Tanto ouvimos que depois da menopausa a mucosa da vagina vai ficando sequinha e fininha, que a profecia se concretiza. Pois é, o nosso corpo tem dessas proezas. O que martelaram em nossa mente por décadas a fio que vai acontecer, o corpo faz acontecer!

Não quero negar com isso a importância dos hormônios, que ajudam a nos lubrificar quando nos sentimos sexualmente estimuladas, muito pelo contrário, só quero levantar uma ideia muito mais complexa sobre a nossa sexualidade e os múltiplos fatores que nos levam a fazer do encontro sexual prazeroso uma experiência dos deuses.

Agora temos o conhecimento vasto, cientificamente estudado, registrado e compartilhado entre especialistas e, mais ainda, autenticado por homens e mulheres que - ao redor do mundo - continuam a levar uma vida sexual deliciosa, mesmo depois dos 60, 70, 80 anos de idade e, pasmem, mais além. Mas para isso precisamos rever conceitos e reformular o que pensamos e sentimos em relação a nossa vida sexual desde agora.


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Quando as mulheres não tinham direito ao prazer – e isso não faz muito tempo – o ingresso na menopausa era o suficiente para que, aliviadas, declarassem: - “Agora chega. Não sinto mais vontade”. Para aquelas cuja vida sexual jamais foi lá dessas coisas, estarem liberadas das obrigações maritais se casava diretamente com uma mucosa vaginal ressequida e cada vez mais fina, que poderia – e pode mesmo – sangrar à menor tentativa de penetração e, pasmem, até mesmo com um forte espirro. Ao espirrar, a pessoa utiliza a musculatura do baixo ventre!

Com certeza, se já padece da falta de hormônios – que já proveem uma lubrificação natural – e, se ela não gosta de fazer sexo e se tem medo de ser machucada ao tentar fazê-lo, a tendência é a de se retrair e ‘perder’ a vontade. Ela passa a sentir medo de fazer sexo.

Quer dizer que as mulheres que sentem medo ficam mais secas? Sim, é isso mesmo. Pode acontecer com uma mulher madura e também, com uma mulher mais jovem. Ocorre com a mais jovem que, mesmo sendo forçada a fazer sexo ou ela própria se forçando, sua genitália ao ser tocada, mesmo à revelia, responda com alguma lubrificação. Assim como os jovens rapazes têm uma ereção pronta e firme ao menor estímulo visual e físico, também as moças se ‘preparam’ para o sexo ficando o que chamamos de ‘molhadas’.

São respostas que independem da vontade de um e de outro, porém assim como o homem pode ficar perturbado quando sente vergonha e medo, com isso não conseguindo obter uma ereção, a mulher fica igualmente perturbada e o seu corpo se nega ao sexo: a mucosa vaginal resseca. Não só ao sul do Equador, isso acontece. Quando estamos ansiosos a boca também não fica ressequida a ponto de precisarmos de um copo d’água para voltar a salivar? A ansiedade faz isso com a gente. Imagina o que o medo e o desgosto não fazem!

Ocorre que, quando não se gosta de uma pessoa e, quando não há confiança, o corpo fala mais alto e se recusa a colaborar, porque o gosto de fazer sexo está diretamente atrelado ao gosto que se tem pela pessoa e ao prazer que, só de imaginar, já começamos a sentir e, que vai nos preparando, emocional e fisicamente para estarmos junto a ela.

Digamos que não se trata de um encontro, que a mulher queira simplesmente se masturbar, aqui também entra o precioso componente afetivo: de estarmos à vontade para nos tocarmos, para nos concedermos sensações de prazer e de descobertas. Para isso, a imaginação pode colaborar e muito! Há quem se masturbe visando tão somente ao prazer físico. E há quem o faça com devaneios românticos e ou também eróticos. Há quem se anime com fotos de corpos nus, lendo um livro picante ou assistindo a um filme pornográfico. Há quem crie fantasias divertidas e quem se masturbe relembrando momentos bons e felizes vividos a dois, a três ou mais.

De qualquer modo, a fantasia também se compõe com o corpo e juntos podem propiciar à mulher muitos momentos prazerosos consigo própria, chegando ao orgasmo ou não. Estando à vontade, é ela que decide até onde deseja prosseguir. Pode ser que aprecie usar brinquedos eróticos. Ou falando ao telefone. Ou ainda espiando pelas frestas de sua janela algum casal que esteja se divertindo num momento íntimo e inspirador.

O orgasmo, uma boa parte das mulheres já o experimentou, mesmo sem querer. Não raramente, nos bailinhos da juventude, as meninas entravam em êxtase só de dançar de rosto colado com seus namorados e noivos. Beijos no pescoço, arrepios, sensação de que elas perdiam o chão e dava um ‘tuim’ na cabeça, o mundo girava e as pernas bambeavam, então, isso eram os orgasmos que prenunciavam o que viria depois.

Muitos jovens de sessenta, setenta anos atrás, se assustavam e paravam, pelo medo de não mais conseguirem se conter e perderem a cabeça. Uma grande parte chegou a desmanchar o namoro, só de medo de aonde tudo aquilo ia parar! Mas eram tempos em que a menina acreditava que beijo de língua engravidava ou que sentar num banco quente depois que um homem lá havia estado, engravidava também! Uma boa parte das mocinhas que acabaram por desmanchar o namoro, infelizmente, casou-se com homens a quem não amavam e muito menos desejavam. Estamos falando de um tempo em que ter prazer era perigoso. E a sua vida sexual foi bem menos do que feliz.

Se a vida sexual não foi boa até agora, será que aos sessenta, setenta, ainda dá tempo? Com certeza! Se a mulher tiver a sorte de encontrar alguém com quem se afine, o caso vai pegar fogo. Muitas afirmam que só se tornaram mulher depois dos sessenta! Olhinhos brilhando, sorriso maroto, até as faces ficam mais coradas e a mulher volta a se sentir mais viva. Mais leve e mais bonita, o que não é pouco.

Os médicos indicam que as mulheres mais velhas se masturbem com alguma regularidade. Faz bem para a autoestima, faz bem para o humor e para a saúde e, também, fortalece o assoalho pélvico, o que pode evitar que muitas delas façam cirurgia para levantar a bexiga. Há exercícios tonificantes e exercícios estimulantes. Pelo sim, pelo não, desfrutar de prazer só faz bem e torna a vida mais animada. Alguém é contra?

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