Como é do conhecimento dos amantes da botânica, algumas plantas costumam morrer logo após a floração. Outras continuam a florescer, mas os pontos onde as flores brotaram se tornam vegetativos.

De acordo com um grupo de cientistas da Universidade de Leiden, nos Países Baixos, isso acontece devido à ação de um gene chamado AHL15, que permite que, em vez de morrer, as plantas cresçam anualmente após a floração.

Um dos responsáveis pelo estudo, Omid Karami conseguiu demonstrar, durante sua pesquisa de doutorado, como funciona o AHL15, utilizando uma planta da espécie Arabidopsis. Karami superexpressou o gene para torná-lo mais ativo que o normal. O resultado foi que as plantas continuaram a crescer, mesmo após a floração, e puderam florescer várias vezes.


Ter a saúde em dia pode virar desconto no seguro de vida!  Clique aqui para conhecer a WinSocial e veja como proteger sua família. 


Em um segundo momento, os pesquisadores interromperam a ação do gene. E experimento então mostrou que as plantas passaram a ter uma vida útil mais curta que o normal. Dessa forma, os pesquisadores concluiram que o gene AHL15, agora rebatizado como "Rejuvenator", é responsável por regular a longevidade das plantas.

"A descoberta do gene contribui para o conhecimento fundamental sobre a história e o envelhecimento da vida das plantas", garante Karami. Para ele, o Rejuvenator pode responder por que algumas espécies se tornaram anuais e outras se tornaram perenes.

O pesquisador também observa que utilizar a técnica em uma safra permitiria que as plantas continuassem a crescer após a colheita, aumentando o rendimento por planta. Isso reduziria o número de vezes que o agricultor precisaria arar o solo, diminuindo os estragos que a técnica costuma causar nas lavouras.

Compartilhe com seus amigos

Receba os conteúdos do Instituto de Longevidade em seu e-mail. Inscreva-se: