O isolamento social tem sido, para muitos, um período para repensar atitudes e buscar formas de melhorar o dia a dia. Se esse é seu caso, saiba que há diversas maneiras de aumentar seu bem-estar e, por que não, sua longevidade. 

Confira 10 hábitos que podem mudar sua vida para melhor 

1. Evite produtos ultraprocessados 

Salgadinhos, biscoitos recheados e refrigerantes podem ter gosto bom e serem práticos para consumo no dia a dia. Mas preste atenção aos componentes. “Eles recebem aditivos como sal, açúcar, óleos, gorduras e proteínas do leite, além de outras substâncias produzidas de forma artificial, em laboratório, com acréscimo de derivados de petróleo e carvão, por exemplo”, avisa a endocrinologista Ana Claudia Pinto, diretora de produtos e soluções digitais da Sharecare Médica. 

O resultado dessa mistura é que o prazo de validade se estende e a aparência dos produtos parece apetitosa. “No entanto, esses aditivos também prejudicam a composição nutricional”, diz a médica, acrescentando que o processamento pode aumentar as calorias do alimento sem trazer benefícios nutricionais adicionais. “Um dos benefícios imediatos pode ser a ajuda no controle do excesso de peso.” 

2. Reduza o consumo de açúcar 

Ok, você já sabe que açúcar em excesso provoca aumento de peso. Sabe o que mais? Favorece o aparecimento de doenças como síndrome metabólica, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, problemas cardiovasculares, infiltração gordurosa do fígado e cáries. “Esse açúcar ‘extra’ [de adição ou do açucareiro] deve ser evitado no dia a dia, deixando para ser consumido apenas em situações especiais, e mesmo assim para quem não tem nenhuma doença que contraindique o seu uso”, observa a endocrinologista. 

3. Invista em exercícios físicos 

Não é novidade que as atividades com o corpo melhoram a disposição física e mental. Por isso, no dia a dia, procure combinar um mix de exercícios aeróbios, resistidos, de flexibilidade e de relaxamento, sugere a médica. A frequência, a duração e a intensidade precisam estar adequadas à idade e devem levar em conta a presença de doenças como hipertensão, diabetes e limitações osteomioarticulares [como osteoporose e síndromes miofasciais], além do objetivo de cada pessoa. Profissionais de educação física podem ajudar a definir o que é melhor em cada caso. 


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“Atividade física não programada, como envolvimento em atividades comunitárias, em casa ou no lazer, podem ser boas formas de se manter ativo sem correr riscos com atividades extremas”, esclarece. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda 150 minutos de atividade física leve ou moderada (cerca de 20 minutos por dia) ou, pelo menos, 75 minutos de atividade física de maior intensidade (ao redor de 10 minutos) semanalmente. 

4. Faça amigos e fortaleça amizades 

“Amigos são fundamentais em todas as fases da vida, e sua importância vai aumentando conforme envelhecemos”, diz o psicólogo Roberto Debski. Elas funcionam como suporte em momentos de dificuldade e colaboram para manter “a saúde física e mental e nos ajudam a caminhar pela vida”. 

“A amizade verdadeira e sincera é uma benção na vida das pessoas, traz possibilidade de crescimento, vinculação, rede de apoio, troca, aprendizado, e é fundamental desde a infância até a velhice, crescendo em importância em cada fase de nossas vidas”, afirma. 

A dica, segundo ele, é ter abertura e flexibilidade para conhecer pessoas, que podem se tornar novos amigos, mantendo a possibilidade de ampliação do círculo de novas amizades. “Vale a pena conhecer e dar oportunidades, sabendo, com o tempo, filtrar e reconhecer em quais dessas amizades merecem nosso tempo e o afeto.” 

5. Aprenda coisas novas 

O cérebro tem menos de 2 quilos e não chega a 3% do peso total do corpo, mas recebe cerca de 25% de nossa circulação arterial e tem um metabolismo energético altíssimo, segundo o psicólogo. O órgão é responsável por diversas funções e pela integração de sistemas no corpo. Ou seja, “um cérebro saudável é essencial para a saúde geral do indivíduo”. 

Dito isto, “é essencial para a manutenção da vitalidade e juventude do cérebro e para a flexibilidade e expansão da mente estimulá-lo continuamente, pois atividades, novidades e desafios são alimentos para o cérebro e a mente”, explica Debski. 

