Campo ou praia? Cidade ou montanha? Quando o assunto é viajar com os netos, o destino importa, assim como o planejamento dos dias juntos. Esses e outros fatores são o que fazem a diferença entre uma experiência inesquecível ou um estrondoso desastre.


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Para colaborar na preparação – e tornar o passeio um marco na vida de avós e netos –, o portal do Instituto de Longevidade entrevistou a jornalista e sócia do blog Mari pelo Mundo, Andrea Farneda; a diretora da agência Mesclatur, coautora do livro “Uma Viagem para Empreender” e policial aposentada, Elma Soares; e a fisioterapeuta especializada em gerontologia, cuidados paliativos e oncologia, Carla Gutschov.

Confira, a seguir, as dicas para viajar com os netos

1. Planeje antes de sair

“Viagem em família é muito bom. Mas agradar todos os gostos, levando em consideração as diferentes idades, pode ser um desafio”, assinala Andrea. Por isso, planejamento é essencial. “E, mesmo assim, muitas vezes as coisas não saem exatamente perfeitas.”

2. Respeite limites

A escolha do destino, segundo Andrea, é o primeiro grande desafio nesse planejamento. Se vai ser praia ou montanha, vai depender do gosto dos viajantes. Mas a jornalista diz que é preciso ter em mente que “crianças querem correr, brincar e pular e têm energia de sobra o dia inteiro”, e os mais velhos começam a apresentar algumas limitações físicas. O ideal é escolher um lugar onde as crianças possam se divertir e os avós possam descansar quando quiserem.

3. Conheça os interesses

“Pergunte a todos os envolvidos o que eles querem fazer na viagem e tenha certeza de incluir no seu planejamento ao menos um pedido de cada um deles”, orienta Andrea. Com base nas respostas, acrescente atividades ao roteiro, alternando as preferências de crianças e adultos. 

4. Opte por um local conhecido

Se estiver na dúvida do local, uma opção são roteiros que remetam à infância dos avós, sugere Andrea. Valem a cidade natal, o município onde passava férias ou mesmo um novo destino, que ofereça atividades que lembrem a infância de décadas atrás. “Isso cria um vínculo grande entre as gerações. E a viagem ganha emoção e história”, destaca a especialista. Ela completa: “As memórias construídas numa viagem em família dessa forma ficam presentes para a vida toda das crianças, e traz mais alegria e entusiasmo aos avós”.

5. Prefira locais próximos

Uma viagem longa, de carro ou de avião, pode trazer mais imprevistos que um destino mais próximo de casa – e administrar isso é sempre mais complicado. “Ninguém quer que aconteça nada, mas também ninguém está livre de pegar uma gripe, ficar indisposto ou mesmo sofrer um acidente”, considera Andrea. Para um primeiro passeio juntos, recomenda-se optar por uma viagem mais curta.

6. Invista em boa hospedagem

A acomodação também é importante. “O primeiro item a ser observado deve ser a acessibilidade dos ambientes, observar se a estada dispõe de escadas com corrimão, banheiros amplos e equipe treinada para atender às demandas”, afirma Carla. Andrea acrescenta que “pousadas ou casas de aluguel com muitas escadas podem ser mais perigosas, tanto para os pequenininhos como para seus avós”.

7. Compre seguro viagem 

É possível que ele não seja usado, mas é melhor sair do país com um seguro viagem para toda a família. Andrea recomenda o serviço também para passeios internos, quando os viajantes não têm plano de saúde nacional. Um bom serviço cobre desde imprevistos de saúde até atrasos em voos e extravio de bagagem.

8. Peça ajuda aos pais

Admita: eles estão com as crianças no dia a dia e podem passar dicas valiosas para o período de férias, desde alimentos preferidos até formas de entretenimento. Mas obter informação é apenas uma das formas de auxílio. Os pais podem também conversar com os pequenos, orientando o que fazer e o que não fazer na companhia dos avós. “Se for uma criança com mais de três anos ela já entende, então precisa conversar com ela antes de sair de casa para obedecer a vovó ou vovô”, orienta Elma.

9. Leve documentos

Tenha atenção aos documentos necessários para a viagem. É preciso, no mínimo, que os netos estejam com certidão de nascimento ou documento de identificação civil, como RG e passaporte, e que os avós levem um documento que comprove o parentesco. Para o caso de alguém se perder, Elma recomenda ainda que se coloque uma etiqueta na roupa de crianças pequenas, com nome e telefone de contato.

10. Embale medicamentos

Pessoas mais velhas tendem a sofrer com doenças crônicas ou podem ter de utilizar medicação contínua. “É fundamental verificar a quantidade necessária desses medicamentos para toda a viagem e armazená-los, de preferência, nas embalagens originais. Não esqueça de levar kit de curativos, analgésicos, antitérmicos e remédios para má digestão”, aconselha Carla.

11. Siga seu ritmo

“Não queira conhecer todos os pontos turísticos rapidamente, nem planeje muitas atividades para um dia só”, recomenda Andrea. Uma dica é colocar no roteiro atividades que entretenham os pequenos por algumas horas, como parquinhos, e que permitam aos mais velhos ter momentos mais extensos de descanso.

12. Faça pausas e movimente-se

Em viagem de carro, Carla orienta a parar a cada três horas para caminhar um pouco e fazer um lanche. “Uma opção para as muito longas é incluir no roteiro paradas à noite para jantar, dormir e tomar um bom café da manhã”, diz ela. Em viagens de avião, o aconselhado é fazer exercícios simples e mudar frequentemente de posição, bem como consumir quantidades adequadas de líquidos, o que reduz o risco de trombose.

13. Hidrate-se no tempo certo

É crucial manter a hidratação durante todo o trajeto. “No entanto, é preciso verificar os horários de parada para não consumir demasiadamente e não ficar sem sanitários à disposição quando preciso”, diz a fisioterapeuta.

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