tem mostrado que poucos recursos propedêuticos [ausculta, inspeção, palpação e percussão] se perdem com a teleconsulta, e muito se consegue fazer pelo paciente.   

Apesar da praticidade das teleconsultas, é importante lembrar que a prevenção é a melhor forma de cuidar da saúde. O número de acidentes domésticos aumentou durante a pandemia em decorrência do maior tempo de permanência dentro de casa. Para contornar esse problema, a MAG Seguros criou o Master Acidentes Domiciliares, que além da cobertura médica, oferece serviços de assistência para evitar imprevistos domésticos.

Regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina logo no início da pandemia, a telemedicina representa um avanço na superação de barreiras geográficas ao atendimento médico, pois facilita o contato com pacientes que se encontram a uma grande distância ou até mesmo em outros países”, avalia Marcos Sonagli, diretor médico e fundador daAmplimed, startup que lançou uma ferramenta de teleconsulta e liberou acesso, por 30 dias, para uso dos profissionais de saúde. 

No entanto, a teleconsulta tem algumas particularidades. Para ajudar você a cuidar da sua saúde sem sair de casa, o portal do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon elaborou um miniguia com informações importantes para que a sua experiência seja a melhor possível. Confira: 

Antes da teleconsulta 

Agende 

O agendamento, em geral, é feito por um aplicativo de fácil manuseio. Também há a possibilidade de ser feito pelo site ou pelo call center. 

Faça o pagamento 

A teleconsulta está incluída na maioria dos planos de saúde. Nas redes particulares, pode ser mais econômica. No dr.consulta, por exemplo, é em torno de 20% menor em relação à presencial e inclui retorno em até 30 dias. 

Elabore uma linha do tempo 

Faça uma linha do tempo, buscando responder às seguintes perguntas: 

  • Quais sintomas o levaram a procurar por atendimento médico? 

  • Quando iniciaram? 

  • Que fatores melhoram ou pioram? 

  •  ocorreram previamente? Quando? 

“As informações elaboradas na forma de linha de tempo são de mais fácil entendimento e ajudam no raciocínio médico durante a teleconsulta”, avalia Sonagli. 

Não subestime sintomas 

Existem informações da história clínica que podem mudar completamente a hipótese diagnóstica ou a forma como o caso é conduzido. O médico do dr.consulta exemplifica: “Há algumas semanas, uma paciente me procurou para uma segunda opinião. Havia procurado um outro neurologista com queixa de tontura, que, pela descrição dos sintomas, era mesmo compatível com labirintite. Ela, contudo, não mencionou a ele que existiam outros sintomas acompanhando o quadro de vertigem, como dificuldade para falar e formigamento discreto no lado direito do corpo. Julgava que esses outros sintomas eram pouco importantes, secundários ao estresse – e não os mencionou na consulta, quando perguntada se havia sintomas acompanhantes. Fizemos os exames e tratava-se de um caso de AVC [acidente vascular cerebral], que foi conduzido de forma bastante tardia. Por isso, ressalta, é muito importante informar ao médico tudo o que se está sentindo e deixar que ele chegue à conclusão sobre quais sintomas são ou não relevantes para o diagnóstico.   

Informe sobre histórico familiar 

O histórico familiar de outras doenças, alergias, cirurgias ou internações prévias são informações importantes que devem ser compartilhadas na teleconsulta. Algumas vezes, diz Sonagli, “o paciente somente se detém às informações dos sintomas que levaram à teleconsulta, porém essas adicionais não podem ser deixadas de lado”. 

Anote remédios 

É ponto muito importante da história clínica saber em detalhes quais são os medicamentos de uso contínuo. O paciente, muitas vezes, não os sabe de cabeça e, no momento da teleconsulta, fica nervoso e corre o risco de fornecer uma informação incorreta. Por isso, tenha os remédios e dosagens sempre anotados. 

Siga as instruções 

Leia todas as informações disponibilizadas antes da teleconsulta. Se o agendamento não foi feito por aplicativo, será preciso baixá-lo. 

15 minutos antes da teleconsulta 

Conecte-se com antecedência 

Com o smartphone em mãos, vá para um local silencioso e com conexão estável de internet. Efetue o login no aplicativo e tenha os documentos em mãos, para facilitar a sua identificação inicial, além de suas anotações. 

Durante a teleconsulta 

Comunique-se de forma clara 

Na teleconsulta, a comunicação adequada entre médico e paciente é essencial: a linguagem deve ser clara objetiva. Desta maneira, tanto o médico consegue compreender todo o quadro e oferecer a conduta mais apropriada como o paciente pode entender em detalhes como está a sua saúde e quais os motivos para as condutas tomadas”, pontua Jorge. 

Atenção às orientações 

É muito importante prestar o máximo de atenção às orientações, pois é este entendimento que irá definir se o seu tratamento será adequado. Você pode fazer anotações, se preferir, mas fique muito atento peça para explicar de novo o que não entendeu. 

Não saia com dúvidas 

Jamais saia da teleconsulta tendo dúvidas. O entendimento de toda a situação é importante para o tratamento como um todo”, afirma Sonagli. 

Depois da teleconsulta 

Exames 

Pedidos de exames são enviados por e-mail ou disponibilizados no aplicativo ou no site. Podem ser impressos ou apresentados na tela no momento da realização do exame. Tem assinatura digital do médico, válida em todo o território nacional.  

Remédios 

Receitas de medicamentos classificados como de controle especial (branca, em 2 vias) são enviadas por e-mail ou disponibilizadas no aplicativo ou site. Podem ser impressos ou apresentados na tela no momento da compra na farmácia. Tem assinatura digital do médico, válida em todo o território nacional. Caso se trate de um medicamento controlado A1, A2, A3, B1, B2 e C2 (receitas azuis ou amarelas), é necessário emiti-las em papel, com carimbo físico do médico. Em geral, são enviadas à residência do paciente. 

Compartilhe com seus amigos

Receba os conteúdos do Instituto de Longevidade em seu e-mail. Inscreva-se: