Você costuma baixar arquivos que recebe em e-mails? Usa as mesmas senhas para todas as redes sociais? Deixa de sair das suas contas quando desliga o computador? Se respondeu afirmativamente a alguma dessas perguntas, está na hora de repensar os hábitos de segurança na internet.

Seu computador, tablet e celular podem estar expostos a armadilhas que vão desde o roubo de senhas até o ataque de vírus. Como resolvê-las exige tempo e, muitas vezes, dinheiro, o mais simples é adotar algumas atitudes que ajudem a mitigar riscos.

Conheça, a seguir, 7 comportamentos para ter mais segurança na internet.

1. Use senhas fortes

A senha é uma forma de proteger a privacidade em redes sociais e sites de compra. A recomendação é escolher um conjunto de números, letras e caracteres especiais – como ponto de exclamação ou asterisco –, que seja fácil de memorizar, mas não óbvio demais. Ou seja, sequência numérica (123456) ou do teclado (qwerty) devem ficar fora dessa lista.

Recordar todas é a melhor forma de fugir de cibercrimes, os crimes virtuais. Mas, dependendo do volume de contas em redes sociais e e-mails, pode ser também um trabalho hercúleo memorizar todas elas. Se esse for seu caso, invista em aplicativos que criam e gerenciam essas informações, como o Last Pass, que está disponível nas versões gratuita e premium.

Alguns especialistas recomendam ainda trocá-las a cada três meses. E há quem defenda a adoção de senhas as mais longas, com pelo menos mais de seis caracteres, independentemente do serviço utilizado.

2. Saia de suas contas pessoais

Tenha em mente que, se você não sair do Facebook ou do e-mail, seu login e sua senha ficarão armazenados no navegador. Quem usar o computador na sequência terá acesso a suas informações pessoais e de navegação.

Não basta fechar a janela ou o aplicativo, porque você ainda estará conectado aos sites e às redes sociais. É preciso encontrar o botão sair – que pode aparecer também como logout e logoff – e ter certeza de que será necessário digitar novamente login e senha para entrar.


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3. Desconfie de e-mails recebidos

“Promoção imperdível: eletrodomésticos por R$ 50.” Se você se deparar com e-mails que anunciam ofertas de outro mundo, a probabilidade de que estejam infectados por vírus é altíssima. Nesses casos, não abra, nem clique em links. “Desconfie principalmente de mensagens de instituições bancárias”, recomenda Pedro Paulo Almeida, sócio-diretor da WaveWeb Soluções Digitais.

Outra orientação é ter sempre um pé atrás com arquivos que precisam ser baixados. A criatividade dos cibercriminosos para conseguir seus dados e infectar seus arquivos é infinita. Quem não recebeu mensagens com um suposto cheque sem fundos que vai a protesto ou um comprovante de pagamento de uma loja desconhecida? Duvide também dos e-mails enviados por amigos – eles mesmos podem ter sido vítimas e, em alguns casos, o sistema envia o vírus ou malware para os contatos deles.

4. Tenha cuidado com redes de Wi-Fi

Pode ser tentador usar redes públicas de Wi-Fi, que não precisam de senha. O problema é que o aparelho fica vulnerável ao ataque de hackers – e sua segurança na internet vai por água abaixo. No limite, você pode ter senhas, perfil pessoal e dados bancários roubados.

5. Realize compras com atenção

“Sempre compre em sites com cadeado verde ao lado da barra de endereço”, aconselha Fernando Azevedo, sócio da empresa de marketing digital Silicon Minds e coautor do Livro Segredos de Cyber Security, que tem previsão de lançamento para este ano no Brasil. O símbolo garante a identidade da página e significa que os dados enviados, como número do cartão de crédito, estão seguros e não podem ser interceptados.

O especialista recomenda ainda fazer uma busca sobre a reputação da loja na internet. Sites como Reclame Aqui , Proteste e Procon-SP reúnem queixas dos consumidores e informações sobre os e-commerces.

6. Escolha com cautela as informações que divulga

Fique atento ao divulgar dados nas redes sociais, como horários, trajetos, locais que frequenta e endereços. Essas informações podem facilitar roubos e sequestros.

"Evite postar fotos de crianças e adolescentes, principalmente em trajes de banho ou pijamas”, recomenda Almeida, lembrando que, uma vez compartilhada na internet, a imagem pode se tornar pública. “Tenha sempre em mente que quanto maior sua privacidade, maior a sua segurança e a de sua família."

7.Evite se cadastrar com redes sociais

Certamente, você já se deparou com sites que permitem fazer login com sua conta de redes sociais. À primeira vista, pode parecer prático e útil, já que não será preciso preencher formulário e memorizar nova senha. Mas essa autorização permite que a plataforma acesse suas fotos e informações pessoais – que podem até ser vendidas.

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