Depois do divórcio, dar a volta por cima e encarar um novo relacionamento não é tarefa fácil. Quando a situação envolve filhos pequenos, a separação pode ser ainda mais dolorosa. Com o fim dos relacionamentos, não só os pais como também os filhos passam por uma crise. Por isso, é normal que eles ainda alimentem uma esperança de ver os pais juntos novamente.

 No entanto, o sonho cai por terra quando os pais decidem começar um novo relacionamento. Afinal, nem sempre as crianças estão preparadas para lidar com a presença de um novo integrante na família. Dessa forma, é extremamente importante deixar claro para os pequenos que eles não são os responsáveis pela separação e muito menos por uma reconciliação do casal.


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Por outro lado, quando os filhos já são adolescentes ou adultos, eles já entendem melhor a situação. Porém, ainda assim é preciso tomar certos cuidados para manter o bom convívio entre todos os membros da família.

Sendo assim, o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon conversou com a psicanalista Mônica Barg para saber quando é o momento ideal para apresentar o novo amor para a família e como essa abordagem deve ser feita. Confira as dicas abaixo.

Dicas para falar sobre o novo relacionamento para a família 

O tempo de namoro 

O seu relacionamento acabou faz quanto tempo? Esse tempo foi capaz de fazer com que sua família superasse o término por completo (ou quase)? Essas questões são essenciais para decidir a hora certa que esse encontro deve acontecer. Se o seu filho ainda apresenta comportamentos agressivos, sofre com problemas para dormir e chora muito, talvez seja necessário esperar mais um pouquinho.

Mônica também aconselha a não tomar atitudes pressionado(a) pelo(a) parceiro(a), ou seja, não se sentir coagido pela frase  “Quero muito conhecer os seus filhos”. Aja com calma e pense muito antes de tomar qualquer decisão.

O primeiro encontro

Não existe ocasião padrão para apresentar o novo relacionamento à família.  O encontro ideal é uma percepção muito particular e depende do que a família está habituada a fazer. Porém, em geral, um lugar divertido e leve, como um parque, praia ou um restaurante pode ser ideal para esse momento.  “O importante é não exagerar no tempo do encontro e manter a descontração”, afirma a psicanalista.

A idade dos filhos 

É inegável que o comportamento diante de um comunicado sobre um novo relacionamento varia conforme a idade. Os filhos pequenos são mais difíceis de aceitar uma nova pessoa na vida dos pais, pois, geralmente, eles enxergam somente a possibilidade de uma família feliz com os pais casados. Já na adolescência, os filhos compreendem melhor a necessidade do divórcio.


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No entanto, é importante ressaltar que os motivos da separação também estão mais claros nessa fase da vida. Portanto, é possível que os filhos adolescentes “tomem partido” para um dos lados. Além disso, essa situação pode desencadear um ciúme exagerado.

Já no caso de filhos adultos, embora seja mais raro, a resistência ao novo parceiro também pode ser um grande problema. Porém, nessa fase da vida, os motivos dessa insegurança podem ser bem diferentes da infância.

Além dos ciúmes, pode haver alguma questão econômica por trás da resistência em aceitar o novo parceiro do pai ou da mãe. Mônica alerta que pode ocorrer também um questionamento sobre o patrimônio e sobre os direitos desse novo integrante da família.  “Uma conversa franca com a família e o estabelecimento de limites de privacidade são essenciais para manter a harmonia da casa”, aconselha.

O ex-cônjuge 

Considere a possibilidade de falar com o seu ex-marido ou sua ex-esposa antes de fazer a apresentação, principalmente se o(a) novo(a) parceiro(a) for conviver com os filhos. É importante ressaltar que não se trata de dar satisfação da sua vida, mas sim de preservar o respeito entre vocês dois.

Quando a família não gosta do(a) novo(a) parceiro(a)

É essencial avaliar o motivo da família ter rejeitado o(a) novo(a) namorado(a). Será que a reação negativa foi causada pelo comportamento do parceiro ou somente pelo novo relacionamento ser um fato inusitado?  “Refletir sobre essas duas questões são fundamentais”, lembra a psicanalista. Se o problema for realmente o perfil da pessoa, cabe uma conversa para alinhar o comportamento esperado pela família. Caso não seja, é importante ter uma nova conversa com a família, deixando claro que essa nova relação é uma forma de ser feliz novamente e que o(a) namorado(a) nunca será um substituto do pai ou da mãe.

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