Provavelmente, a casa ou apartamento onde você mora foi projetado para o dia a dia de pessoas sem qualquer limitação física. Mas, de repente, você ou algum familiar sofre um acidente ou atinge certa idade e passa a ter a mobilidade reduzida, o que irá trazer a necessidade de alguns ajustes na residência. Mas quais seriam essas adaptações?

Para responder a essa pergunta, contamos com a ajuda da arquiteta com especialidade em ergonomia Poliane Latta. Ela conta que, ao longo dos anos, a configuração das plantas baixas das residências foi sendo reduzida por diversos motivos. O problema é que essa redução não levou em consideração as necessidades da população idosa, e tampouco é acessível para quem tem mobilidade reduzida.


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"Para uma pessoa que faz uso de cadeira de rodas, por exemplo, é necessário espaço suficiente para ela fazer um giro de manobra com essa cadeira", esclarece Poliane. "As portas também precisam ser largas para que as cadeiras possam passar com certa facilidade". A arquiteta também chama a atenção para a existência de degraus ou desníveis entre os ambientes. "É importante ter uma rampa com certo grau de inclinação, por onde o cadeirante possa subir sem grandes dificuldades".

Esses são apenas alguns exemplos do que as pessoas com mobilidade reduzida encontram em apartamentos padrão, o que faz com que essas pessoas precisem da ajuda de terceiros para se locomover de um cômodo para o outro, causando, em muitos casos, certo constrangimento. "Um dos conceitos importantes da acessibilidade é justamente dar autonomia máxima às pessoas de ir e vir sem precisar pedir ajuda", explica.

E quanto custa adaptar uma casa para receber alguém com mobilidade reduzida? "É muito difícil precificar quanto seria para adaptar uma residência, pois isso implicaria uma série de investigações e análises de cada residência e quais as adaptações de fato são necessárias para a pessoa em questão. Se é um idoso, se é cadeirante, se tem alguma deficiência parcial ou total da visão entre outras particularidades e patologias e que precisam ser avaliadas. Até para elaborar um projeto de acessibilidade mais e adequado ao cliente", justifica.

Mobilidade reduzida: adaptações em cada cômodo

De acordo com Poliane, em todos os cômodos da casa, quando se pensa em acessibilidade, é importante estar atento a quais os riscos iminentes e quais necessidades básicas estão em questão. Por exemplo, o piso que precisa ser antiderrapante, principalmente nas áreas molhadas, como banheiro e cozinha.

Barras de apoio precisam estar posicionadas em lugares estratégicos e os mobiliários devem ser mais adequados, confortáveis e ergonômicos.

"É primordial o uso de iluminação e ventilação natural em todos os ambientes. Outra dica super simples é ter plantas". Segundo Poliane, as plantas ajudam na climatização dos ambientes, na renovação do ar e melhoram a qualidade visual do ambiente, tornando-o mais aconchegante e acolhedor.

Na sala

"Se o idoso faz uso de cadeira de rodas, os ambientes precisam ter poucos móveis, principalmente por conta de espaço que a cadeira precisa ter de giro em uma manobra". Na sala, por exemplo, Poliane indica evitar o uso de mobílias pequenas, que podem atravancar ou dificultar o acesso de um lado para o outro. E se nessa sala tiver uma mesa de jantar, uma opção é reduzir o número de cadeiras ao redor. "Até para facilitar o acesso da cadeira de rodas, pois ela demanda um maior espaço. Verifique também a altura dessa mesa, se ela não está muito alta ou muito baixa".

Nos quartos

Se a cama não tiver um mecanismo de ajuste de altura, ela precisa ser ao menos do mesmo nível do acento da cadeira de rodas, o que facilitará a transição de um meio para o outro. Mas se o paciente não fizer uso de cadeira de rodas, a altura da cama não pode ser muito baixa. "Idosos têm muita dificuldade de levantar desses mobiliários muito baixos, como cadeira e sofá".

Nos corredores

Essa parte da residência precisa ter uma largura mínima de 90 cm livres para a passagem de cadeira de rodas. "Um dos lados do corredor, pelo menos, precisa ter uma barra de apoio de ponta a ponta".

Na cozinha

No caso de uma adaptação para cadeirantes, a altura das bancadas precisa ser condizente com a altura da pessoa sentada, de modo que ela consiga confortavelmente acessar e manipular os alimentos. Em algum trecho dessa bancada, o ideal é que não tenha armários embaixo, justamente para que a cadeira encaixe, facilitando o acesso a essa bancada.

No banheiro

"No banheiro, tem muitos detalhes a serem observados, frisando a dica de que o piso precisa ser antiderrapante", relembra Poliane. "O espaço interno tem que ser suficiente para fazer o giro de manobra com a cadeira de rodas". Ela acrescenta que existe uma altura recomendada para o uso da bacia sanitária por idosos e cadeirantes que é muito fácil de ser encontrada nos mercados.

mobilidade reduzida

"No caso dos lavatórios, além dessa atenção em relação à altura, não é indicado ter armário embaixo, com a mesma concepção de ter que encaixar a cadeira por debaixo e a pessoa conseguir lavar as mãos sem fazer muito esforço com o tronco".

No chuveiro, Poliana indica a instalação de um banco, que pode ser fixado na parede. De grande utilidade, essa peça ajudará a pessoa a se banhar com mais facilidade. Sem esquecer das barras de apoio em torno do banheiro, sempre em lugares estratégicos.

E por último, a dica é ter um botão de alarme para o caso de emergências.

"Todas essas dicas são com o objetivo claro de que acessibilidade é dar o máximo de autonomia a esse paciente, pois com autonomia você diminui o constrangimento do idoso ou do cadeirante precisar pedir ajuda", conclui a arquiteta.

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