Em maio de 2018 os telespectadores tiveram de dar adeus ao Lorde Williamson, em “Orgulho e Paixão” (Globo). O vilão teve de se retirar da trama e interromper as tentativas de atrapalhar o romance de Darcy (Thiago Lacerda) e Elisabeta (Nathalia Dill) na novela das 6 porque seu intérprete, o ator Tarcísio Meira, 82 anos, foi diagnosticado com uma infecção pulmonar.

Três meses antes, sua esposa, Glória Menezes, 83 anos, havia sido internada pelo mesmo motivo no Rio de Janeiro e liberada dias depois.

Não foi divulgada qual infecção pulmonar atacou os atores. Mas, segundo o pneumologista Roberto Stirbulov, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, as principais são bronquite, pneumonia e tuberculose. As três doenças são mais frequentes no inverno, porém podem afetar principalmente pessoas acima de 50 anos e com baixa imunidade o ano todo.


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Somente a pneumonia provocou mais de 228 mil hospitalizações e cerca de 42 mil mortes no Brasil em 2016. É a doença respiratória que mais compromete a saúde de brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde.

Confira, a seguir, quais são os sintomas e os tratamentos para as infecções pulmonares.

Quais são as diferenças entre bronquite, pneumonia e tuberculose?

A bronquite é uma inflamação dos brônquios, responsáveis por transportar o ar para dentro e para fora dos pulmões. "Geralmente, ela é provocada por um vírus e vem acompanhada de um quadro gripal com duração de, em média, duas semanas", explica Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da SPPT (Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia).

A pneumonia, por sua vez, é a infecção dos alvéolos pulmonares, que realiza a troca de oxigênio pelo gás carbônico. Mais grave das infecções pulmonares, a tuberculose é causada pelo bacilo de Koch e pode afetar de forma irreversível os pulmões. A doença também pode se manifestar nos ossos e em outros órgãos, como os rins.

Quais são os sintomas?

Nesse ponto, as três doenças são semelhantes: apresentam febre elevada, catarro, dor no peito, falta de ar e cansaço extremo. No entanto, os sinais podem variar de paciente para paciente, afirma Roberto. "Tive pacientes que foram diagnosticados com pneumonia e não tiveram tosse", exemplifica. Por este motivo, o ideal é consultar um médico assim que o mal-estar for sentido.

As doenças são contagiosas?

Tanto a bronquite quanto a pneumonia não são contagiosas, embora não seja adequado permanecer no mesmo ambiente que pessoas doentes sem que haja ventilação. A tuberculose, por outro lado, pode ser transmitida por ar, tosse, espirro e fala, explicam os médicos. Ou seja, quem convive próximo à pessoa infectada pode ser contaminada.

Quais são os tratamentos necessários?

Variam conforme o paciente e são determinados por um pneumologista. Contudo, segundo Roberto, antibióticos e repouso são as principais indicações. "Para pacientes acima de 50 anos e com imunidade baixa, a internação se faz necessária para que o quadro não piore e comprometa a respiração da pessoa", acrescenta. No caso específico da tuberculose, o tratamento dura, no mínimo, seis meses e é oferecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

É possível prevenir as doenças?

Sim. Segundo a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, a principal forma prevenção de doenças respiratórias é tomar a vacina da gripe anualmente, uma vez que a bronquite e a pneumonia podem decorrer de um simples resfriado. Vale destacar que a imunização para tuberculose é feita no primeiro mês de vida da criança e não deve ser repetida na idade adulta.

Além de vacinas, Mauro aconselha também o paciente a ter um estilo de vida saudável, com alimentação correta, exercícios físicos constantes e, principalmente, longe do vício do cigarro.

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