Conhecida no mundo todo por sua beleza natural, a cidade do Rio de Janeiro celebrou mais um aniversário neste domingo, 1º de março. São 455 anos de muita história, compartilhados com um povo que sente orgulho de suas raízes e tradições.

Palco de vários monumentos e pontos turísticos emblemáticos (como o Cristo Redentor, o bondinho do Pão de Açúcar e a praia de Copacabana), a capital fluminense é um dos principais cartões postais brasileiros e reúne sobre seu solo pessoas das mais diversas religiões, etnias e classes sociais.


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A Cidade Maravilhosa – como já dizia a famosa marchinha de Carnaval que se tornou hino oficial da cidade – é a inspiração de canções, filmes, livros e muitas histórias de amor, e hoje é protagonista aqui no portal do Instituto de Longevidade. Conheça um pouco mais da história do Rio de Janeiro e teste seus conhecimentos para descobrir se você realmente sabe tudo sobre essa metrópole.

455 anos de Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro foi fundada em 1565 pelo militar português Estácio de Sá, que desembarcou às margens do Pão de Açúcar e expulsou os franceses que haviam se estabelecido ali. A região, no entanto, foi descoberta um pouco antes, em 1º de janeiro de 1502, pelo explorador português Gaspar de Lemos, que encontrou a Baía de Guanabara quando ainda era habitada apenas por índios tupinambás.

Aliás, dois motivos foram primordiais para a escolha do nome da cidade. O primeiro deles foi o mês em que Gaspar de Lemos chegou por aqui, em janeiro. O segundo foi que, ao se deparar com a entrada da Baía de Guanabara, o explorador acreditou se tratar da foz de um imenso rio. 

Após a saída dos franceses (que ocorreu oficialmente em 1567), o Rio de Janeiro prosperou como uma zona portuária e comercial, o que provocou o aumento do seu número de habitantes. A cidade cresceu rápido e logo mostrou potencial para se tornar uma das mais povoadas do Brasil. Na segunda metade do século XVII, sua população já somava 30 mil pessoas.

Em 1763, quase 200 anos após sua fundação, o Rio de Janeiro foi oficializado como a nova capital do país. Isso se deveu à sua boa localização e por ter se transformado em um importante centro econômico nacional. Foi durante esse período que parte de sua história cultural floresceu, com a criação de diversos estabelecimentos importantes, tais como a Biblioteca Nacional, o Jardim Botânico e o Gabinete Real Português.

Mesmo quando a capital do Brasil se mudou para Brasília, em 1960, a Cidade Maravilhosa continuou atraindo olhares do mundo todo. Em 1950 e 2014, sediou vários jogos da Copa do Mundo FIFA, e em 2016 recebeu os Jogos Olímpicos de Verão. Hoje, mesmo após 455 anos, continua sendo a principal referência em Carnaval no país.


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Motivos para celebrar

De acordo com o IDL 2017 (Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade lançado em 2017), os habitantes da Cidade Maravilhosa têm vários motivos para comemorar neste 1º de março. Dentre as 150 cidades grandes analisadas na pesquisa (ou seja, as 150 cidades de maior população no país), o Rio de Janeiro se encontra na 24ª posição e se destaca nas áreas de Cultura e Engajamento, Bem-Estar e Finanças.

Para Antônio Leitão, gerente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, a capital fluminense está em uma boa colocação quando comparada a outros lugares. A cidade mostra que vem buscando alternativas e soluções para que seus habitantes possam viver mais e melhor – principalmente para aqueles com mais de 65 anos.  

Entre os pontos de destaque está o investimento na área de Cultura e Engajamento, como o elevado número de salas de cinema e uma alta parcela da população com mais de 65 anos. Em primeiro lugar, destaca-se o total de idosos matriculados na Educação de Jovens e Adultos.

A cidade também preza pelo Bem-Estar de seus habitantes. De acordo com Leitão, os números mostram que as pessoas que possuem doenças crônicas, como hipertensão ou diabetes, fazem parte de uma pequena parcela da população. Além disso, o Rio de Janeiro também se mostra bem colocado em relação ao número de inscritos em planos de saúde divididos pelas pessoas com mais de 65 anos.

Novos caminhos para o Rio de Janeiro

Mas nem tudo são flores. Enquanto o Rio de Janeiro se mostrou bem colocado nos quesitos divulgados acima, deixou a desejar em outros, como Educação e Trabalho e Indicadores Gerais. Pontos como Acesso ao Ensino Superior, Taxa de Desocupação e Docentes Habilitados para Ensino de Idosos refletem que a cidade ainda precisa melhorar nessas áreas, quando comparada a outras metrópoles.

No entanto, Leitão argumenta que sempre há pontos a melhorar em qualquer cidade analisada e que ter consciência disso faz parte do processo de aprimoramento. Para ele, é preciso conhecer os pontos negativos para saber onde investir.

“Considerando todo o Brasil, acho que o Rio é uma cidade que está relativamente bem preparada”, comenta. “Mas, é claro, tem muitas coisas para melhorar. Se considerarmos a realidade do país, o Rio de Janeiro é uma das melhores cidades, porém isso não quer dizer que seja um paraíso. Ainda tem muita coisa para fazer”.

Para Leitão, pensar nas melhorias possíveis para a Cidade Maravilhosa pode ser uma boa reflexão para o futuro, considerando que faltam apenas 45 anos para que o Rio de Janeiro complete 500 anos. “O que queremos comemorar quando chegarmos lá?”, indaga o gerente.

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