Vale fazer atividades diferentes no dia a dia ou executá-las de maneira diferente. Como? Ir para os locais habituais ou voltar para casa por caminhos diferentes, mudar a mão com que escova os dentes, o cabelo ou segura o garfo, conhecer pessoas novas e suas histórias de vida, se interessar por assuntos novos ou aprender novos idiomas. “Deve-se investir em aprender assuntos que sejam prazerosos, pois o aprendizado está intrinsecamente ligado às emoções.” 

6. Construa uma vida financeira saudável 

Uma das cinco áreas de destaque do Gallup Sharecare Well-Being Index, o maior conjunto de dados do mundo sobre bem-estar, é a financeira. Gerenciar a vida econômica para reduzir o estresse e aumentar a segurança e a estabilidade podem tornar seu dia a dia e seu futuro melhores. 

Começar pode ser maçante, mas é simples: basta fazer uma lista com seus gastos e seus rendimentos, uma planilha do que entra e o que sai de dinheiro mensalmente. “O momento pede para que se mantenha aquilo que realmente é essencial para a nossa sobrevivência com total autorresponsabilidade”, avalia a especialista em gestão financeira e analista comportamental Odineia Silva. 

A partir desse reconhecimento, ensina ela, corte, substitua ou reduza tudo aquilo que não é essencial. “Em seguida, estabeleça teto de gastos por categoria: água, luz, alimentação, higiene e limpeza, medicamentos etc.” 

Mas não pense em fazer isso só. “O primeiro e mais importante passo é reunir todos para uma conversa agradável e transparente. Ouvir as sugestões de cada um e o que cada um pode contribuir é mais do que nunca fundamental nesse momento, mostrando sempre a real situação financeira. Quanto mais o ‘time chamado família’ estiver comprometido, mais os resultados virão.” 

7. Comece a meditar 

“Ao menos, um minuto por dia, a prática da meditação e do silêncio interior tem a capacidade para nos manter centrados, alinhados com nossos propósitos na vida”, avalia Elainne Ourives, treinadora e reprogramadora mental. Não sabe por onde começar? Existem aplicativos gratuitos e vídeos no YouTube que podem ser o pontapé para entender um pouco mais sobre a prática e incluí-la no dia a dia.  

8. Desenvolva a espiritualidade 

“A espiritualidade rege todos os fundamentos da existência humana. E isso tem a ver com a fé, com os princípios da cocriação da realidade”, afirma Elainne. Alguns especialistas defendem, inclusive, que a inteligência espiritual é, ao lado da intelectual e da emocional, a terceira grande inteligência dos seres humanos, sendo capaz de criar conexões de sentido e significado entre as coisas.  

Quer começar? Dois bons caminhos são praticar a gratidão – reconhecer e agradecer pela vida e pelos caminhos que trouxeram você até esse momento – e autoconhecimento, seja por meio de terapias, seja por estudos e leituras. 

9. Encontre um propósito 

“O desespero é o sofrimento sem sentido”, costumava falar o psiquiatra vienense Viktor Frankl [1905-1997], fundador da logoterapia e análise existencial.  Segundo ele, enquanto o indivíduo não for capaz de descobrir nenhum propósito em sua dor, estará propenso ao desespero. 

Frankl usou sua experiência pessoal para escrever “Em Busca de Sentido: Um Psicólogo no Campo de Concentração”. Ele, que foi prisioneiro na Alemanha nazista, perdeu a esposa grávida, os pais e o irmão na Segunda Guerra Mundial (1939-45). E diz que, ao ter claro o “porquê”, é possível enfrentar todos os “comos”. 

“Existem alguns sinais para você identificar seu propósito de vida ou como algumas linhas de pensamento denominam sua programação existencial. Normalmente, se relacionam com os seus traços de força e de habilidades, naquilo que tem mais predisposição e vontade de executar”, diz Elainne. 

10. Envolva-se com voluntariado 

Pode acreditar: o trabalho voluntário tem impacto positivo sobre a felicidade, a satisfação com a vida, a sensação de controle sobre a vida, a autoestima, a saúde física e a depressão. É o que revela uma pesquisa da Universidade Vanderbilt, nos EUA. “Os resultados mostram que o trabalho voluntário realmente melhora todos os seis aspectos do bem-estar e, inversamente, as pessoas que têm mais bem-estar investem mais horas no serviço voluntário”, resumem os cientistas. 

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