A pandemia de Covid-19 fez com que pessoas com mais de 60 anos pensassem em longevidade e finitude: 7 em cada 10 refletem mais sobre esses temas. Mas, ainda que a morte tenha se tornado um assunto em pauta, a maioria não dá início a algum tipo de planejamento. Apenas 2 em cada 10 começaram, durante o isolamento social, a fazer algo sobre seu legado.  

Essas são algumas das conclusões da pesquisa Plano de Vida & Legado, conduzida pela startup Janno em parceria com a MindMiners. Foram entrevistados 1.045 brasileiros com mais de 45 anos de idade, entre fevereiro e março de 2020.  

“A pandemia deixou a questão da finitude muito exposta e trouxe a reflexão sobre a própria existência”, avalia Layla Vallias, uma das coordenadoras do estudo e cofundadora da Janno. Segundo ela, as pessoas têm olhado para o próprio legado e sabem que é algo importante, “mas ainda não entraram em ação”. 


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O temor associado à morte é um dos fatores que levantam uma barreira emocional sobre o tema. Pela pesquisa, 40% das pessoas com mais de 60 anos têm medo de morrer. Ele é acompanhado, segundo Layla, da falta de programação de longo prazo, considerada uma das características dos brasileiros. Esses obstáculos, juntos, tornam quase intransponíveis uma ação no sentido de planejamento do legado para boa parte das pessoas.  

E a prevenção faz parte de qualquer planejamento, principalmente no que se refere ao financeiro. O Master Acidentes Domiciliares ajuda a pagar médicos e hospitais em caso de acidentes, garantindo segurança e proteção a quem mais precisa.

Longevidade e legado: passo a passo 

Especialistas defendem que o fim de vida seja tratado com naturalidade em conversas com a família. Em relação ao legado – sejam bens, sejam memórias e projetos –, grandes transições de vida, como nascimento de filhos, aquisição de imóvel e aposentadoria, podem ser momentos oportunos para abordar o tema e colocar a mão na massa. “Falando sobre morte, você está falando sobre vida”, analisa Layla 

São muitos os pontos a avaliar. O que vem primeiro à mente, em geral, é o testamento. Mas, mais do que ele, há diretivas de saúde, passo a passo para o funeral e outras decisões práticas que precisarão ser tomadas na passagem.  

E ter tudo mapeado e definido pode ser um ato de amor. “Tem uma dor que a gente chama de burocracia do luto: assim que você perde alguém querido, tem que tomar 90 decisões práticas. Muitas delas são coisas que daria para deixar organizadas: flor que gostava, música, número do seguro, o que fazer com o corpo, que contas cancelar. Tudo isso é desafiador, delicado.” 

Segundo a cofundadora da Janno, “todo mundo tem uma história para contar de um momento de luto, que foi privado porque teve que tomar decisões práticas. É um carinho deixar tudo organizado para a partida”, considera.  

Na Janno, é possível elaborar um plano e identificar lacunas. Os usuários também têm opção de definir quais informações poderão ser compartilhadas com pessoas próximas e quando elas serão disponibilizadas para contatos de confiança. 

Longevidade e legado: grandes decisões 

“Quando a gente pensa nesse planejamento de forma mais ampla, quase todos os documentos são importantes”, esclarece Layla. Ela diz que um trio não pode ficar de fora: seguro de vida, porque beneficia muito a família, plano funeral e testamento. E lista alguns outros, que valem um olhar cuidadoso. 

Confira, a seguir. 

Testamento  

“É uma forma de deixar registrada a vontade do proprietário dos bens em relação à futura partilha que será realizada após seu falecimento”, esclarece o advogado Fernando Paulino. Se for público, os valores variam conforme o estado e são tabelados pelos tabeliães, mais o ISS da cidade. “O tempo de demora é de acordo com o fluxo de trabalho do cartório.”  

Se for particular e a pessoa optar pela contratação de um advogado, o valor vai variar conforme o profissional, obedecendo um mínimo estipulado em tabela da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).  

Testamento vital 

“É um documento legal, feito por advogado e médico, que fala de suas preferências em um momento incapacitante. Que tipo de cuidado eu quero ter?”, explica Layla. São abordadas questões relacionadas a tratamentos e procedimentos de saúde que a pessoa deseja ou que não autoriza, acrescenta Paulino. Pode ser feito por qualquer pessoa com mais de 16 anos de idade e em pleno gozo de sua capacidade mental, desde que respeitando a legislação médica. Recomenda-se que seja registrado em cartório, para que se torne um documento público. 

Procuração para cuidados de saúde  

É a nomeação de uma pessoa de confiança que deverá ser consultada pelos médicos, quando houver necessidade de adoção de cuidados ou de esclarecimentos de dúvidas sobre o testamento vital, quando o outorgante não puder mais manifestar sua vontade. “Importante esclarecer que é possível fazer um testamento vital sem nomear um procurador de saúde, mas recomendo a nomeação para que haja um responsável que garanta que a vontade do paciente foi cumprida”, orienta Paulino. 

Diretivas antecipadas de vontade 

São compostas pelo testamento vital e pela procuração para cuidados de saúde. “São documentos que manifestam a vontade para cuidados e tratamentos médicos”, informa o advogado. 

Testamento ético 

Mais conhecido nos EUA, não trata de bens ou cuidados de saúde, mas de histórias e aprendizados. “Não dá para tratar como menos importante. Porque, quando a gente pensa na nossa vida, na nossa história, todo mundo tem vontade de deixar uma marca”, pondera Layla. O testamento ético pode incluir vídeos e aprendizados. 

Seguro de vida 

A apólice garante o pagamento de uma indenização em caso de morte ou invalidez permanente. Pode incluir assistência funeral e despesas médico-hospitalares. Em geral, o segurado faz pagamentos mensais e o valor depende de fatores como o montante da indenização. 

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Plano funerário 

Costuma incluir os itens básicos de um funeral, como coroa de flores, caixão, jazigo e traslado do corpo. Os valores variam conforme a cobertura e, geralmente, o pagamento é mensal. 

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