A doação de sangue é uma atitude de cidadania e de responsabilidade. No entanto, saber se pessoas com diabetes podem doar sangue é uma dúvida persistente e que precisa ser esclarecida.

Diversas condições de saúde se apresentam para a pessoa com diabetes. No entanto, boa parte delas, senão todas, podem ser evitadas com o adequado cuidado com a taxa de glicemia e, desse modo, não serem impeditivos para a doação.

Afinal, quem tem diabetes pode doar sangue? Continue a leitura e tire suas dúvidas sobre o tema.

A doação de sangue é importante?

A vida humana é dependente direta do sangue circulante no organismo. Pessoas que passaram por determinados tratamentos médicos ou se submeteram a intervenções emergenciais como cirurgias e transplantes necessitam de reposição de sangue.

Do mesmo modo, algumas doenças crônicas como a anemia falciforme exigem que os pacientes se submetam a constantes transfusões. Por essa razão, é preciso manter sangue em estoque nos chamados bancos de sangue.


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Assim, considera-se um ato altruísta a doação de sangue, sobretudo quando não se trata de atender à necessidade de pessoas conhecidas, mas abastecer um banco de sangue. O ato é reconhecido pela própria legislação, que concede um dia de folga no trabalho para quem toma a iniciativa de doar.

Em termos de assistência médica, o volume de sangue (450 ml) retirado em cada doação em média é capaz de salvar 4 vidas. Dessa forma, o ato voluntário de doar sangue com regularidade também é uma atitude de solidariedade para com outras pessoas que, quase sempre, nem são conhecidas.

No entanto, existe uma dúvida bastante comum a respeito da possibilidade de pessoas com diabetes poderem ser doadoras de sangue. Como se viu, a atitude é essencial. Mas, afinal, pessoas com diabetes podem doar sangue? A pergunta pode ir mais além: qualquer pessoa pode ser doadora de sangue?

Quem pode doar sangue?

A condição para ser doador de sangue é regulada internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O objetivo desse controle é reduzir as possibilidades de disseminação de doenças por meio da transfusão sanguínea.

Por sua vez, existem condições e restrições para doar, em razão da segurança da saúde do próprio doador, pois, na doação, há uma retirada de cerca de 450 ml de sangue (bolsa padrão). Se a saúde geral não estiver boa, a pessoa poderá apresentar complicações.

Nesse sentido, para qualquer pessoa doar sangue, é preciso que esteja em uma boa condição geral de saúde. No caso da pessoa com diabetes, significa que não pode estar com a condição descuidada nem apresentar alguma infecção ativa.

Assim, se a pessoa está com a alimentação balanceada, prática de atividades físicas e medicação oral, não há restrição para que seja doadora. Trata-se de uma pessoa saudável, com diabetes, sem motivos para não doar.

Condições gerais para o doador de sangue

  • estar em boas condições de saúde;

  • pesar ao menos 50 kg;

  • ter entre 16 e 69 anos de idade;

  • fazer a primeira doação antes dos 60 anos;

  • estar descansado (no mínimo 6 horas de sono);

  • estar bem alimentado;

  • evitar alimentos gordurosos 4 horas antes da doação;

  • apresentar documentação pessoal com foto.

Quem não pode doar?

De maneira geral, existe um elenco grande e variado de situações de saúde que constituem impeditivos para a doação de sangue. Essas condições envolvem desde a ocorrência de hepatite e malária até o uso de drogas injetáveis.

As diversas situações impeditivas da doação costumam ser separadas em impedimentos temporários e definitivos. Os impedimentos temporários são referentes ao período em que a pessoa não poderá doar sangue, podendo fazê-lo uma vez passado o prazo referido.

Assim, um exemplo é referido para cada prazo:

  • 48 horas após vacinação contra gripe;

  • 7 dias após diarreia;

  • 2 semanas após uso de antibiótico;

  • 3 semanas após a cura de caxumba;

  • 4 semanas após a cura de dengue;

  • 8 semanas após doação de sangue comum;

  • 3 meses após cirurgia de ressecção de varizes;

  • 6 a 12 meses após endoscopia;

  • 12 meses após recebimento de transfusão de sangue;

  • 5 anos após cura de tuberculose pulmonar.

Por sua vez, o impedimento definitivo é orientado por uma grande lista de doenças e agravos porventura ocorridos com a pessoa. Qualquer indivíduo naquelas condições não pode ser doador de sangue.

No caso específico da pessoa com diabetes, existe o impedimento definitivo para doação de sangue nas seguintes situações:

  • pacientes que façam uso de insulina;

  • pessoas com complicações da diabetes;

  • pessoas com histórico de pressão baixa.

Pessoas com diabetes podem doar sangue?

Para a pessoa com diabetes, o principal risco de doar sangue reside na sua própria condição de saúde. Do mesmo modo, pacientes que fazem tratamento injetável também apresentam risco de possíveis contaminações.

Assim, duas situações são mais importantes e devem ser consideradas.

Pacientes que utilizam insulina

Pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 em uso de insulina ou de outras terapias injetáveis não poderão ser doadoras de sangue, porque geralmente apresentam alterações cardiovasculares e existe o risco de manifestação de alguma reação durante ou logo após a doação de sangue.

Não há como garantir, na entrevista de triagem, que as técnicas de injeção adotadas tenham sido apropriadas. Desse modo, há possibilidade de não aceitação do doador devido ao risco de contaminação da própria pessoa na rotina do tratamento.

Pacientes com complicações do diabetes

O adequado controle dos níveis glicêmicos, especialmente por meio de alimentação, atividade física e medicação oral, reduz a ocorrência de complicações oriundas da diabetes.

A OMS costuma agrupar as complicações resultantes do diabetes em microvasculares e macrovasculares. As principais ocorrências podem ser assim relacionadas:

Complicações microvasculares

São aquelas cujos danos estão localizados em pequenos vasos sanguíneos dos olhos, rins e nervos:

  • distúrbios oculares: glaucoma, catarata, retinopatia diabética;

  • nefropatia diabética: doença renal;

  • neuropatia diabética: danos no sistema nervoso, dependente da fibra nervosa afetada.

Complicações macrovasculares

São aquelas que resultam principalmente sobre o sistema cardíaco e no fluxo insuficiente de sangue para as extremidades do corpo:

  • aterosclerose: acúmulo de placas de gordura nas artérias;

  • doença arterial periférica: endurecimento dos vasos sanguíneos das pernas e pés;

  • feridas nos pés: principalmente pelo ressecamento e formação de calos.

Com isso, é possível responder a questão apresentada no início: pessoas com diabetes podem doar sangue? E a resposta é positiva se a alimentação estiver balanceada, a prática de atividades físicas em dia e medicação oral feita, não apresentando as complicações antes apontadas.

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