Bastam alguns pelos a menos nas sobrancelhas para que toda a expressão facial mude. Isso porque são elas que dão profundidade ao olhar e compõem o rosto. Com o envelhecimento, é normal que o ciclo de nascimento de novos fios diminua, causando prejuízos à autoestima de muitas mulheres. Por isso, a micropigmentação de sobrancelhas está conquistando tantos fãs já que é uma opção de preenchimento mais natural e prática.


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Apesar do sucesso, é importante ressaltar que a técnica não é recomendada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e exige muitos cuidados. Sendo assim, o Portal do Instituto de Longevidade conversou com a dermatologista e especialista em envelhecimento da pele Marcelle Nogueira para saber como o procedimento é realizado e esclarecer quais são os seus ricos à saúde.

Como a micropigmentação de sobrancelhas é realizada 

Feito com um aparelho chamado dermógrafo, o procedimento consiste na aplicação de um pigmento à base de glicerina nas sobrancelhas. No início, é normal que área fique mais escura. Mas, poucos dias após a sessão, a cor é amenizada com a descamação da derme. É importante lembrar também que a micropigmentação de sobrancelhas não é definitiva e por isso precisa de retoques para corrigir eventuais falhas.

Henna x micropigmentação 

Na henna, a tinta é aplicada na superfície da pele com um pincel, ou seja, não ultrapassa nenhuma camada mais profunda. Sua duração é de aproximadamente 15 dias e a técnica é indolor. Já na micropigmentação de sobrancelhas, o pigmento é aplicado com o auxílio de um aparelho que faz pequenas perfurações na pele. Apesar de ser um pouco doloroso, o procedimento possui uma durabilidade maior, de cerca de 2 anos.

Contraindicações 

Geralmente, o procedimento é feito em pessoas que possuem falhas nas sobrancelhas ou que não apresentam pelos na região. No entanto, a dermatologista da SBD Marcelle Nogueira afirma que o mais indicado é optar por um tratamento que estimule o crescimento dos fios em vez da micropigmentação. 

“Isso porque o procedimento pode provocar uma série de problemas, como alergias à tinta, inflamações, feridas e até mesmo infecções virais como a hepatite C”, explica a especialista.  

Marcelle ainda lembra que nem todas as pessoas podem realizar o procedimento. Seguem abaixo alguns exemplos em que a micropigmentação de sobrancelhas não deve ser realizada:

  • Em pacientes com as chamadas colagenoses, como lúpus, esclerodermia, dermatomiosite e artrite reumatoide;
  • Em pacientes com doenças dermatológicas que apresentem o chamado “fenômeno de koebner” (um trauma em região de pele sã que provoca o surgimento de novas lesões do mesmo tipo em outras partes do corpo), como o vitiligo e a psoríase;
  • Em pacientes com tendência a desenvolver queloides;
  • Em pacientes com inflamações ou infecções nas sobrancelhas;
  • Em pacientes alérgicos a qualquer tipo de pigmento.

Cuidados necessários antes e após a técnica 

A médica também lista alguns cuidados que precisam ser adotados por quem decide passar pelo procedimento. "Antes da micropigmentação, é imprescindível que a pele esteja bem hidratada e sem nenhuma ferida", pontua Marcelle, e continua: "Após o procedimento, é necessário ter alguns cuidados durante o processo de cicatrização, como evitar sol, não arrancar a casquinha e usar produtos específicos receitados pelo dermatologista".


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Cabe ainda, de acordo com a especialista, verificar se o profissional tem experiência suficiente e se o estabelecimento utiliza material descartável ou esterilizado. Acima de tudo, antes de gastar dinheiro com esse método, é importante conversar com um dermatologista para saber da existência de alternativas mais seguras para cada caso.

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