Entre os dias 8 e 21 de junho deste ano, o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon entrevistou a distância 1.204 pessoas de 25 estados, a maioria (54%) acima dos 50 anos de idade, para saber como o isolamento social, causado pela crise do novo coronavírus, tem impactado o dia a dia dos brasileiros. O resultado deu origem à Pesquisa de Bem-Estar e Uso de Serviços Urbanos, divulgada esta semana pelo Instituto.

Clique Aqui para acessar a pesquisa completa.  

No quesito Bem-Estar, o levantamento mostrou que apenas 44,52% dos entrevistados estavam aproveitando a quarentena para realizar alguma atividade física. Desses, 44,03% preferem praticar exercícios ao ar livres, 38,06% se exercitam em casa sem acompanhamento de um profissional e 26,49% fazem com orientação a distância. Aposentados somam 54% dos que não ficam parados e buscam entrar em forma, seguidos por autônomos (51%), empregados (42%) e desempregados (33%).

Quando perguntados se fizeram uso de algum profissional de saúde durante a quarentena, 61,46% responderam que não, enquanto 38,54% responderam que sim. Entre os profissionais mais procurados estão médicos (71,55%), enfermeiros (11,64%), psicólogos (10,99%) e fisioterapeutas (4,09%).

 

hábitos dos brasileiros

A pesquisa também quis saber sobre uso e aquisição de serviços pela internet. De acordo com o Instituto de Longevidade, 84,47% usaram a internet para buscar informações; 74,50% para acessar perfis em redes sociais; 67,19% para pagar contas; 54,57% a trabalho; 53,82% para os estudos; e 48,67% para fazer compras. Com relação a serviços bancários, 79% dos participantes fizeram uso de internet banking durante o isolamento social para realizar transações. No entanto, desse grupo, 51,16% responderam ter ido a uma agência física por pelo menos uma vez. Para os técnicos do Instituto que analisaram os dados da pesquisa, uma das hipóteses é que essa ida presencial às agências esteja relacionada ao auxílio financeiro do governo federal, já que 55% deles responderam estar desempregados. Os demais eram aposentados (52,83%), autônomos (51%) e empregados (49%). A pesquisa também quis saber se os entrevistados estavam satisfeitos com a qualidade do sinal de internet recebido: 95,02% responderam que estão satisfeitos e 4,98% se disseram insatisfeitos.

Com relação a compras on-line, 48% responderam ter utilizado a rede de computadores para adquirir produtos e serviços neste período. Desses, a maioria (57%) é formada por aposentados. Na sequência, empregados somam 54%; autônomos com 51%; e desempregados com 22,5%.


A pandemia impactou suas contas e você precisa colocar as finanças em ordem? Caso seja aposentado ou  pensionista do INSS, clique aqui e confira as melhores taxas do mercado!  


Entre os itens mais procurados estão: assinatura de TV a cabo (aposentados - 72%; autônomo - 61%; empregado - 58%; desempregado - 32%), serviço de streaming (autônomo - 75%; empregados - 73,7%; aposentados - 66%; desempregado - 53%), orientação pra exercício físico (aposentado - 14%; autônomo - 13%; empregado - 11%; desempregado - 9,5) e alimentação na rua ou delivery (empregado - 26%; autônomo - 19%; aposentado - 16%; desempregado - 9%).

Ao final, a pesquisa quis saber sobre o status profissional durante a quarentena: 45,18% responderam estar empregados; 23,75% trabalham como autônomos; 16,86% estão desempregados e 14,20% já estão aposentados. Na sequência, o Instituto buscou entender como o status profissional se relaciona com as faixas etárias. Os resultados mostraram que dos respondentes de 20 a 30 anos, 32,5% estão desempregados, o maior percentual observado dentro de uma faixa etária. Dos respondentes de 30 a 40 anos, a maioria (30%) trabalha como autônomo. De 60 a 70 anos, 25% estão empregados. E dos respondentes entre 70 e 80 anos, 21,6% são autônomos.

Entre os empregados, 54% usaram a internet para trabalhar de casa durante a quarentena. Nesse grupo, os autônomos tiveram o maior destaque (82%).

Compartilhe com seus amigos

Receba os conteúdos do Instituto de Longevidade em seu e-mail. Inscreva-se: