Quando se fala em diabetes, a primeira coisa considerada pelas pessoas são as limitações alimentares que passam a fazer parte da vida de um diagnosticado. De fato, a fisiopatologia da doença requer alguns cuidados a fim de inviabilizar complicações.


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Entre os cuidados, os alimentos que devem ser evitados figuram como aqueles ricos em gorduras e carboidratos — massas, farinhas e doces representam os grupos alimentares mais afetados. No entanto, muitas pessoas não sabem se um diabético pode comer chocolate.

Pensando nisso, elucidaremos tal questão neste artigo, revelando se isso consiste em mito ou verdade e comentando acerca de todas as limitações. 

Por que o chocolate é um alerta para quem tem diabetes?

Como dito no início do texto, a fisiopatologia da doença requer a diminuição no consumo de determinados alimentos. Portanto, a fim chegar em uma resposta acerca da questão do chocolate, é preciso compreender as características metabólicas da diabetes.

Independentemente do tipo de diabetes, o principal aspecto envolvido é a dificuldade ou impossibilidade do organismo em transportar a glicose do sangue para dentro das células para ser transformada em energia. Assim, indivíduos com diabetes sem cuidado, ou seja, cujo tratamento é inexistente ou não mostra efeitos, apresentam elevados índices de glicose livre no sangue.

Essa situação de hiperglicemia é extremamente prejudicial ao organismo e aumenta o risco de complicações em diversos órgãos do corpo. Em suma, a captação deficiente da glicose proporciona diversos riscos sistêmicos para o organismo e, mesmo que seja feito tratamento medicamentoso, é essencial a mudança nos hábitos a fim de reduzir a ingestão de alimentos ricos em carboidratos, ou seja, com alto índice de açúcar.

Por conseguinte, ao considerar o chocolate, é indiscutível que seus parâmetros nutricionais indicam níveis elevados do grupo alimentar que precisa ser evitado por quem tem diabetes. Além disso, figura como um alimento rico em calorias, cujo consumo excessivo pode oferecer riscos para o desenvolvimento de sobrepeso e obesidade.

Mas, afinal, o diabético pode comer chocolate?

Agora que você entende os efeitos da glicose no organismo de quem tem diabetes, é preciso quebrar o mito de que esse grupo da população não pode comer chocolate, uma vez que pode sim. De fato, existem limitações no consumo, visto que ele deve ser realizado considerando alguns aspectos, como a quantidade ingerida e o tipo. 

Na medicina, o aspecto biológico não deve ser o único considerado. O indivíduo é muito mais que sua organização anatômica e seu perfil metabólico. Ele representa um ser com necessidades que vão além das funções alimentares e reprodutivas. Assim sendo, o aspecto psicológico não deve ser ignorado.

Impossibilitar a alimentação de algo que a pessoa tenha vontade é uma prática que deve ser evitada. Nesse caso, é de suma importância para o médico ter uma boa relação com o paciente, a fim de repassar as orientações e garantir que elas sejam seguidas.

Considerando o primeiro ponto, ou seja, a quantidade de chocolate, é ideal que não exceda 30 gramas, representado por três tabletes de um chocolate. Já o segundo tópico exige um cuidado maior: o tipo do chocolate. A indústria alimentícia precisa evoluir no aspecto a fim de proporcionar opções que contemplem com todos os perfis de consumidores.

Veja, a seguir, quais são os melhores tipos de chocolate para pessoas com diabetes.

Chocolate light

Os chocolates lights apresentam uma carga calórica inferior àquela observada em chocolates ao leite, por exemplo. Porém, o ponto negativo é não saber exatamente qual grupo alimentar foi reduzido em seu preparo. Assim, caso as gorduras tenham sido diminuídas, quer dizer que o nível de açúcar permaneceu o mesmo, inviabilizando o consumo para diabéticos. Portanto, este não é o melhor tipo de chocolate a ser consumidos pelo grupo em questão.

Chocolate diet

O chocolate diet já representa uma escolha melhor que o light, visto que a redução de calorias ocorre especificamente no grupo dos açúcares. Porém, a fim de compensar essa diminuição, as indústrias elevam o nível de gorduras no chocolate, que podem ser superiores aos observados em chocolates ao leite. Ressaltamos, contudo, que entre chocolate light e diet, o diabético deve optar pelo diet.

Chocolate amargo

Por fim, o chocolate amargo figura como o tipo ideal para a escolha do diabético, principalmente aqueles cujo percentual de cacau é em torno de 70%. Assim, observa-se uma menor adição de açúcares e, ainda, de gorduras, mantendo baixos ambos os níveis de grupos indesejados.

Quais são os benefícios do cacau?

É preciso reforçar que os componentes do chocolate não são vilões como um todo. Reiterando a escolha pelo chocolate amargo, abordaremos quais são os benefícios associados ao cacau. Esse elemento é rico em flavonoides, ou seja, moléculas que apresentam uma grande quantidade de antioxidantes e substâncias capazes de proporcionar a melhora no metabolismo. Além disso, estudos indicam que existe uma relação do consumo do cacau com o bom desempenho da função cognitiva.

Uma das complicações mais temidas do diabetes é o risco cardiovascular decorrente de disfunções endoteliais em vasos sanguíneos. É preciso mencionar que o consumo de cacau melhora tal aspecto, inviabilizando tais disfunções e diminuindo o risco de isquemia. Ademais, a função plaquetária também é favorecida. Portanto, associando os benefícios em ambas as questões, há uma redução no risco de coagulação sanguínea, auxiliando na prevenção de mortes vinculadas a doenças coronarianas e aos acidentes vasculares cerebrais.

A atuação do cacau no sistema neurológico também merece destaque, principalmente no que diz respeito à sensação de bem-estar provocada após a sua ingestão. Isso pode ser explicado devido à modulação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer, e de opioides, substâncias que atuam no âmbito da dor.

Qual a associação do consumo de cacau com o perfil lipídico?

Mencionamos, enfim, que já são realizados estudos que identificam a atuação do cacau no controle lipídico do indivíduo. Algumas pesquisas já detectaram uma simbólica queda nas taxas de LDL (mau colesterol) e aumento nas de HDL (bom colesterol).

As principais substâncias que compõem o cacau são os ácidos oleico (35%) e esteárico (35%). Embora o segundo seja saturado, ele não está associado ao aumento do colesterol, uma vez que parte dele é convertido em ácido oleico, que reduz o colesterol. Contudo, é preciso ficara atento com a terceira substância que prevalece na composição do cacau: o ácido palmítico, que também é uma gordura saturada.

De fato, são necessários estudos mais aprofundados nesse quesito, a fim de considerar melhor o tempo de ingestão do alimento e quantidade administrada. Porém, reforçamos que diabético pode comer chocolate, não havendo necessidade de abolir por completo do cardápio, apenas modular a quantidade e fazer uma sábia escolha do tipo. É possível, ainda, melhorar o humor e beneficiar funções sistêmicas importantes, desde que o consumo seja feito de forma responsável.

Embora comer chocolate não seja uma prática cessada após diagnóstico de diabetes, é preciso maior atenção com as questões alimentares. Saiba agora mesmo como é possível mudar os hábitos nesse âmbito!

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