Hipertensão e diabetes são condições que geralmente estão associadas na medicina, já que uma pode predispor à outra. Ou seja, uma pessoa com hipertensão tem mais facilidade para adquirir diabetes e a situação contrária também é válida. Isso porque ambas têm fatores de risco e consequências em comum.

Para iniciar nossas explicações, vamos primeiro lembrar os conceitos de cada circunstância. A diabetes é uma condição em que o organismo não produz a quantidade adequada de insulina para combater a glicose. Também ocorre quando a insulina produzida não é eficiente. 


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Já a hipertensão é o aumento da pressão arterial, o que exige um trabalho mais intenso do coração para bombear sangue ao corpo. Uma pressão acima de 14 por 9 já pode ser considerada alta.

Dito isso, vamos entender o tema com mais detalhes?

Por que pessoas com hipertensão têm mais probabilidade de desenvolver diabetes?

Bem, adiantamos na introdução que em ambas as patologias estão presentes fatores de risco semelhantes. Então, agora, vamos entender um pouco melhor essa questão. Quando a insulina no nosso organismo não consegue carregar o açúcar dos alimentos para abastecer as células do corpo, o pâncreas empenha-se em produzir ainda mais desse hormônio a fim de tentar atingir tal propósito. 

Isso gera um quadro de hiperinsulinemia, que estimula o sistema nervoso simpático, ocasionando o aumento da pressão arterial. Além disso, outra consequência dessa ineficiência da insulina é a maior facilidade para o acúmulo de gordura no sangue. 

Essa adiposidade se prende nas paredes das artérias e veias, fazendo com que o coração precise trabalhar bastante para fazer o trabalho da filtragem. A consequência disso é o aumento da pressão arterial. Assim, podemos dizer que o que existe em comum entre as duas condições é o aumento de gordura corporal no organismo, que não necessariamente se traduz na obesidade, já que essa adiposidade pode estar concentrada nos órgãos, como no caso da gordura visceral.

Quais cuidados adotar para evitar hipertensão e diabetes?

Percebeu o quão sensível é o surgimento de uma das condições quando a outra já está presente? Assim, o melhor a fazer é adotar cuidados na rotina, a fim de evitar a manifestação ou a piora desses quadros. Veja, a seguir, algumas ideias.

Cuidar da alimentação

Já que a gordura acumulada no organismo é um fator ligado tanto ao surgimento quanto à consequência dos dois distúrbios, é essencial que a pessoa cuide da alimentação. Assim, evite comidas ricas em açúcar, sódio e carboidrato simples, já que elas ajudam a acumular gordura mais rapidamente no organismo.

Inclua no seu prato muitos vegetais, legumes, proteínas, grãos e gorduras boas (como as do abacate ou das castanhas), pois tais alimentos colaboram para a boa nutrição e a saciedade do organismo. Também tente comer em pequenas porções, aumentando a quantidade de refeições por dia. Portanto, não fique mais que três ou quatro horas sem se alimentar.

Diminuir o consumo de bebida alcoólica

O problema do álcool é que ele é rapidamente transformado em açúcar. Algumas vezes, o fígado consegue metabolizar parte da substância, mas a quantidade de glicose não é regularizada corretamente. Uma consequência é a queda de açúcar no sangue, podendo levar ao quadro de hipoglicemia e, com isso, o aumento de insulina.

O álcool, quando consumido rotineiramente, também contribui para o aumento do peso e da gordura corporal, que, como vimos, é um precursor das duas condições que estamos analisando.

Cessar o tabagismo

O tabagismo está associado ao aumento da variabilidade da pressão arterial. Além disso, a nicotina amplia o nível do colesterol ruim no organismo, o que significa mais gordura no sangue, nas veias e nas artérias. A aterosclerose é uma das consequências dessa relação, podendo levar ao infarto e à morte. O cigarro também aumenta a resistência ao hormônio insulina, que se torna ainda mais ineficiente para combater a quantidade de glicose presente no sangue.

Cuidar da parte emocional

O estresse está associado ao aumento do nível de cortisol no sangue, que colabora para o aumento da quantidade de gordura no organismo e, consequentemente, predispõe a diabetes e à hipertensão.

Além disso, você já percebeu que, muitas vezes, nossas emoções negativas fazem com que tentemos compensá-las com a comida? Procuramos satisfação em alimentos que, geralmente, colaboram para a obesidade, como álcool, açúcar e frituras. Tenha atenção à sua saúde mental. Caso perceba que ela não anda bem, procure profissionais que possam ajudar nesse quesito, como psicólogos e psiquiatras.

Diminuir o ritmo de trabalho

Na vida, precisamos de equilíbrio. O ritmo acelerado, não ter hora para terminar o trabalho, não ter rotina para dormir, nem tempo para cuidar mais de si e da saúde são alguns dos fatores mais frequentes na modernidade que colaboram para o desencadeamento de inúmeras condições. Estresse, obesidade, burnout, depressão, ansiedade. Tudo isso ajuda no aparecimento, não só de hipertensão e diabetes, como também de outras disfunções preocupantes.

Quais riscos alguém com hipertensão e diabetes corre?

Um paciente com as duas condições deve redobrar sua atenção com relação às suas escolhas diárias, a fim de evitar complicações resultantes delas. Tanto a hipertensão quanto a diabetes tendem a atingir rins, coração e olhos, facilitando o surgimento de problemas nesses órgãos. 

Glaucoma e pé diabético, por exemplo, são ainda mais arriscados em pessoas que lidam com as duas condições e não fazem o controle adequado da pressão arterial e da glicose no sangue. AVC e infarto também fazem parte da lista dos riscos sofridos por esses pacientes, já que há mais propensão ao acúmulo de gordura nas artérias e nas veias, dificultando, assim, a circulação sanguínea.

Pessoas com hipertensão e diabetes devem ter uma adesão ainda maior ao tratamento dessas condições, a fim de que as complicações não aumentem e que elas consigam ter uma vida com mais bem-estar e longevidade. Praticar atividades físicas é um dos cuidados primordiais, que nunca deve ser deixado de lado.

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